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Comitê Gestor aponta rumos para o desenvolvimento de Vitória

Publicada em

Por Janete Carvalho, com edição de SEGOV/SUB-COM

Com a colaboração de Danielly Campos


André Sobral
Comitê Gestor
O Comitê Gestor trabalha desde o planejamento, execução e acompanhamento de projetos até a prestação de contas da administração.

O primeiro ano da administração do prefeito Luciano Rezende tem sido marcado pela gestão compartilhada. O modelo adotado em Vitória, atualmente com 348.265 habitantes, não é aleatório, mas baseado em ações definidas por um amplo comitê gestor, que debate as ações a serem operacionalizadas em suas diversas fases.

De caráter permanente, esse comitê é formado por secretários e subsecretários, gerentes de áreas e gestores locais responsáveis diretamente pelo atendimento e prestação de serviços. Eles abordam desde o planejamento, execução e acompanhamento de projetos até a prestação de contas.

Caminho certo

Durante as reuniões surgem ideias inovadoras para melhorar, constantemente, a qualidade de vida de Vitória. Integrante desse comitê, o arquiteto e urbanista do Rio de Janeiro, Bruno Fernandes, vem colaborando com ideias inovadoras e considera que Vitória está no caminho certo para manter a maior posição de destaque entre as cidades capixabas. “Projetos criativos que possam fortalecer a identidade do morador com a cidade sempre devem ser implementados”, disse ele.

Confira algumas ideias do urbanista do Rio de Janeiro.

Vitória está no caminho certo para manter a maior posição de destaque entre as cidades capixabas?

Bruno Fernandes: Vitória é a cidade de maior destaque no Estado. É centro cultural, político, econômico e financeiro e, consequentemente, alvo de projetos a curto e longo prazos. Eles devem ser criativos e possam gerar inovação, tecnologia e conhecimento para manter a centralidade da capital no cenário local e no país.

Como Vitória está no caminho certo na manutenção da sua posição de destaque na Região Metropolitana?

Bruno Fernandes: Em Vitória, os elementos do imaginário coletivo, como querer viver na capital, desejar trabalhar, fazer compras, utilizar equipamentos de lazer da Capital, como museus, parques, praças e praias, reforçam a sua centralidade e faz com que o espaço seja atrativo.

Em que é preciso investir?

Bruno Fernandes: É preciso que os gestores sempre invistam nas atividades de vocação econômica e na produção cultural. Eles precisam estar abertos, traçar ideias criativas e ter coragem na implementação. Muitos projetos não possuem alto custo. Mas reforçam a identidade do morador. Um modelo de gestão participativa, no qual o cidadão decide junto, faz com que ele se envolva no processo e valorize as ações.

Que propostas sugere?

Bruno Fernandes: Acredito que a implantação do Centro Tecnológico, em Goiabeiras, possa estimular a produção de conhecimento (além da sua horizontalização) e representa uma boa proposta. E o Concurso Nacional Orla Noroeste, para urbanizar 13 km de costa de Vitória, são propostas concretas para manter a cidade como referência no Estado a longo prazo. Nova Yorque fez uma obra de baixo custo e grande impacto. Havia uma linha férrea urbana abandonada há mais de 30 anos. Ao invés de demolir, fez um parque linear urbano que conferiu ao local uma revitalização. A obra foi relativamente simples. O resultado foi surpreendente. Isso pode ser feito na Ponte Seca, na Vila Rubim, por exemplo.

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