Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência promove curso de Informática
Douglas Schneider
Marília Ribeiro contou que está usando computador pela primeira vez
As pessoas com deficiência também podem sonhar com boas oportunidades no mercado de trabalho e na sociedade e conquistar seu espaço. A inclusão social é um dos objetivos da Secretaria Municipal de Turismo, Trabalho e Renda (Semttre) e do Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência (CRPD), no bairro Segurança do Lar.
O local atende esse público e seus familiares por meio de encontros, oficinas e cursos profissionalizantes. Marília Ribeiro, de 32 anos, disse que, pela primeira vez, utiliza um computador ao fazer o curso Introdução à Informática no local. Ela frequenta as aulas acompanhada da mãe, a aposentada Geanete Ribeiro, 67, que auxilia o aprendizado.
"Minha filha tem alguma dificuldade de aprendizado. Porém, é muito especial e esforçada, apesar da limitação. Aqui, com auxílio de pessoas especializadas e dedicadas, avançamos juntas, e ela se aprimora onde tem mais facilidade".
Ajuda
Daiana Monteiro, 31, também tem aprendido a usar o computador. Ela contou que já consegue entrar em sites de pesquisa e ver vídeos curiosos, e conta com a ajuda também de parentes. Daiana participa do curso com a sobrinha Giseli, de apenas 9 anos. "Eu tenho facilidade com computador, desde novinha uso e aproveito para ajudar minha tia no curso com a ajuda da professora", disse a menina.
O porteiro Elias Fernandes Barbosa, morador de Santa Helena, participa do curso e disse que, ao procurar emprego, o domínio básico de informática é um dos pré-requisitos. "Esta é uma oportunidade. Aprendo com meus colegas, que, como eu, têm dificuldade, mas sabem que, com ajuda e qualificação, podem fazer algo melhor", contou.
Aprendizado
Gláucia Siqueira Giubertti, de 68 anos, acompanha o filho, Davi Gilbertti, que é surdo. Ela disse que acaba aprendendo também novas maneiras de usar o computador. Moradores de Jardim da Penha, os dois também planejam usar o laboratório mais vezes. "É uma forma também de estarmos mais próximos aqui no CRPD".
A instrutora Cássia Cristina Amâncio comemorou o aprendizado. Ela explicou que as turmas contam também com pessoas sem deficiência, como os parentes dos usuários, o que valoriza as aulas e ajuda o trabalho. "O aprendizado é melhor, pois todos se tornam mais seguros, e a participação é ampliada".
Vontade
Instrutor de Libras, Gustavo Ferreira Guss auxilia a aprendizagem das turmas. Ele contou que o uso da técnica adequada, aliado à vontade de ensinar e de aprender dos alunos, serve diretamente para o resultado final. "Mesmo com a limitação, é visível como se recuperam da limitação e avançam no aprendizado, algo que nos motiva a continuar nessa troca usando a sensibilidade".
Direitos
Segundo o subsecretário de Apoio ao Trabalhador, Michel Rossi Moscon, o CRPD oferece cursos profissionalizantes, em parceria com a Semttre, e conta com um laboratório de informática com programas que facilitam a leitura de pessoas com deficiência visual ou motora.
"É um cidadão com os mesmos direitos de autodeterminação e usufruto das oportunidades disponíveis na sociedade. Deficiência não é sinônimo de doença e, portanto, uma pessoa não pode ter sua vida prejudicada em razão de alguma característica", avaliou o subsecretário.
Douglas Schneider
Daiana Monteiro conta com a ajuda da sobrinha Giseli para aprender a usar o computador
Douglas Schneider
Instrutor de Libras Gustavo Ferreira Guss auxilia a aprendizagem das turmas