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Vitória Delas: projeto conscientiza alunos da EJA sobre combate à violência contra mulher

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Por Glacieri Carraretto (gcpereiraeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de SEGOV/SUB-COM


Foto Divulgação
Vitória Delas”: Guarda de Vitória inicia projeto com alunos do EJA sobre combate à violência contra
Vitória Delas na Emef Admardo Serafim de Oliveira, em Gurigica.

Mais um eixo de atuação da Guarda Municipal de Vitória (GCMV) vai auxiliar na prevenção e enfrentamento à violência contra mulher na capital. O projeto "Vitória Delas" é uma iniciativa que tem como público os alunos da Educação Jovens e Adultos (EJA) das escolas municipais da capital e promove rodas de conversa sobre a temática a fim de conscientizar e orientar sobre o assunto . 

Com estudantes de idade entre 16 e 84 anos, a primeira turma a receber a ação foi da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Admardo Serafim de Oliveira, em Gurigica. Realizado na última quinta-feira (9), o encontro reuniu 22 estudantes que ouviram atentamente as guardas municipais explicarem sobre o que é a violência, o que é a Lei Maria da Penha e também como funciona o Botão Maria da Penha - dispositivo de alerta operacionalizado pela Guarda de Vitória. Eles também puderam compartilhar experiências, tirar dúvidas e dar exemplos a partir da vivência individual. 

"A Guarda de Vitória já atua nas escolas usando uma linguagem lúdica para falar sobre igualdade e respeito como prevenção à violência. Agora, o formato é outro, já que a linguagem é para um público jovem e adulto, como entender a legislação, identificar no dia a dia os tipos de violência contra mulher, aliada a uma troca com os alunos, por isso é uma roda de conversa", descreve Andressa Schumack, inspetora da Gerência de Formação e Atenção Psicossocial (Gfap) da Guarda de Vitória. 

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Vitória Delas”: Guarda de Vitória inicia projeto com alunos do EJA sobre combate à violência contra
Vitória Delas na Emef Admardo Serafim de Oliveira, em Gurigica.

Schumack conta que a troca é muito grande entre as guardas municipais e os estudantes. "Como tem homens e mulheres com experiências, eles mesmos fazem os relatos que vão adicionando materialidade à conversa. Em especial, identificar violências sofridas e até mesmo quem são os agressores, deixando de entender a violência contra mulher como a agressão física, mas também como violência moral, patrimonial, psicológica e sexual", destaca Schumack. 

Para a aluna Vera Lúcia, de 74 anos, foi uma experiência muito agregadora.  "Gostei muito de participar da aula, as palestrantes tiraram muitas dúvidas sobre o machismo. As guardas falaram de muita coisa que passamos no dia a dia, mas o que mais me marcou foi conhecer a rede de proteção, onde podemos pedir ajuda. Agora sei onde procurar", conta a estudante. 

Vitória Delas      

A roda de conversa que visa a reflexão e conhecimento sobre a violência contra mulheres será levada a outras turmas, sempre com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (Seme). "Ver nossas alunas da EJA, mulheres que, muitas vezes, retomaram os estudos depois de anos afastadas, tendo acesso a informações tão essenciais sobre seus direitos é motivo de muito orgulho. A parceria com a Guarda de Vitória reforça que a escola é, sim, um espaço de acolhimento, de escuta e de cidadania", destacou a secretária de Educação,  Juliana Rohsner.

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Vitória Delas”: Guarda de Vitória inicia projeto com alunos do EJA sobre combate à violência contra
Vitória Delas na Emef Admardo Serafim de Oliveira, em Gurigica.

Uma das idealizadoras do projeto "Vitória Delas", a gerente de formação da Guarda de Vitória, Annelise Alves, explica que o projeto pretende dar voz a mulheres com mais experiência e que buscam na educação a possibilidade de crescimento pessoal. "Essas mulheres têm trajetórias de vida que as afastaram da escola e, agora, de volta às salas de aula, buscam o conhecimento técnico das disciplinas mas também o rompimento de ciclos. Assim como os homens que passam a identificar atitudes que são violências e que quebram esse ciclo", detalhou Annelise.  

A gerente ainda pontua que o "Vitória Delas" também faz uma convocação aos homens para se posicionarem. "Violência contra mulher não é só falar com mulheres. É convidar os homens a identificar atos violentos e impedir a perpetuação da cultura de violência", destaca Annelise Alves. 

A comandante da Guarda de Vitória, Fabiana Gonçalves, reforçou a importância dessas ações da corporação, uma vez que vão além da ocorrência. "Todo o efetivo foi capacitado para o atendimento direto de situações com mulheres vítimas. Temos ainda o Botão Maria da Penha, que é operacionalizado com ajuda da nossa Central de Monitoramento e equipes de rua, e também, por meio da nossa equipe da Gfap, realizamos as medidas preventivas em escolas, adaptando o formato de acordo com o público. Isso tudo mostra que a Guarda de Vitória busca não somente proteger mulheres, mas evitar que homens se tornem agressores", pontuou a comandante.