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Carnaval: Bahia ganhou destaque no Sambão com a Independentes de São Torquato

Publicada em 03/02/2024, às 00h20 | Atualizada em 03/02/2024, às 03h05

Por Mariana Santos (mssilvaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Matheus Thebaldi


Marcos Salles
Carnaval: Independentes de São Torquato
Marcos Salles
Carnaval: Independentes de São Torquato

Quarta escola a entrar na avenida, a Grêmio Recreativo Escola de Samba Independentes de São Torquato levou para o Sambão a história e união cultural entre o Brasil e a África, com um enredo que exaltou e referenciou a Bahia e sua importância.    

O primeiro setor da escola entrou na avenida mostrando a cultura herdada dos antepassados, evidenciando o misticismo. A grande Águia Real puxou a escola para pisar na avenida, trazendo a corte africana ao grande templo do samba, o Carnaval de Vitória, dando um show de alusão e representatividade, trazendo Iemanjá e Oxum.

Durante todo o desfile, a agremiação buscou exaltar a cultura africana, incluindo também a nobreza do povos em seu roteiro. A comissão de frente fez a conexão da África e do Brasil, além de referenciar o culto dos Orixás. 

Antes do desfile, Keyciane Rodnitzky, a rainha, contou sobre os dias que antecederam a grande entrada na avenida. "Próximo ao dia da largada, a correria só aumenta. Ansiedade está tomando conta e coração a mil. Estou muito confiante de que tudo dará certo, nossa escola está trabalhando arduamente para entregar um lindo Carnaval, e acredito que assim será!", disse ela. 

Tânia Rodrigues, neta de uma das fundadoras da escola, a dona Elzete, se preparava para o sinal verde da avenida. Segundo ela, a escola se dedicou e ensaiou para levar o título. "O coração está a mil, agora fica a espera para entrar, mas fizemos tudo certinho, graças a Deus. Vamos dar destaque na escola", comentou. 

Marcos Salles
Carnaval: Independentes de São Torquato
Marcos Salles
Carnaval: Independentes de São Torquato

A primeira ala da agremiação trouxe a corte africana como parte do mar, "plantando suas raízes" e contando a história do povo. A destaque, Adriana Luchini, entrou na avenida fantasiada de Oxum, representando a senhora do amor e da harmonia. Em seguida, na segunda ala, os guardiões da corte africana interpretaram o enredo e protegeram a realeza. 

O primeiro carro alegórico representou a nobreza africana, com os destaques fantasiados de rei e rainha, enaltecendo a realeza da África. Representando os guerreiros, uma ala dedicou-se em homenagear as lanças e os escudos usado em batalhas nas conquistas de territórios. 

Com muita cor e harmonia, o segundo setor da escola trouxe para a avenida o Brasil e sua cultura, seus povos e conquistas. A bateria da águia de Vila Velha, com cinco títulos já conquistados, veio cantando o samba enredo e exalando alegria no Sambão do Povo. 

Representando todo o gingado, uma das alas da São Torquato representou a capoeira, com toda arte e cultura herdada dos guerreiros africanos. Dona Flor e seus dois maridos também entraram na avenida, levando a alegria do carnaval para o sambódromo de Vitória. 

Em uma ala alusiva, São Torquato referenciou as músicas de Dorival Caymmi, mostrando para o mundo o que a Bahia tem.  As baianinhas também entraram no ritmo da escola, levando alegria e exalando samba no Carnaval de Vitória. Destaque de chão, Adriana Luchimi entrou com as fitas que protegem contra o mal olhado, fazendo referência a cultura dos estados. 

Em 23 alas, divididas em três setores, a agremiação fez homenagem a Salvador, nomeando como "pequena África". O que se viu na avenida foi uma exaltação da cultura dos dois "mundos", unidos pela cultura e pela força de conquistar seu devido espaço. O cotidiano de ambos os lugares, Brasil enquanto Salvador, e África, foram referenciados e homenageados durante toda a avenida. 

Terceiro setor trouxe a Romaria e festa no trio. Fazendo homenagem ao dia da Iemanjá, uma das alas fantasiou-se de senhora dos mares. Com muito brilho, fantasias elaboradas e alas em harmonia, a São Torquato trouxe a essência do carnaval e referenciou em exaltação a Bahia. 

Encerrando sua participação, a escola saiu da avenida após trazer em seu enredo a identidade única de um povo, que apesar das adversidades, se faz feliz na música, dança e em outras características. 

Marcos Salles
Carnaval: Independentes de São Torquato
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