Prefeitura de Vitória

Atalhos de teclado:

Luxo, beleza, arte e dança na última noite de desfiles das escolas de samba

Publicada em

Por Danielly Campos, com edição de Deyvison Longui


Elizabeth Nader
Destaque da Escola de Samba São Torquato
A comissão de frenteda São Torquatro impressionou pelo sincronismo ao simular um cabaré francês
Elizabeth Nader
Ala da Escola Piedade
A Piedade inovou neste carnaval ao trazer a ala das baianas todas em tons de preto.

O último dia de desfile do Carnaval de Vitória fechou com chave ouro um dos mais importantes eventos da cidade. Com todas as arquibancadas cheias e muita gente na pipoca, espaço entre os ambulantes e a área de concentração das escolas no Sambão do Povo, o público apreciou o show de luxo, beleza, arte e dança do Grupo Especial. A passagem pela avenida das agremiações mais esperadas não decepcionou os foliões de Vitória.

O desfile começou, na noite deste sábado (26), e acabou por volta das 5 horas da manhã deste domingo (27). A apuração das notas e divulgação da escola vencedora acontece nesta terça-feira (1), às 15 horas, no Ginásio do Álvares Cabral, em Bento Ferreira. Confira os detalhes da apresentação de cada escola.

São Torquato

De maneira lúdica, a escola trouxe um colorido a mais à avenida com a releitura de" Quimeras". A comissão de frente impressionou pelo sincronismo ao simular um cabaré francês. Os destaques da escola foram o casal Vinícius e Jaqueline, mestre-sala e porta-bandeira da atual campeã do carnaval carioca, Unidos da Tijuca. O clima de boemia levantou o astral da galera que estava no Sambão. O bloco mirim fantasiado também encantou os foliões, após a abertura dos portões do sambódromo. Foi o primeiro desfile da noite deste sábado (26).

Piedade

Com um camarim itinerante, a comissão de frente trocou várias fantasias de tipos diferentes de dançarinos ao longo do sambódromo. O enredo "Senhoras e senhores, bom espetáculo", conduzido por um dos sambistas mais tradicionais da cidade, Edson Papo Furado, que desfilou aos 84 anos, com muita disposição, o que o fez dispensar a bengala para se locomover, e com os cabelos pintados de vermelho. Os batuques da bateria animaram todo o sambão, com as tradicionais paradinhas. Com alas coreografadas e belos destaques, a escola surpreendeu pela quantidade de componentes e pela inovação de trazer a ala das baianas todas em tons de preto. Empolgada, a ministra Iriny Lopes saiu na ala da velha guarda.

Elizabeth Nader
Bateria da Escola de Samba Barreiros
A bateria da Barreiros empolgou e ajudou a escola a contar a cultura italiana em Santa Teresa
Elizabeth Nader
Ala da Escola de Samba Jucutuquara
O luxo marcou o desfile da Jucutuquara que mostrou que está brigando pelo título

Barreiros

A cultura italiana e as marcas do município de Santa Teresa inspiraram a escola, que caprichou no acabamento de suas fantasias. A presença de descendentes de italianos e moradores dessa cidade em trajes típicos humanizou toda a história desse povo. Com muitos integrantes distribuídos em diversas alas, a escola teve que apressar os foliões para não se atrasar. Infelizmente, o belo e último carro da agremiação, o Xadrez, quebrou e teve que ser removido da pista.

Jucutuquara

O luxo marcou o desfile da escola que mostrou que está mesmo brigando pelo título. Com uma comissão de frente que iluminou o sambão com o figurino futurista e muito bem ensaiado. O carro abre-alas, o Universo em Movimento, cujo globo soltava papéis para atingir os foliões, surpreendeu pelo acabamento. Com coreografias, a bateria conquistou o público, que rapidamente aprendeu o samba-enredo. A grande estrela do desfile foi o sambista Carlinhos de Jesus, que fez questão de entrar com o pé direito na passarela para dar sorte à agremiação. Apesar do desfile corrido por causa do número de integrantes nas 24 alas, as alegorias que falavam do tempo estavam muito criativas e foram um show à parte. Destaque para os foliões que jogaram rosas ao público, para as baianas vestidas de noiva e fantasias inspiradas em épocas do ano.

MUG

A última escola a desfilar também impressionou todo o público, que não deixou o Sambão até o fim dos desfiles, pela imponência dos seus carros, pelo luxo e irreverência das fantasias, sobretudo as da ala das baianas, que tinha em suas saias grandes borboletas. Com o tema a cerveja, a MUG abusou da criatividade para contar a história da bebida que virou paixão nacional. Sem perder do foco do prazer proporcionado pela ingestão de cerveja, a agremiação deu o recado na avenida, através de uma ala específica, para que os foliões bebam sempre com moderação. O último carro trouxe malabaristas em surpreendente performance.

Samuel Vieira
Ala da Escola de Samba MUG
A ala das baianas da MUG impressionou com grandes borboletas em suas saias
Samuel Vieira
Mestre-Sala e Porta-Bandeira MUG
O casal de mestre-sala e porta-bandeira deu um show e mostrou que a MUG briga pelo título