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Espetáculo “Alçando Voos” emociona famílias no Cmei em Jardim da Penha

Publicada em 03/12/2021, às 15h40 | Atualizada em 03/12/2021, às 15h43

Por Brunella França (blfrancaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Educação de qualidade

Brunella França
Alçando voos
Brunella França
Alçando voos

O poeta brasileiro Manoel de Barros, que prezava mais insetos que aviões, pensava "renovar o homem usando borboletas." Em seu poema intitulado "Borboletas", o poeta escreveu sobre a perspectiva delas, repensando a humanidade através da natureza.

“Eu imaginava que o mundo visto de uma borboleta seria, com certeza, um mundo livre aos poemas.” Assim escreveu o poeta, ciente de que seu quintal era “maior que o mundo”.

Nessa perspectiva de olhar as miudezas, de descobrir e redescobrir um jardim, uma praça, o próprio pátio, o grupo 6E do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Zenaide Genoveva Marcarini Cavalcanti, em Jardim da Penha, criou o espetáculo “Alçando voos”, junto com as professoras Fernanda Binda e Tânia Leal, envolvendo também as professoras Raiara Kellem, Fabiana Tonom e a estagiária Bruna Soares.

“O projeto do grupo 6E é o Jardim das Miudezas. As crianças passaram o ano pesquisando esse tema e apresentamos o resultado de todo o processo. Em um passeio pela praça que há do bairro, eles ficaram muito curiosos sobre esse universo. Abordamos sobre os voos deles ao longo desse ano e os novos que eles vão alçar, a partir do encerramento desse ciclo e o início do próximo, no ensino fundamental”, contou a professora Fernanda Binda.

Emoção

Ao longo do ano, a turma se debruçou no conhecimento sobre sementes aladas, insetos, e até mesmo manusearam um microscópio digital para ver o mundo de miudezas, que não aparece a olho nu. Em sala de aula, foi feito um paralelo com a poesia de Manuel de Barros, Paulo Leminski e outros nomes.

O resultado? Pais, mães e familiares com os olhos cheios d’água no final, como a cozinheira Clemilda Pagung Rosa, 55 anos, mãe da Valentina.

“Eu achei muito lindo, muito maravilhoso, muito mesmo. Amei! Estou muito emocionada de ver a minha filha se apresentando assim, nossa… difícil até de falar”, relatou Clemilda.

Protagonismo infantil

Autores e protagonistas sensíveis, assim a professora Tânia Leal descreveu as crianças.

“Na trajetória do espetáculo, tentamos transformar as ações cotidianas que fazemos com as crianças. A coreografia mudou todos os dias porque desejamos que elas sejam inventivas e felizes. Todas as escolhas foram feitas com alguma intencionalidade. A quadra, onde realizamos o espetáculo, é um espaço afetivo, as músicas foram apresentadas a elas para serem escolhidas também”, contou a professora.

Alçando voos

O espetáculo foi dividido em cinco atos.

Primeiro ato: foguetes. As crianças se lançam ao impulso dos foguetes para alçar voos cada vez mais altos.

Segundo ato: pontes. Recebemos o novo agrupamento G6E1, formando nossa a turma atual e ainda mais completa.

Terceiro ato: voo com os Paulos. Juntos voamos em nossas descobertas por meio do encantamento e da pesquisa.

Quarto ato: se eu pudesse voar. Cada criança expressa sua visão e seus desejos sobre voar.

Último ato: voo coletivo. O encontro com as famílias ao som da canção “Soy aire”.

Brunella França
Alçando voos
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