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Equipe de abordagem tem dedicação de sobra para tirar pessoas de situação de rua

Publicada em 01/11/2019, às 15h46

Por Paula M. Bourguignon (pmacbourguignon@vitoria.es.gov.br) | Com edição de Matheus Thebaldi


Paula Bourguignon

Abordagem social Poliana e Pedro

Equipe de abordagem social conversa com pessoa em situação de rua e oferece serviços da rede socioassistencial do município

Faça chuva ou sol, as equipes de abordagem social percorrem diariamente vias e praças de Vitória para monitorar pessoas em situação de rua e dialogar com elas. 

Profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) visitam diferentes regiões para fazer esse acompanhamento, conhecer suas histórias e oferecer a elas políticas e serviços socioassistenciais do município. 

Na manhã desta sexta-feira (1º), acompanhamos o trabalho da assistente social Poliana Santana Ribeiro Dias e do psicólogo Pedro Rangel Telles de Sá, que percorreram os bairros Ilha de Santa Maria, Andorinhas, Santa Martha, Praia do Canto, Santa Lúcia e Praia do Suá. 

"Caso não tenha solicitação do Fala Vitória 156, iniciamos os nossos trabalhos fazendo o monitoramento dos pontos críticos, que são os pontos de maior concentração da população em situação de rua ou que tenham alguma outra vulnerabilidade", disse Poliana.

Rotina

Em dias chuvosos, a quantidade de assistidos abordados é menor. A equipe trabalha com abordagens de convencimento para a reinserção social.

Também é ofertado o serviço do Consultório na Rua, que leva cuidados básicos de saúde específicos para as pessoas em situação de rua. O atendimento é feito em seus locais de permanência pelas equipes itinerantes.

Aceitação

"O grande desafio é a aceitação através do diálogo. Muitas vezes, essas pessoas recusam e não querem aproximação da equipe, principalmente nos pontos críticos. Outro grande desafio é fazê-los aceitar os encaminhamentos para os serviços", comentou Poliana.

Paula Bourguignon

Abordagem social Poliana e Pedro

Assistente social Poliana Santana Ribeiro Dias e do psicólogo Pedro Rangel Telles de Sá integram equipe do Serviço Especializado em Abordagem Social

Ensinamentos

"Da mesma forma que podemos tocar o coração e a mente das pessoas, elas também podem tocar o nosso coração. Quando iniciei na abordagem, tinha acabado de perder a minha mãe, em 2010. Escutando os relatos dos usuários, muitas vezes passamos pelo mesmo momento e também a semelhança com a vida fora do trabalho. Assim temos aquele aprendizado e enxergamos o caminho que a pessoa passou. São muitos ensinamentos", afirmou Pedro.

Sensibilização

"O que buscamos é a sensibilização, pois o nosso trabalho é de formiguinha. Abordamos eles, realizamos as pontuações e tentamos estabelecer uma conversa tranquila. Alguns aceitam prontamente pela situação que estão vivendo. Outros, não. Vamos atuando em questões pontuais até que eles aceitem essas intervenções", explicou Poliana.

Aptidão

"Acredito que para trabalhar na abordagem social tem que se gostar disso. Temos que ter muita empatia para conversar e convencer eles a sair dessa situação. Temos que utilizar todos os instrumentos possíveis que temos para obter sucesso. Fazer com que aquela pessoa que está em situação de rua queira superar essa violação de direitos. Quando conseguimos, isso é uma vitória tremenda", afirmou Pedro.

Encaminhamentos

São oferecidos vários encaminhamentos, como emissão de documentos (CPF, Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho e certidões), exames e atendimento básico de saúde, atendimento psicossocial e encaminhamentos para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População de Rua (Centro-Pop), Hospedagem Noturna, Albergue de Migrante e tratamento de dependência química.

Direitos

"Queremos colocar a pessoa em situação de rua enquanto sujeito de direitos. Mostrar que as políticas públicas estão aí para poder auxiliar a sair dessa situação", declarou Poliana.

"Muitas das pessoas que estão nas ruas não estão drogadas. Muitos não têm estudo necessário para ter um trabalho digno, não conseguem se manter em uma residência própria ou alugada e, assim, acabam indo para a situação de rua. Temos que ter uma olhar crítico para fazer uma leitura real da situação" disse a assistente social.

Persistência

"É um trabalho de persistência e resiliência. Porque, no que dependesse de nós, vários usuários já teriam retornado para suas casas, já teriam iniciado o tratamento para dependência química. Eles precisam despertar. Mesmo que não aceitem sair das ruas naquela hora, a semente foi plantada", disse Pedro.

"Temos que estabelecer o respeito e a confiança ao longo dos dias com as pessoas em situação de rua para que aceitem e acreditem no que estamos propondo. O nosso trabalho não é imediatista. Também não é nada imposto. Trabalhamos com o desejo do sujeito", concluiu Poliana.

Comprometimento

"É um trabalho executado com muito comprometimento e respeito das equipes, compostas por educador, assistente social, psicólogo e motorista, para que as pessoas em situação de rua tenham acesso às políticas públicas e superem a situação de violação a que estão submetidas", explicou a coordenadora do Serviço Especializado em Abordagem Social, Luciana Gatti Constantino.

Funcionamento

O Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) tem como base dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas): Bento Ferreira e Centro.

O monitoramento é feito em todo o território de Vitória, das 8 horas è meia-noite, durante a semana, e das 8 às 23 horas, aos sábados, domingos e feriados. Caso queira acionar a equipe, basta usar o serviço 156 (online ou telefone). 


Para dúvidas ou informações sobre os serviços da Prefeitura, ligue 156 ou use o serviço on-line.


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