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Unidos da Piedade fala das flores e emociona o público no segundo dia de desfile
Publicada em 04/02/2018, às 02h22 | Atualizada em 04/02/2018, às 02h37
Por SEGOV/SUB-COM (secomeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Alexandre Lemos


A Unidos da Piedade floresceu, encantou e emocionou na avenida. A terceira escola a desfilar teve como enredo “Pra não dizer que não falei das flores” que é uma homenagem do carnavalesco Paulo Balbino para sua falecida mãe. Colorida e animada, a escola levou emoção, beleza e perfume para avenida.
A escola retratou a existência das flores na vida dos homens durante toda história e a forma como as flores fascinam povos e nações. Presentes nos versos dos poemas e letras de músicas servem de inspiração para artes, integram o simbolismo religioso e acompanha os homens desde o nascimento até a morte.
O carnavalesco Paulo Balbino explica que esse enredo estava guardado há mais de doze anos. “Este ano o sentimento é de emoção, o enredo é uma homenagem à minha mãe, uma mulher forte e muito religiosa que cultivava orquídeas e se dedicava à caridade. Retratar na avenida a importância das flores e o amor que ainda tenho pela minha mãe, que faleceu no dia do meu aniversário, é emocionante demais para mim, estou confiante e esperançoso”, conta.
Os encantos
A escola desfilou dividida em quatro setores com muitas cores e harmonia, todos contendo carros alegóricos grandes e bem acabados. O primeiro setor retratou o início; o segundo as flores pelo mundo; o terceiro a flor como inspiração na música, literatura e cinema; e o quarto trazendo a flor como inspiração nas artes e no folclore.
Foram três alas coreografadas, sendo duas delas assinadas pelo carnavalesco Paulo Balbino: a comissão de frente da Mais Querida, em parceria com Elisa, sua esposa, representou a “A Valsa das flores”, um clássico ballet de "O Quebra Nozes" e veio com 15 componentes, mulheres luxuosamente vestidas e apresentou bem o enredo com leveza, fragilidade, beleza e o encanto das flores. E a ala coreografada da Vitória Régia que trouxe uma destaque de chão vestida de índia de top less.
A ala das fadas com as varinhas de condão encantou o público e retratou o colorido das flores, o amor e a felicidade para quem possui sentimentos puros e que respeitam a natureza. As baianas vieram vestidas de Frida Khalo. O colorido tomou conta da avenida, a harmonia e a empolgação dos integrantes da escola animaram os foliões no sambão.
Flores e Perfume pela avenida
Um misto de emoções e sensações tomou conta da avenida com duas surpresas feitas pela escola. Com cortesia e gentileza, flores foram distribuídas para o público durante todo o desfile. Toninho Lima, integrante da escola, exalou simpatia e distribui rosas para os foliões e emocionou quem foi escolhido.
A velha guarda borrifou alfazema em toda a avenida e todos puderam sentir a emoção e o perfume das flores ao longo tempo em que a "Mais querida" esteve na avenida.
Deu Gringo na Avenida
Quatorze intercambistas do Programa de Intercâmbio Rotary desfilaram na ala Egito da escola. O programa de intercâmbio do Rotary é cultural e os estudantes são embaixadores da paz. O objetivo é conhecer novas culturas e por esse motivo a governadora do distrito 4410 do Rotary, Denise Vieira, justifica que essa é uma forma de apresentar a esses estudantes que estão passando um tempo no estado do ES nossa cultura.
“Essa é a festa popular mais famosa para os brasileiros e esse evento faz parte do calendário de eventos do intercâmbio estamos animados e na expectativa de ser campeã com a Piedade”, relata.
Expectativa de Vitória
A escola mais premiada do carnaval capixaba, com 13 títulos conquistados: 1958, 1960, 1961, 1962, 1963, 1965, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1986, o Grêmio Recreativo Unidos da Piedade, uma das mais antigas escolas de samba do Espírito Santo, não ganha título desde 1986.
Em 2017, a escola ficou na 3º colocação, mas a expectativa deste ano é ganhar o título. O carnavalesco Paulo Balbino disse que está esperançoso porque sentiu esse ano uma vibração diferente “tudo fluiu, esse enredo que trouxe uma emoçãodiferente” . A escola cumpriu o tempo regulamentar e ao fechar os portões, o presidente da Escola, Edvaldo Teixeira da Silveira, disse “a sensação de dever cumprido”, finaliza.

