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Instrumentarte se torna referência em livro que traz história e memória do congo

Publicada em 22/08/2019, às 08h00

Por Matheus Thebaldi (mgthebaldi@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Divulgação Semc

Instrumentarte

Escritora vivenciou ensino do congo nas unidades de ensino da rede municipal para retratar o Instrumentarte em sua obra

O Instrumentarte, que é um projeto do Circuito Cultural (Semc), tornou-se referência para a obra "30 anos da gravação de Madalena do Jucu: perspectivas históricas e novos alcances", de Déborah Nicchio Sathler.

A escritora teve um momento de vivência com os estudantes e mestres e presenciou de perto a experiência do ensino do congo nas escolas, o compartilhamento de saberes e da cultura local e a valorização da identidade capixaba, que são alguns dos objetivos do Instrumentarte.

O livro foi contemplado pelo edital da Secult 2018/Setorial de Música e vai apresentar narrativas de mestres e matriarcas do congo, as negociações identitárias das culturas do congo e do samba e novas perspectivas e
apontamentos para a cultura na contemporaneidade pelos conguistas.

"Acompanhei as aulas do Instrumentarte no Cmei Jacyntha Ferreira de Souza Simões e na Emef Adão Benezath, na região de Goiabeiras, e observei como os tambores do congo são terapêuticos. As crianças de 4 a 12 anos cantavam, participavam das oficinas lúdicas, exteriorizando suas essências artísticas na prática, brincando, expondo ideais, cuidando dos instrumentos, dançando e tocando. Era nítido o bem-estar e como a saúde mental delas estavam sendo trabalhados", disse Déborah.

Para a escritora, a arte pode remediar, minimizar dores e traumas causados pelas diversas condições da vulnerabilidade social ou de convívio familiar conflituoso com os idosos, pessoas com deficiência, menores infratores e outros públicos.

"Projetos como o Instrumentarte estão para além da cultura, uma atividade de terapia ocupacional que faz o jovem voltar a olhar ao seu redor e para si, além do seu celular. Saíam das aulas calmos, felizes, extasiados, numa sensação de alívio da alma. A arte é poderosa demais, sem arte o ser humano é vazio, oco, triste, perdido. O Circuito Cultural faz um trabalho de vanguarda, promovendo os saberes do congo dentro da sala de aula com quem produz, faz a cultura. Essas crianças crescerão ricas culturalmente, cheias de pertencimento, e terão muito mais chances de não serem preconceituosas com a sua própria cultura".

A ação envolveu diretamente o mestre Valdomiro, da Banda de Congo Panela de Barro, e o artista Sagrilo, que também é responsável pela oficina “Ícones da Cultura Capixaba”, desenvolvida dentro do projeto Instrumentarte.

Unesco

Lena Cogo, coordenadora do Circuito Cultural, comemorou a conquista. "O Instrumentarte como uma citação dentro da memória do que está sendo escrito nessa pesquisa da Déborah mostra a importância de uma recomendação que a Unesco fez pra gente ter o notório saber dentro da sala de aula. Esse projeto faz sucesso há 13 anos na rede municipal de ensino. O Circuito Cultural abraça essa experiência como uma vertente das ações de promoção e acesso aos bens culturais que o projeto tem como conceito, pegando o eixo da cultura popular. Nesse eixo, a gente consegue atender a essa recomendação da Unesco, colocando esses mestres dentro da sala de aula e tendo esse resultado de continuidade do que é a identidade local desse território onde as bandas de congo atuam de forma efetiva no município de Vitória". 

Escritora

Déborah Nicchio Sathler é colatinense, jornalista, oralista, empresária artística e mestra em Humanidades,
Culturas e Artes (Unigranrio).

Atuou no Rio de Janeiro de 2011 até 2016 como consultora de comunicação em projetos ligados ao terceiro setor e economia cultural criativa.


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