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História e cultura de Goiabeiras nos muros do Cmei Jacyntha Simões

Publicada em 13/01/2022, às 13h50 | Atualizada em 13/01/2022, às 13h51

Por Brunella França (blfrancaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes

Com a colaboração de Pedro Vargas


  • Educação de qualidade

Foto Divulgação
Cmei JFSS
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O bairro Goiabeiras abriga o ofício da fabricação das panelas de barro, trabalho artesanal que é repassado entre gerações e se tornou o primeiro bem cultural registrado como Patrimônio Imaterial, no Livro de Registro dos Saberes, desenvolvido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O bairro é margeado pelo manguezal urbano de Vitória, o maior da América Latina. Goiabeiras ecoa a casaca, os tambores e toadas do Congo.

Um pouco de todo o legado histórico e cultural do bairro está retratado nos muros do Centro Municipal de Educação Infantil Jacyntha Ferreira de Souza Simões, obra do artista Alexssandro Mello Furtado, contemplado por edital pelo projeto “A Arte é nossa”, da Secretaria de Cultura de Vitória (Semc).

A intervenção artístico-urbana soma 189 m² e foi concebida após pesquisa realizada pelo artista.

“Escolhi representar o mangue, as raízes, folhas, e também a figura do caranguejeiro, para aproximar mais a arte da realidade do bairro que é cercado pelo manguezal, do qual muitas famílias tiram sustento. Também fiz a representação da moqueca capixaba e a panela de barro, para reforçar essa identificação com esses dois elementos que estão associados à cultura local e são uma referência externa do Estado, a panela e a moqueca”, destacou o artista.

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Valorização

Além das cores vibrantes e da própria estética do desenho já serem pensadas para atrair e comunicar com as crianças, a temática, segundo Alexssandro, pode aguçar a curiosidade das crianças em saber o que significam aqueles personagens ali desenhados no muro. A unidade de ensino tem 226 crianças atualmente matriculadas, do grupo 2 ao 6.

“A arte colabora pra que as crianças valorizarem o espaço da escola e também a cultura capixaba. Eu fui o criador dos desenhos e da composição do muro, além de pintar e coordenar o processo”, contou Alexssandro.

Para o artista, as manifestações artísticas em ambientes públicos permitem contato com a arte de forma natural, acessível e sem nenhum filtro social. Proporcionar à população este diálogo cultural, sem a necessidade de se dirigir a um ambiente específico, além de contribuir para a valorização do patrimônio cultural e o vínculo social.

“Essa entrega nos enche de orgulho. Aliamos a Cultura à Educação, como tem que ser. Não são mais simples muros que limitam as dependências da escola, agora temos murais por meio dos quais sonhos podem ser projetados, arte que vira fruto de inspiração e um local visivelmente mais feliz e acolhedor”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Luciano Gagno.

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