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Dia da Moqueca Capixaba: Vitória, a cidade de frente para o mar, também se destaca à mesa
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Por Bárbara Bueno Sá (barbara.saeira$4h064+pref.cdtiv.com.br), com edição de Andreza Lopes
Tem cheiro que abre o apetite. Tem sabor que traz memória. E tem prato que parece carregar uma cidade inteira dentro da panela. É assim com a moqueca capixaba. Nesta quarta-feira (30), Vitória celebra o Dia deste prato que carregado de história e valor sentimental com um convite que combina perfeitamente com uma cidade de frente para o mar: sentar à mesa, experimentar a iguaria preparada em uma uma panela fumegante e descobrir, entre uma garfada e outra, os sabores, as paisagens e as histórias que fazem parte da identidade da capital.
Preparada tradicionalmente na panela de barro, com peixe fresco, tomate, cebola, alho, coentro e azeite, a moqueca é muito mais do que uma receita. É cultura, memória e tradição. Em Vitória, o prato é reconhecido como patrimônio imaterial e ganhou uma data própria no calendário.
Mas talvez a melhor maneira de entender a importância da moqueca seja experimentá-la onde essa história continua acontecendo. Na Ilha das Caieiras, o almoço pode começar antes mesmo de a panela chegar à mesa. Às margens do manguezal, entre barcos, pescadores, marisqueiras e o movimento das águas, o bairro reúne restaurantes que têm nos frutos do mar um dos protagonistas da cozinha. Ali, a experiência é completa: provar uma moqueca, conhecer um território tradicional da cidade, caminhar pela orla e observar uma paisagem que ajuda a explicar a relação de Vitória com o mar.
É gastronomia com endereço, história e paisagem. E existe uma combinação que deixa tudo ainda mais especial: Moqueca e pôr do sol. Depois do almoço, vale ficar mais um pouco. Afinal, em Vitória, até a sobremesa pode ser uma paisagem.
Uma panela com vista para Vitória
Para quem gosta de combinar boa mesa e cenário, a Curva da Jurema também faz parte desse roteiro. Com o mar à frente, a região reúne opções gastronômicas que permitem transformar uma refeição em programa turístico. É a oportunidade de experimentar um dos sabores mais emblemáticos do Espírito Santo enquanto se contempla uma das paisagens que ajudam a definir a capital.
Porque, em Vitória, o cenário também faz parte do prato!
O sabor de uma tradição capixaba
A moqueca tem seus próprios rituais e eles fazem parte do sabor. A panela de barro é protagonista. O peixe fresco encontra tomate, cebola, alho, coentro e azeite. O fogo faz sua parte. E, quando a panela chega à mesa, fumegante e perfumada, começa aquele momento em que todo mundo espera a primeira colherada.
E existe uma diferença que os capixabas fazem questão de preservar: moqueca capixaba não leva dendê nem leite de coco. É uma cozinha que valoriza o sabor dos ingredientes e a relação com o território.
Por isso, celebrar o Dia da Moqueca também é celebrar quem mantém essa tradição viva: pescadores, marisqueiras, paneleiras e artesãos das panelas de barro, cozinheiros, restaurantes e famílias que há gerações compartilham esse sabor.
Um prato, muitos jeitos de viver Vitória
A moqueca também pode ser o ponto de partida para um passeio pela cidade. Depois do almoço, dá para seguir pela orla, conhecer outros cartões-postais, visitar espaços culturais, caminhar pelos bairros históricos ou simplesmente encontrar um lugar para assistir ao fim do dia.
Em Vitória, a moqueca pode começar na panela e terminar diante do mar. Pode ser um almoço em família. Um encontro entre amigos. Uma experiência para quem visita a cidade pela primeira vez. Ou simplesmente uma quarta-feira qualquer que ganha gosto de ocasião especial.
Vitória é dessas. Uma cidade que tem o mar como paisagem, a gastronomia como identidade e experiências que cabem em um roteiro ou em uma panela de barro.
Neste Dia da Moqueca, o convite é simples: escolha um lugar, uma companhia e deixe Vitória fazer parte da experiência. Porque há cidades que a gente visita. E há cidades que a gente prova.
Viva a moqueca capixaba!!



