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Cajun do Bairro do Quadro faz 25 anos e muda a vida de crianças e adolescentes
Publicada em | Atualizada em
Por Paula M. Bourguignon, com edição de Matheus Thebaldi
Neste ano, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cajun) do Bairro do Quadro completa 25 anos. Essa unidade foi a primeira a ser instalada na capital, que conta com mais 13 espaços como esse.
Atualmente, o Cajun atende cerca de 120 crianças e adolescentes - de 6 a 15 anos - em oficinas de artes, capoeira, circo, dança e Jogos, Brinquedos e Brincadeiras (JBB) diariamente.
"Para mim, o Cajun representa uma família. Quando sair daqui, quero que entrem mais pessoas para realizar o sonho deles", disse Isaac Rocha, de 12 anos.
"O Cajun é um segundo lugar para passar o tempo. Faz-me distrair. Se não fosse aqui, estaria em casa jogando. Consigo fazer grandes amizades também. Faz muita diferença na minha vida", contou Ana Luiza Cortes de Souza, 12.
Oportunidade
Com o gingado, as acrobacias, os movimentos mais elaborados e os cânticos, a oficina de copoeira é uma das mais animadas.
"A oficina que mais gosto é capoeira. Gostaria muito de ser um profissional de capoeira. Elton me ensina muitos movimentos e, agora, estou aprendendo o mortal. Muito bom ter um professor que foi educando. Isso inspira", comentou Ricardo Berto dos Santos Júnior, 13.
Elton Jesus Santana, 27, educador social de capoeira do Quadro e de Santo André, sente-se orgulhoso do trabalho desempenhado com a criançada. "O Cajun é uma oportunidade para crianças e adolescentes e também para a comunidade, tirando eles das ruas e trazendo vários benefícios. Hoje, os jovens estão muito ligados à internet e aos celulares, e o Cajun consegue trazer com essas oficinas a dinâmica da capoeira, do circo e da dança, representando uma forma de incentivo à cultura e ao entretenimento".
Filhos
"O Cajun é muito importante para a vida dessas crianças e desses adolescentes. Passamos vários ensinamentos, além de serem cidadãos, terem respeito e dignidade. Esses valores são muito importantes. Eles são como filhos", afirmou o educador social circense dos Cajuns de Santo André e do Quadro, Lucivaldo Siqueira de Souza, que é o palhaço "Mandioquinha".
Inclusão
Quando tinha 13 anos, Camila Rodrigues da Vitória Gotle, 32, participou do Cajun do Quadro, onde fez oficinas de pintura em tecido e informática. Hoje, suas filhas gêmeas, Micaella e Millena, 15, e o filho, Samuel Lucas, 6, também estão matriculados.
"O Cajun é muito importante porque muitos jovens e crianças, às vezes, não têm oportunidades de realizar oficinas, fazer cursos ou ficam em casa de bobeira. Aqui eles oferecem atividades e podem estar incluídos na sociedade, além de fazerem novas amizades. Aqui é um novo olhar para o mundo. Faz a diferença na minha vida e dos meus filhos".
Orgulho
"Para mim, estar coordenador do Cajun é motivo de orgulho. Aqui foi a primeira unidade. Então, para quem foi ex-educando, conhecer a história mais profunda do início do Cajun é muito importante. O Cajun daqui é acolhedor, pois a comunidade abraça totalmente a unidade. Alguns pais desta comunidade também têm o carinho por terem participado também de oficinas aqui. Isso passa de geração para geração", disse o coordenador do Cajun do Bairro do Quadro, Jhones Teixeira da Silva.
"O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cajun) tem 14 unidades em Vitória e oferece para crianças e adolescentes oficinas gratuitas no contraturno escolar. Vão trabalhar a convivência e os vínculos familiares e comunitários por meio de atividades artísticas, culturais e esportivas, garantindo assim a rede de proteção", destacou a subsecretária de Proteção Social Básica e Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Assistência Social (Semas), Brunella Tiburtino Aloquio Teixeira.
