Mirante da Cidade no Parque da Fonte Grande. (ampliar)
Leonardo Merçon - Instituto Últimos Refúgios
Pedra da Batata no Parque da Fonte Grande. (ampliar)
Trocar a sala de aula por trilhas, mirantes, nascentes e uma imersão na Mata Atlântica. É essa experiência que 60 estudantes do curso de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) terão nesta terça-feira (6), durante uma visita ao Parque da Fonte Grande, em Vitória.
Em meio a uma das principais áreas verdes da capital, o grupo participa de atividades que aproximam conteúdos acadêmicos da realidade do território. Urbanização, preservação ambiental, mudanças climáticas e a importância da Mata Atlântica nas cidades estão entre os temas que serão discutidos ao longo da programação.
A visita integra o projeto "Mata Atlântica: Floresta que Ensina", desenvolvido pela Gerência de Educação Ambiental (GEA) da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio do Centro de Educação Ambiental (CEA) Fonte Grande.
A proposta é justamente fazer da floresta um espaço vivo de aprendizagem, proporcionando contato direto com o bioma e permitindo que os participantes observem, na prática, aspectos que muitas vezes são discutidos apenas em sala de aula.
Trilhas, mirantes e uma nova leitura da cidade
Durante a experiência, os estudantes percorrerão as trilhas da Pedra da Batata e do Caracol e visitarão os mirantes do Sumaré e da Cidade, pontos que oferecem uma visão privilegiada de Vitória e municípios da região metropolitana.
O percurso também inclui a observação da fauna e da flora, o contato com nascentes e córregos e atividades de interpretação da paisagem.
Mais do que contemplar a natureza, a proposta é estimular os futuros geógrafos e professores a perceberem a cidade a partir de outra perspectiva: observando como a floresta convive com o espaço urbano e qual é o papel das áreas naturais na proteção das encostas, na conservação da biodiversidade e na qualidade de vida da população.
A programação também abre espaço para discussões sobre os impactos das mudanças climáticas e sobre o papel das políticas públicas e da participação social na preservação ambiental.
Universidade e cidade conectadas
Para a gerente de Educação Ambiental da Semmam, Juliana Sardinha, aproximar universidades das ações realizadas no município amplia o alcance da educação ambiental e ajuda a formar novos multiplicadores: "Integrar a formação acadêmica com a vivência prática fortalece a rede de multiplicadores das políticas públicas que tratam das questões ambientais e buscam garantir qualidade de vida no município", destaca.
A atividade reforça ainda o potencial das áreas verdes de Vitória não apenas como espaços de preservação e lazer, mas também como ambientes de pesquisa, formação e aprendizado.
Mais informações sobre projetos e parcerias desenvolvidos pela Gerência de Educação Ambiental da Semmam podem ser obtidas pelo telefone (27) 98154-0185 ou pelo portal interativo IntErAgeVix.
Leonardo Silveira
Mirante Sumaré no Parque da Fonte Grande. (ampliar)
Leonardo Merçon / Instituto Últimos Refúgios
Exemplar de fauna presente no Parque da Fonte Grande. (ampliar)