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Dia do Brincar: Centro de Convivência Santo André promove ação para crianças
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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
No Centro de Convivência Santo André, todo dia é dia de celebrar a infância. No entanto, no último dia de atendimento de cada mês, as crianças e adolescentes que participam das oficinas no local ganham um tempi livre para viverem essa fase da vida da forma que mais gostam: brincando e praticando atividades coletivas de forma livre e solta, no chamado Dia do Brincar. Nesta terça-feira (27), por exemplo, a ação foi marcada também pelo uso de fantasias e de penteados divertidos.
A coordenadora do espaço, Juliana Silva da Conceição, contou que o dia é reservado para que as crianças que enfrentam vulnerabilidades cotidianas tenham mais uma oportunidade de fortalecimento de vínculos comunitários e de vivência plena da infância e da adolescência. "O foco central das atividades é assegurar que o direito ao lazer e a convivência social seja plenamente garantida, oferecendo uma rede firme de proteção que resguarda o desenvolvimento seguro de cada participante", destacou a coordenadora.
Para Allycia Vieira Ceruti Pereira, de 11 anos, o dia livre para brincar se torna muito mais legal. Mesmo frequentando o local há pouco mais de quatro meses, ela disse que no final do dia sai falando para todo mundo o quanto foi legal participar das atividades. Para ela, a distância de aproximadamente 600 metros entre sua casa e a unidade parece quase nada diante de tudo o que vive no espaço. Ela contou que se soubesse de tudo de bom que é oferecido naquele local teria entrado há mais tempo.
Heitor Rodrigues Falcão, de 9 anos, é veterano quando o assunto é participar das oficinas. O menino ingressou há três anos, quando o serviço socioassistencial ainda era chamado de Cajun, que significa Caminhando Juntos, e demonstra muita maturidade quando é perguntado sobre o que aquele espaço representa. Ele afirmou que o local representa um espaço onde pode brincar, se divertir e ter respeito, destacando que se sente muito bem acolhido.
Apesar da desenvoltura, Heitor deixa claro que é uma criança e que o mais importante nessa fase é justamente ser criança, brincar, estudar e não ter a preocupação de pagar contas. Ele explicou que quando brinca se sente mais leve e feliz. Para Luana Vitória Almeida Silva, de 7 anos, o Dia do Brincar é muito divertido. Ela contou que gosta de todas as brincadeiras, mas apontou como preferidas a queimada e a pintura, além das oficinas que acontecem nos outros dias da semana.
A articuladora social Thais Apolinário explicou que esse formato diferenciado de atendimento reforça o papel do serviço na proteção da infância, pois cria um ambiente seguro onde os direitos sociais ganham vida prática na rotina dos moradores. "Ver o sorriso e a evolução dessas crianças comprova a eficácia das ações coletivas e o impacto real de uma política pública voltada ao desenvolvimento humano desde os primeiros anos de vida", ressaltou Thaís.
A gerente de Serviços de Convivência da Secretaria de Assistência Social (Semas), Cristina Silva, enfatizou a importância de criar momentos em que os participantes possam apenas vivenciar a leveza da infância. Segundo ela, as atividades lúdicas ajudam a construir memórias afetivas positivas e funcionam como uma rede protetiva e um lugar de acolhimento seguro para as famílias do território.
A secretária de Assistência Social de Vitória, Carla Scarduua, completou afirmando que o investimento nessas oficinas reflete o compromisso contínuo da gestão com a proteção social integral e com o futuro das famílias. "Garantir que uma criança possa brincar de forma plena e sem preocupações adultas é o caminho mais humano para consolidar uma sociedade justa e assegurar que nenhuma infância seja interrompida pelas dificuldades sociais.







