Mais do que paredes pintadas e móveis novos, a reforma do Centro de Vivência 6 (CV6), unidade que acolhe adolescentes de 12 a 18 anos, simboliza o resgate do bem-estar e do sentimento de "estar em casa". Com a conclusão das obras, o espaço se prepara para uma entrega oficial com um chá de casa nova.
De acordo com o coordenador, Aguilar Souza, a revitalização de quartos, corredores e áreas de convivência é o cenário de uma mudança mais profunda. Desde 2024, o CV6 vem adotando assembleias participativas e escutas qualificadas, dando voz aos jovens na organização da rotina e do espaço aonde residem.
"Cuidar da estrutura física e, acima de tudo, investir no potencial de cada um deles, garante direitos fundamentais e define uma nova metodologia de trabalho, de portas destrancadas e participação coletiva à autonomia e protagonismo no próprio processo de proteção. O espaço renovado é o alicerce para novas práticas pedagógicas que priorizam o acolhimento humanizado", afirmou o coordenador do CV 6.
Essa nova fase já reflete em conquistas práticas, como elencou o coordenador: hoje, os adolescentes têm maior liberdade para o deslocamento desacompanhado até a escola e demais atividades no território onde se encontram. Nos últimos seis meses, quatro dos acolhidos ingressaram no programa Adolescente Aprendiz, garantindo os primeiros passos rumo à autonomia financeira.
Aguilar contou ainda que o reordenamento na modalidade e fluxo dos acolhimentos do município auxiliaram no novo formato e no atendimento direcionado ao público atendido. "O CV 6 deixou de ser um acolhimento de curta permanência, para atuar com acolhimento de média e longa duração. O objetivo está bem claro: fortalecer o vínculo familiar, com a possibilidade de uma reintegração mais assertiva ou preparar nossos adolescentes para a vida adulta com dignidade", explicou ele.
Para a gerente de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Anacyrema Silva, a reforma foi um investimento direto na autoestima dos acolhidos. "Um ambiente renovado impacta positivamente o comportamento e o desenvolvimento de quem vive nessa nossa unidade de acolhimento institucional", pontuou.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scardua, fez questão de enfatizar o compromisso da gestão com a política de proteção. "Estamos garantindo que o acolhimento institucional seja uma ponte para a autonomia de cada um dos nossos adolescentes. Ao entregarmos um espaço moderno, organizado, reafirmamos que a Assistência Social em nosso município prioriza o desenvolvimento integral, também, desses adolescentes", concluiu a secretária.