Quando o assunto é o enfrentamento e o combate ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes, toda a sociedade deve participar. O Centro de Referência para Pessoa em Situação de Rua (Centro Pop) Continental promoveu uma ação inédita ao realizar uma roda de conversa voltada para discutir as sequelas e os traumas que acometem essa população, assegurando um espaço essencial de acolhimento e escuta qualificada para as pessoas em situação de rua.
Intitulada "A Criança que Grita Dentro de Mim: Ela Foi Amparada?", a atividade permitiu que o grupo atendido pelo Centro Pop Continental compartilhasse memórias de medo, desconfortos da infância e segredos pesados que carregavam desde muito jovens. "A iniciativa reforça o papel da assistência social na reparação de danos e na devolução da dignidade a esses cidadãos", comentou a coordenadora Elisabeth Bretãs.
Divulgação Semas
Ela explicou que falar sobre o amparo dessa criança interna não é preciosismo, mas sim um processo de cura. Segundo a coordenadora, uma pessoa adulta que consegue olhar para as suas próprias dores e entender que hoje está segura se torna um escudo muito mais forte para proteger as crianças do presente.
Elisabeth Bretas comentou ainda que o compromisso da atividade é oferecer uma oportunidade para que os atendidos possam pactuar o que pode ser salvo.
A secretária de Assistência Social, Carla Scardua, reforçou a importância da ação como uma ferramenta de garantia de direitos. Carla Scardua afirmou que o atendimento à população em situação de rua deve ir além da oferta de abrigo e alimentação, sendo fundamental promover espaços de cuidado com a saúde mental e superação de traumas históricos.
A secretária de Assistência Social pontuou que validar as vivências dessas pessoas e oferecer suporte emocional é um passo decisivo para romper ciclos de vulnerabilidade e garantir a cidadania plena.