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Carnaval: Andaraí abriu desfile desta sexta e fez referência a conto de fadas

Publicada em 02/02/2024, às 23h15 | Atualizada em 02/02/2024, às 23h17

Por Mariana Santos (mssilvaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Mariana Santos


Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí
Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí

Primeira agremiação a pisar no Sambão do Povo nesta sexta-feira (2), a Andaraí exaltou e fez referência a histórias e memórias da infância. Com cerca de 1.000 componentes, 18 alas e três carros alegóricos, a escola de samba trouxe como enredo a importância do espaço para a cultura infantil de contação de história, além de cantar sobre manter a essência e a valorização dos contos de fadas. 

A Cobra Venenosa de Santa Martha, com fantasias que remeteram a personagens que marcaram a infância dos  brasileiros, entrou na avenida cantando as maravilhas de ser criança.

A comissão de frente, liderada pelo Mattheus Schirffimaan, coreógrafo da escola, estava preparada para puxar a escola no Sambão. Ele disse como foram os ensaios da agremiação e, na concentração, minutos antes de entrar na avenida, Mattheus contou sobre o enredo e a escolha do tema. "Nós estamos ensaiando há seis meses, é uma proposta mais descontraída. Então, a ideia é fazer com que quem já foi criança, como todos nós, possa se reviver neste momento e curtir as brincadeiras que a gente faz durante a nossa coreografia", explicou.

Rafaela Martins, Daniele Spalenza e Thalles Togueneri se fantasiaram pela primeira vez para desfilar no Carnaval de Vitória e, especialmente, para representar a Andaraí, que estava cheia de brilho e harmonia. A família, antes mesmo de iniciar a concentração, já estava ansiosa e preparada para entrar na avenida. 

Para desenvolver a concepção do desfile, o carnavalesco se baseou em histórias que as vovós de Santa Martha contavam, nas quais contemplavam o bairro e a cultura local. Além disso, buscou valorizar a cultura popular tradicional e a essência ancestral, apresentando as histórias tradicionais dos contos de fadas e as influências tecnológicas. 

A ideia veio também quando, a partir da percepção da escola, os contos de fadas perderam para o fácil acesso à informação, tornando os jogos e brincadeiras e fazendo com que a importantes histórias tenham caído no esquecimento. O enredo foi uma segunda edição, resgatado de 1991.

"A escola decidiu reeditar este enredo para trazer não somente a memória de um lindo desfile, mas também reforçar a importância da infância e a ludicidade das histórias infantis. Vivemos em um mundo tecnológico no qual a criança tem perdido a essência da diversão. Queremos reativar a memória dos adultos e fazer despertar a curiosidade dessa nova geração ao despertar da leitura", disse o carnavalesco da Andaraí, Marcelo Braga.

Fábio Silva, fantasiado de palhaço, saiu da avenida animado, com sorriso no rosto e realizado. Após desfilar com chuva forte em alguns momentos, o folião comentou sobre o prazer de apoiar e desfilar pela Andaraí pelo segundo ano consecutivo. "Para mim foi o maior orgulho, uma oportunidade, nós saímos lá de  Cachoeiro da Itapemirim para vim aqui marcar a presença. A chuva tentou impedir, mas graças a Deus deu certo", comemorou. 

Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí
Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí

Na avenida

O primeiro setor da escola entrou no Sambão do Povo fazendo referência aos contos de fadas, com o tema "Embalados pelo 'Era uma vez'". Os personagens ganharam vida e celebraram suas formas vestidos de príncipes, princesas, heróis, fadas e pesadelos. 

As baianas entraram representando a magia da famosa Fada Madrinha, com o poder de realizar desejos e fazer a criançada feliz. O primeiro casal de mestre-ala e porta-bandeira estava vestido de Chapeuzinho Vermelho e Lobo Mau, levando a doce criança da antiga história ao caminho da avenida. Destaque de chão, Malévola, tradicional personagem da "A Bela adormecida", entrou no Sambão representando conto emblemático da infância. 

Reino Encantado, Gata Borralheira, O Pequeno Príncipe, Sininho, Princesa Tigrinha, Peter Pan, bruxas, entre outros personagens, foram representados durante o desfile da agremiação, dando um show de alusão à infância e a bons momentos vividos quando ainda criança.

A primeira alegoria da escola representou o famoso Reino Encanto, personificando um dos cenários mais encantadores dos contos infantis. Além dos clássicos como Folclore Brasileiro, Cantigas de Roda, Congo e também os pesadelos compuseram as alas e cantaram em alto e bom som o samba-enredo da agremiação. 

Quinta ala da agremiação de Santa Martha, as passistas fantasiaram-se de bruxas e deram show de samba no Carnaval 2024. 

O segundo setor da Venenosa trouxe as tradicionais histórias do Espírito Santo, evidenciando a identidade de um povo e enalteceram a cultura. O celebrou as tradições contadas pelo Estado. Dançando as histórias folclóricas capixabas, exaltando o congo e vibrando o enredo, a escola desfilou as alegrias infantis no Sambão.

No terceiro setor, chamando atenção para o espaço perdido das "história de vovó" para as novas tecnologias, uma ala da Venenosa entrou na avenida representando a Inteligência Artificial, com seu poder de transformação que ecoa em diversos níveis. 

Após a 18° ala, a Velha Guarda, representando o berço da Andaraí, cantava e dançava ao som do enredo. Chegando ao fim do desfile, uma das últimas alas dedicou-se em trazer a essência do carnaval, com o brilho, forte cores e verdadeira origem da época mais feliz e animada do ano. 

 

Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí
Leonardo Silveira
Primeira escola a desfilar: Andaraí

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