Servidora da Prefeitura volta a Guiné-Bissau para implantação do Escola Aberta
Publicada em
Por Carmem Tristão, com edição de Matheus Thebaldi
Divulgação Seme
Coordenadora do Escola Aberta na Seme, Fátima Burzlaff participa da missão para implantação do programa em Guiné-Bissau
Divulgação Seme
Unidades de ensino de Guiné-Bissau vão oferecer atividades do Programa Escola Aberta para os alunos
Vitória é a primeira capital brasileira a levar a experiência do programa federal "Escola Aberta" para fora do País. A implantação está acontecendo em Guiné-Bissau, na África, e o primeiro encontro aconteceu em abril. A expectativa era de que os próximos acontecessem em agosto e outubro.
Mas o governo de lá tem pressa. Apesar de ter voltado para casa há menos de 10 dias, Fátima Burzlaff, que é coordenadora do programa Escola Aberta na Secretaria Municipal de Educação (Seme) e representante da Prefeitura, já está se organizando para viajar novamente nesta segunda-feira (18) e trabalhar com os guineenses por 40 dias.
Representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Fundação Gol de Letra e da Seme fazem parte da missão na Guiné-Bissau que tem como objetivo compartilhar conhecimentos e saberes que possam subsidiar a criação e a implantação de uma escola modelo no país africano.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio da ABC, e a Unesco convidaram a Prefeitura de Vitória para integrar o projeto "Jovens Lideranças para a Multiplicação de Boas Práticas Socioeducativas". Assim, por meio do Escola Aberta desenvolvido nas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), o objetivo é implementar naquele país esse componente para contribuições em diferentes áreas: inclusão social, cidadania, melhoria da qualidade educacional, integração entre escola e comunidade e, ainda, construção de uma cultura de paz.
Cooperação técnica
Desde 2010, Unesco e ABC estão desenvolvendo cooperação técnica para implantação de projetos nas áreas de educação em Guiné-Bissau, país africano com cerca de 1,5 milhão de habitantes e uma população muito pobre. Um desses projetos é o Escola Aberta, iniciativa que abre escolas nos finais de semana para atividades esportivas, recreativas e de lazer.
A metodologia do Programa Escola Aberta será socializada e adaptada à realidade de Guiné-Bissau por meio de encontros formativos ao longo de 2015 e 2016, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme). Esses momentos de formação serão dirigidos a lideranças, oficineiros, professores da educação formal, coordenadores e profissionais, a exemplo do que acontece em Vitória.
As despesas com transporte, alimentação e hospedagem da assessora técnica da Seme são custeadas pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.