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Unidos de Jucutuquara leva grandiosidade, cor e força feminina à avenida no Carnaval 2026

Publicada em | Atualizada em

Por Fabrício Faustini (fafaustinieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Matheus Thebaldi


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Leonardo Silveira
Unidos de Jucutuquara
Leonardo Silveira
Unidos de Jucutuquara

A Unidos de Jucutuquara, terceira escola a desfilar na noite de sexta-feira no Carnaval de Vitória, transformou o Sambão do Povo em um espetáculo de cores, emoção e simbologia. Com arquibancadas e camarotes cheios, o público acompanhou com entusiasmo a passagem da escola, aplaudida ao longo de todo o desfile.

Uma onda de energia ancestral, fogo e resistência invadiu a passarela do Sambão. A Unidos de Jucutuquara não apenas entrou na avenida, mas tomou posse dela. Uma narrativa ousada que colocou a figura da pombagira Maria Padilha no centro de um espetáculo de grandiosidade e beleza. Sob gritos de "É fogo!" das arquibancadas, a escola escreveu, com samba, plumas e paixão, um tratado sobre o poder do feminino.

Vibração

Logo na entrada, a grandiosidade da Jucutuquara chamou a atenção pela imponência dos carros alegóricos, pelo colorido intenso da passarela e harmonia entre fantasias, coreografias e evolução. A vibração do público foi constante, com gritos de incentivo e registros dos foliões, enquanto os integrantes da escola atravessavam a avenida visivelmente emocionados.

A Jucutuquara apresentou o enredo "Arreda Homem Que Aí Vem Mulher", uma narrativa marcada pela força simbólica da personagem Maria Padilha. Entidade cultuada nas tradições afro-brasileiras, Padilha foi retratada como pombagira das encruzilhadas, dos caminhos e das passagens, símbolo de espiritualidade, resistência cultural e memória coletiva.

Leonardo Silveira
Unidos de Jucutuquara
Marcos Salles
Unidos de Jucutuquara

Feminino

O desfile destacou o feminino como força de poder, sabedoria e transgressão, exaltando mulheres que rompem silêncios e ocupam seus próprios caminhos. A proposta transformou a avenida em uma grande encruzilhada simbólica, unindo fé, ancestralidade e espetáculo, em uma apresentação que dialogou com o presente sem perder suas raízes. A reação positiva do público refletiu a força da apresentação.

Ao finalizar sua passagem pela avenida, a Jucutuquara não só buscará mais um título, mas deixa um legado: o de um Carnaval que honra a ancestralidade, celebra a liberdade e faz da avenida um espaço legítimo para todas as vozes, histórias e espiritualidades.

Ao exaltar a figura de Maria Padilha como símbolo dinâmico de reinvenção, transgressão e poder feminino, a escola reafirmou seu papel como uma das grandes narradoras da cultura popular. "Se meu nome te assusta, é porque minha história te provoca".

 

Leonardo Silveira
Unidos de Jucutuquara
Leonardo Silveira
Unidos de Jucutuquara