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Atendimento no domicílio: atuação da equipe do SAD leva à superação da condição de vulnerabilidade

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Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


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Foto Divulgação
Eva Severino de Almeida superou a condição de Vulnerabilidade com ajuda do SAD
Eva Severino de Almeida superou a condição de Vulnerabilidade com ajuda do SAD.
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Eva Severino de Almeida superou a condição de Vulnerabilidade com ajuda do SAD
Dona Eva contou que o encontro com a equipe foi um divisor de águas.

Quanto tempo uma pessoa leva para reativar seus sonhos, voltar a enxergar a vida de frente e ter um sorriso no rosto? Se esta pergunta for direcionada à dona de casa Eva Severino de Almeida, de 66 anos, a resposta pode ser contada em dias de atendimento pela equipe do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Pessoas Idosas (SAD) do Centro de Referência de Assistência Social Território de São Pedro 1.

Por três anos, Eva foi acompanhada pela equipe até ser desligada do serviço por ter cumprido todo o seu plano individual de atendimento e ser considerada um caso de superação da condição de vulnerabilidade. É que até ser alcançada pelo serviço, Eva estava em isolamento social, passando por um período de depressão extrema em função da viuvez e do diagnóstico de câncer de mama, além de outros problemas de saúde.

Nos atendimentos no domicílio, realizados pela equipe interdisciplinar, bastou que entrassem na casa e visualizassem uma máquina de costura para ser ligado o modo de mudança na vida de dona Eva. A assistente social Ana Carolina da Silva Valadares contou que, durante uma das visitas, observou o equipamento esquecido no canto da residência e foi essa máquina a peça utilizada como estratégia para falar sobre proteção de direitos, oportunidades, sonhos e ampliação dos horizontes.

Dona Eva contou que o encontro com a equipe foi um divisor de águas. "Eu estava lá no fundo do poço. Cada um da equipe desde que conheci o serviço me dava uma palavra que me fortalecia. Eles conversavam comigo. A partir daí fui aprendendo coisas diferentes, fui conhecendo as coisas. Fui falando dos meus sonhos e da minha vontade de estudar porque é coisa que jamais passava pela minha cabeça. E, olhe, hoje eu estou estudando", comemorou ela.

O impacto positivo na vida pessoal e familiar de dona Eva foi tão grande que ela disse que gostaria de ser a garota-propaganda do serviço. "As pessoas precisam saber de sua importância. Quero sair falando para todo mundo sobre ele, sobre o que ele é capaz de fazer na vida de uma pessoa. Só quem conviveu esses atendimentos, que recebeu esse acompanhamento sabe como é a proteção. Eles lutam com a gente. O carro fica esperando. Bota a pessoa no carro e leva nos passeios para a gente conviver com outras pessoas", disse ela.

Eva fez questão de elencar a ajuda que recebeu da equipe: "me davam força. Um dia eles pediam para eu fazer uma colcha. Depois, para fazer um tapete. Eu ia tentando. Não conseguia e, aí, a equipe vinha me apoiava. Até hoje eu faço e já está vendendo. Reativei meu brechó e estou sorrindo", mostrou ela.

Por falar em sorriso, dona Eva revelou que esse era um tópico sensível na sua vida. "Eu precisava de atendimento e nunca conseguia. Foi a interferência deles que acessou outros serviços e hoje tenho condições de sorrir e mostrar os dentes", mas o que ela aponta ainda como mais relevante foi descobrir as proteções que lhe são devidas e, acima de tudo, conseguir acessá-las.

Ao acompanhar a conversa de dona Eva, a psicóloga Karoline Mendes e a assistente social Ana Carolina não esconderam o orgulho pelo resultado alcançado. "Esse é um exemplo clássico do trabalho social. Na Assistência Social é assim, as equipes não desistem, insistem. Acompanhamos até a avaliação de que o plano foi alcançado", explicou a assistente social.

Karoline acrescentou: "na Assistência Social não contabilizamos o sucesso apenas com números, a gente olha para as vidas que alcançamos e superam a condição de vulnerabilidade. No caso dos atendidos do SAD voltar a convívio social, ter acesso a direitos básicos é incontável", resumiu.

A supervisora do serviço, Jhienifer Virginio Barbosa, destaca que a chegada da equipe nos lares permite identificar demandas invisibilizadas e construir respostas integradas às necessidades dos atendidos. Conforme explica a profissional, o trabalho no domicílio vai muito além da identificação de situações de risco, pois atua na ativação das potencialidades dos sujeitos e na costura de novas redes de apoio social e afetivo.

A gerente de Atenção à Família em exercício da Semas, Daniela Colatto, reforça que intervenções dessa natureza evidenciam o impacto social da Proteção Social Básica quando direcionada ao fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Segundo a gerente, o papel das equipes consiste em romper as barreiras do isolamento social, assegurando que o envelhecimento seja vivenciado com amplo acesso a direitos e plena inserção comunitária.

Carla Scardua, secretária de Assistência Social de Vitória, reitera o compromisso do município com a consolidação das proteções sociais, assegurando a transformação social. "O atendimento domiciliar consolida uma vertente emancipatória da Assistência Social, que ultrapassa a mera transferência de benefícios financeiros ao articular o suporte socioassistencial. Garantir que as pessoas ocupem as ruas e acessem os patrimônios históricos locais é a materialização de uma política pública justa, inclusiva e verdadeiramente transformadora", enfatiza.