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Grupo de estudo aborda aporofobia e qualifica profissionais da Assistência Social em Vitória

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Redução das desigualdades
  • Paz, justiça e instituições eficazes
  • Parcerias e meios de implementação

Foto Divulgação
Grupo de estudo sobre aporofobia
Grupo de estudo sobre aporofobia.

O que significa aporofobia? O termo é usado para definir a aversão, o desprezo ou a rejeição às pessoas em situação de pobreza ou vulnerabilidade social. Para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer o atendimento à população, profissionais do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), vinculado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), participaram, nesta segunda-feira (21), de um grupo de estudo sobre o assunto.

A atividade foi organizada pelos próprios profissionais do Seas e parte de uma situação presente no cotidiano das equipes que atuam diretamente nas ruas. O objetivo é promover o diálogo, ampliar a capacidade dos trabalhadores de identificar atitudes aporofóbicas e fortalecer uma atuação baseada no respeito, no acolhimento e na garantia de direitos.

A aporofobia pode se manifestar por meio do medo, da rejeição ou do desprezo por pessoas em situação de pobreza, muitas vezes associada à dificuldade de acesso a direitos e serviços básicos. Nesse contexto, comportamentos discriminatórios podem contribuir para a naturalização da violência e para o afastamento dessas pessoas das políticas públicas de proteção social.

Para a coordenadora do Creas Bento Ferreira, Cristiane Pecine, e a coordenadora do Seas, Luciana Gatti, a rejeição às pessoas em situação de vulnerabilidade e a consequente negação da proteção social são situações mais presentes no cotidiano do que se imagina.

Segundo Luciana Gatti, discutir o tema é fundamental para qualificar o olhar das equipes que realizam a abordagem social nas ruas. "O grupo de estudo permite identificar barreiras invisíveis que dificultam o acesso dessas pessoas aos serviços públicos e contribui para que o acolhimento aconteça de forma segura e imediata", destacou.

A gerente de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Fabíola Calazans, ressaltou que os temas trabalhados pelos Creas partem de situações identificadas no dia a dia dos territórios. "Essas discussões surgem da necessidade real de identificar as vulnerabilidades e frear as violações de direitos que atingem as famílias nos territórios", afirmou.

A secretária de Assistência Social, Carla Scardua, destacou a importância da preparação das equipes para garantir um atendimento qualificado à população. "O município atua no fortalecimento das equipes para assegurar um acolhimento seguro e a efetiva garantia do direito social de cada indivíduo acompanhado pela rede socioassistencial", afirmou.