O seminário "Segurança Alimentar e Nutricional como Estratégia de Proteção Social no SUAS" reuniu trabalhadores dos Sistemas de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de Vitória nesta quarta-feira (22), na sede da AMES, em Bento Ferreira. O evento promoveu momentos de debate, troca de experiências e fortalecimento de ações integradas, com foco em melhorar cada vez mais a qualidade dos serviços prestados.
A discussão inicial provocou os participantes a refletir sobre a relação da comida com afeto, memória, para além da oferta de nutrientes, e como isso pode contribuir para o fortalecimento de vínculos comunitários e familiares. Essa discussão se inspira no conceito de "comensalidade".
O encontro contou com a participação de trabalhadores de todos os níveis de atenção da Assistência Social. A gerente de Segurança Alimentar e Nutricional (GSAN), Roseane Fernandes, reforçou que a insegurança alimentar vai muito além da falta de renda e exige um olhar sensível das equipes para viabilizar o acesso aos recursos e às redes de apoio para quem mais precisa.
A assistente social Kedma Lima, que atua no Serviço Especializado de Atendimento Domiciliar (Sead) Creas Centro, explicou que o seminário funcionou como uma fonte de informações para que as equipes saibam como garantir o amparo e a proteção da pessoa idosa e com deficiência.
Na mesma linha de reflexão, a assistente social Renata Ribeiro Pinto Oliveira, que atua na Gerência de Planejamento e Gestão do SUAS (GPGS), destacou que o acesso aos dados e debates sobre a insegurança alimentar traz para os trabalhadores a responsabilidade prática de construir e viabilizar caminhos de acesso aos serviços para as famílias que vivenciam maior vulnerabilidade.
A supervisora técnica do SEAD, Renata Rosa Lima, avaliou que o seminário trouxe informações valiosas para o desempenho de um trabalho integrado entre as políticas de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional. Segundo ela, ter o alimento em casa não significa necessariamente estar nutrido, o que torna o acompanhamento doméstico fundamental para assegurar as garantias sociais e combater a insegurança alimentar, vista como uma violação de direitos.
A necessidade de descentralizar as informações também foi defendida pela cuidadora social Renata Almeida, que participou pela primeira vez desse tipo de evento. Ela destacou que o encontro foi uma excelente oportunidade de aprendizado para compreender os fluxos de atendimento e, consequentemente, orientar melhor as famílias acompanhadas sobre como acessar os serviços municipais disponíveis.
A gerente de SAN, Roseane Fernandes, ressaltou que o seminário cumpriu um papel urgente ao provocar o debate sobre a diferença entre o simples ato de se alimentar e o direito de comer com qualidade e afeto. A gerente de Gestão e Planejamento do Suas (GPGS), Layla Daud, acrescentou que essa compreensão amplia o papel das equipes na identificação de vulnerabilidades que costumam ficar invisíveis dentro dos domicílios.
Já a secretária de Assistência Social, Carla Scardua, fez questão de enfatizar que o debate consolida a integração das políticas públicas para garantir que a comida de verdade chegue de forma regular a quem mais precisa.