Moradores podem usar os ecopostos distribuídos na capital para realizar a coleta seletiva
Equipamentos instalados em vias públicas e praças da capital para depósito de lixo seco por quem quer praticar a coleta seletiva, os ecopostos também são alvos de depredação na capital. Na noite da última terça-feira (23), o equipamento instalado na calçada ao lado da Regional 3, no Bairro de Lourdes, foi totalmente destruído.
Cada ecoposto - são 70 na capital - tem o custo médio de R$ 4,5 mil. Para evitar essas infrações, a Secretaria Municipal de Serviços (Semse) faz abordagens e conscientiza os moradores sobre os prejuízos causados pelos atos de vandalismo.
"O poder público investe para melhorar a limpeza pública do município e pessoas chegam e, simplesmente, queimam esse dinheiro. Essa atitude atrapalha, no mínimo, 60 famílias que são beneficiadas com o material recolhido nos Postos de Entrega Voluntária (PEV´s). Ele é direcionado às associações de catadores de materiais recicláveis. Em 2013, foram destruídos seis ecopostos e, em 2014, com esse último caso, dois", comentou o gerente de Recebimento, Beneficiamento e Destinação, Marcos Marinho Delmaestro.
Atos de depredação como o ocorrido na última terça (23) geram prejuízos aos cidadãos. Só de lixeiras, por exemplo, são 40 destruídas por mês. "Cada papeleira tem um custo de, aproximadamente, R$ 100. Só em 2014, já foram instaladas 1,2 mil novas lixeiras, totalizando 3,2 mil instaladas em toda a cidade. E a destruição não para por aí. Atos de vandalismo, como queima, quebra e pichações, de equipamentos públicos têm acontecido em pontos de ônibus, nas lixeiras e nos monumentos", afirmou o gerente de Limpeza Urbana, Denilson Pereira.
Áreas
Janete Carvalho
Lixeiras instaladas na capital são alvos de atos de depredação
As áreas mais atingidas por atos de vandalismo em Vitória são: o Centro, a orla e as praças. Esse tipo de destruição afeta diretamente o bolso do contribuinte, já que os equipamentos que são danificados precisam ser substituídos por outros novos. São gastos em torno de R$ 200 mil anuais para reposição de lixeiras, bancos e limpeza de equipamentos públicos da capital.
"Pedimos a colaboração da população. Em primeiro lugar, não depredando equipamentos públicos e, depois, denunciando, por meio do Fala Vitória 156, os casos que tomar conhecimento", comentou o secretário municipal de Serviços, Fernando Rocha.
Fiscalização
Para coibir essas infrações, a Gerência de Fiscalização e a Gerência de Limpeza Urbana da Secretaria Municipal de Serviços (Semse) fazem a fiscalização.
A ação é diária, e as pessoas ou empresas são notificadas e multadas em casos de violação da lei. Além disso, existe um trabalho da equipe de fiscalização, paralelo ao trabalho de rotina, que acontece às terças e quintas, com intuito de conscientizar e informar a população: Ação Cidade Limpa.
O projeto, iniciado no dia 6 de maio, já fez 1.993 abordagens educativas e flagrou 354 episódios de descarte irregular de lixo.