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Ilha das Caieiras e Goiabeiras se transformam em galeria de arte

Publicada em 07/10/2019, às 18h24 | Atualizada em 08/10/2019, às 16h10

Por Ricardo Aiolfi (rabarone@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Cidade Quintal

Ilha das Caieiras vira galeria de arte

Ofício das desfiadeiras de siri é retratado no grafite dos muros da Ilha das Caieiras

Três novas obras colorem a cidade. A rua Felicidade Correia dos Santos, o Museu do Pescador e a praça anexa, na Ilha das Caieiras, além da praça de Goiabeiras, ganharam cores e formas, fruto da ação de artistas que participam do projeto “A Arte é Nossa”, da Secretaria Municipal de Cultura (Semc).

O lançamento das obras na Ilha das Caieiras ocorreu neste último sábado (5) e contou com muita diversão para as crianças, com pula-pula, pipoca e algodão doce. A inspiração dos artistas foi baseada na relação dos moradores com as águas, tanto como fonte de sustento como também como paisagem natural. Pais e crianças se divertiram e puderam ainda tirar fotos na galeria de arte a céu aberto.

Confira abaixo galeria de fotos dos trabalhos na região:

As obras na praça de Goiabeiras foram entregues ainda em setembro e resgatam a tradição das mulheres com as panelas de barro. O artista Alex Furtado, da Locomotipo, resgatou o trabalho das paneleiras da região para compor a obra de arte, que funciona também sinalizador para o turismo na região. 

Ilha das Caieiras

A pesca, o processo de desfiar siris e até o comércio local foram as inspirações que transformaram a rua numa verdadeira galeria de arte.

Os artistas traduziram nos muros a história e a cultura da comunidade. Para realizar as intervenções em grafite, o artista Renato Pontello e a coordenadora do grupo Cidade Quintal, Juliana Lisboa, realizaram um processo de imersão na comunidade, conversando com as pessoas, resgatando histórias, tradições e a própria rotina do lugar.

Juliana Lisboa conta que conhecia pouco a história do Museu do Pescador e, no processo de imersão, acabou descobrindo o potencial do local, com suas características históricas e arquitetônicas. A obra acabou recebendo o nome de “Mulheres do Cais”, retratando os ofícios realizados na comunidade, como o desfio de siri e a pesca, mas também com uma discussão sobre a mulher na arte urbana. A equipe de Juliana é formada inteiramente por mulheres.

"A gente quis trabalhar não tentando evidenciar personalidades, mas as verdadeiras riquezas que estão nesse ofício das desfiadeiras de siri, feito com as mãos. Mãos de mulheres, mulheres mais velhas, mulheres negras, que fortalecem esse território com esse trabalho. Trouxemos também alguns elementos iconográficos do siri e da água", explicou Lisboa. 

Paisagem e cultura nos muros

Sete casas e o muro de uma escola na Ilha das Caieiras formam a obra “Pessoas, percurso e paisagem”, do artista Renato Pontello. A relação do bairro com as águas também foi fonte de inspiração para Renato, que observou a proximidade do local com a baía de Vitória, com suas belezas naturais, como também o modo de vida da população, que tira seu sustento das águas com a tradição gastronômica.

O artista trouxe os elementos do modo de vida da comunidade, como a pesca com tarrafa e os barcos, juntamente da própria rotina do local, para colorir os muros da rua Felicidade Correia dos Santos. "A gente acaba fazendo uso dessa própria paisagem, onde se inserem as casas e a própria arquitetura da região, que é uma arquitetura muito brasileira. Esses aspectos acabam incorporados a nossa arte. A paisagem e a cultura se inserem muito no nosso trabalho”, explicou o artista. 

Praça de Goiabeiras

Divulgação - Locomotipo

A Arte é Nossa - Praça de Goiabeiras

Obras na praça de Goiabeiras resgatam a tradição das mulheres com as panelas de barro

O artista Alex Furtado é morador de Goiabeiras e sempre teve o sonho de fazer grandes murais a céu aberto. Para o artista, os murais possibilitam à população um diálogo cultural, sem a necessidade de estar em um ambiente específico, o que contribui para a valorização do patrimônio cultural e o vínculo social, reforçando um laço afetivo entre esse objeto e a cidade.

"Usando a arte para representar as tradições que são cultivadas pelos moradores, a natureza, o mangue que cercam a região, vamos poder contribuir positivamente para o bairro onde moro", explicou o artista.

O projeto “Do barro ao divino” resgatou a exaltação da cultura capixaba, bastante típica no bairro de Goiabeiras, retratando elementos como o processo de produção da panela de barro e a figura das paneleiras, o mangue e seu ecossistema, o congo, suas cores, sua musicalidade e seu cunho divino e místico e as pessoas por trás desse patrimônio capixaba.

Para além das belezas da própria arte, as intervenções no local ainda funcionam como um sinalizador turístico da produção de panelas de barro na região.

A Arte é Nossa

O projeto A Arte é Nossa realiza intervenções urbanas em espaços públicos da capital e utiliza suportes diversos para imprimir a sua marca, que é popularizar a arte urbana, além de colorir o dia a dia dos moradores. Para isso, os muros da cidade ganham obras realizadas com grafite, arte-mural, arte-relevo e pintura.

O objetivo é devolver aos moradores de Vitória os espaços públicos da cidade de forma mais poética, valorizando e estimulando a criatividade do artista local, além de reforçar a importância da cultura como elemento de transformação das cidades.

Os artistas, ao pensar suas obras, fazem um processo de imersão na comunidade, conversando com as pessoas, resgatando histórias de personalidades e das localidades do bairro. Todo o processo envolvido no projeto A Arte é Nossa é reflexo dessa imersão que envolve a comunidade no entorno.


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