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Trabalhadores da Assistência Social participam de capacitação

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação
Trabalhadores da Assistência Social participam e capacitação
Capacitação sobre acolhimento de vítimas de violência para trabalhadores da Assistência social.

Para tratar sobre o papel e amplitude dos atendimentos feitos nos espaços da Assistência Social de Vitória, e no Sistema de Garantia de Direitos das pessoas em situação de violência, profissionais que atuam nas unidades de atendimento da Secretaria de Assistência Social (Semas) participaram de uma formação promovida pelo Núcleo de Prevenção da Violência e Promoção da Saúde (Nuprev) em parceria realizada com a política de Saúde municipal.

Os profissionais compõem o quadro da Gerência de Atenção à Família, e atuam nos 12 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Acessuas Trabalho e Coordenação de Transferência de Renda e Benefícios (CTRB) da Semas.

A formação, ministrada pela a referência técnica Solange Lanna, tem o intuito de capacitar os trabalhadores para o registro e notificação de violências e/ou suspeitas, como mais uma estratégia de minimizar os impactos nas famílias acompanhadas e/ou atendidas pelos serviços socioassistenciais ofertados na capital. Com a contratação de novos profissionais e o aumento de situações de violência que chegam aos espaços da Proteção Social Básica, a Semas realizou essa articulação com a Saúde para qualificar a escuta, intervenções e encaminhamentos.

A notificação envolve três eixos estruturantes: promoção/cuidado, defesa de direitos/responsabilização e o controle, para acompanhar, avaliar e monitorar as ações de promoção e defesa de direitos humanos. A Assistência Social faz parte da rede de atenção e cuidado, portanto, a notificação de violência, ou suspeita, é fundamental para garantir a proteção e o cuidado às famílias e, principalmente, as vítimas de violência. A escuta de demandas espontânea e a avaliação dos riscos também acontecem nos Cras.

Durante a formação, os profissionais compartilharam experiências já vivenciadas nos territórios da capital, aprenderam a preencher a ficha de notificação, e tiveram acesso ao material de estudo Instrutivo Viva (aplicativo NotiViva Android e IOS) e ao  Sistema de Informação em Saúde e-SUS VS.

De acordo com os dados de 2023 - extraídos do e-SUS VS em janeiro de 2024 - foram realizadas 3.306 notificações, sendo que 75,38% são mulheres, 74,35% Raça Negra (Preta + Parda), 42,68% possuem deficiência ou transtorno, com variadas formas de violência (psicológica, física, autoprovocada, negligência e abandono, sexual, dentre outras.

Integração

As ações intersetoriais e integradas são fundamentais para prevenção às violências. As situações de violência cotidianas podem estar sendo vivenciadas por famílias atendidas na Assistência Social, em qualquer nível de proteção social. Qualquer trabalhador do Sistema Único de Assistência Socia (Suas) pode e deve identificar sinais de violência, visando a garantia da proteção social a pessoas vítimas ou testemunhas de violência, por meio do trabalho social com famílias e território. Porém, restringir a análise da situação à equipe técnica (nível superior) garante o sigilo da situação apresentada e intervenções e encaminhamentos mais assertivos.

A gerente de Atenção à Família da Semas, Cremilda Astorga, pontuou que as expressões de violência que chegam nos serviços demandam profissionais ainda mais qualificados para atendê-las. "Diante dessa realidade, a articulação com o Nuprevi para formar os profissionais foi fundamental. A violência nas famílias é um problema, também, da política pública da Assistência Social", disse ela.

O Nuprevi conta com uma equipe de referência da politica de saúde, que organiza o atendimento e articula ações de prevenção e promoção para superar a violência e mudar a cultura.

Para a secretária de Assistência Social de Vitória, Cintya Schulz, ter informações e dados sobre as violências nas famílias é fundamental para a estruturação de ações estratégicas para superação das situações de violência e de vulnerabilidade. "Ter nossos trabalhadores da Proteção Social Básica da Assistência Social se aprimorando com especialista da saúde é essencial pata aprimorar nosso trabalho e a proteção das famílias", acrescentou Cintya.