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Visita à Casa Porto auxilia estudantes a compreenderem conceitos na sala de aula

Publicada em | Atualizada em

Por Brunella França, com edição de Andreza Lopes


  • Educação de qualidade

Foto Divulgação
Emef IJSSL
Estudantes da Emef Irmã Jacinta Soares de Souza Lima visitam a exposição "Mãos que tocam o barro".
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Emef IJSSL
Estudantes da Emef Irmã Jacinta Soares de Souza Lima visitam a exposição "Mãos que tocam o barro".

Os estudantes do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, que fica na Ilha de Santa Maria, estão conhecendo e aprendendo sobre cultura erudita, popular e de massa.

Para isso, a professora de Artes, Cristina Santos, ressalta que é muito importante que, para além dos livros didáticos e fotografias, os estudantes vivenciem e tenham contato com esse tipo de produção e espaços expositivos.

Entre as atividades do projeto "Conhecendo a Arte Capixaba", a turma composta por 32 estudantes, fez uma visita pedagógica à Casa Porto das Artes Plásticas, localizada no Centro de Vitória, para apreciar a exposição "Mãos que tocam o barro". A professora de Ciências Diana Lima também acompanhou a turma.

"A proposta de visita ao museu não é apenas para apreciar o acervo em exposição, mas principalmente para compreender a importância da preservação da memória sociocultural de um povo, no caso, da sua comunidade e qual a história que aqueles objetos contam", destacou a professora Cristina.

Aprendizado com a Arte

Enquanto o 8º ano está trabalhando, em sala de aula, a contextualização histórica, apreciação e releituras de obras, arte erudita (popular e de massa), bem como o conhecimento sobre patrimônio material e imaterial, na visita à Casa Porto os estudantes puderam ver mais de perto o resultado de trabalhos artísticos.

"Através de sua história, toda obra tem um toque único. Eu acho que é isso que as diferenciam e as deixam mais agradáveis e misteriosas", disse a estudante Thainá Feiges dos Santos.

A proposta da exposição "Mãos que Tocam o Barro", organizada pela Associação de Ceramistas do Espírito Santo (Cerames), é explorar a potencialidade de expressões plásticas que podem advir do encontro entre mãos e barro.

"As obras são bem inspiradoras e fazem você refletir sobre muitas coisas da vida", avaliou a estudante Isabela Pina.

Valorização da cultura

Além de propor uma relação de pertencimento e reconhecimento, o estudo da Arte propõe ainda o despertar da importância de preservar os patrimônios culturais e reconhecer e valorizar o patrimônio cultural da cidade de Vitória.

"A saída de campo é uma atividade pedagógica de grande valia, pois, ao tirar os estudantes do ambiente de aprendizagem tradicional, estimula-se a curiosidade sobre as possibilidades e potencialidades de diferentes espaços de ensino. Além disso, destaca-se que, no pós-pandemia, é valioso promover a circulação dos estudantes pelos ambientes públicos de forma a fomentar neles o pertencimento à sociedade", frisou a professora de Ciências Diana Lima.

A pedagoga da Emef Irmã Jacinta, Tassia Maria Vasconcelos Furtado ressaltou a importância dos estudantes se relacionarem e estarem mais próximos da cultura capixaba.

"Este trabalho é importante para ressignificar o ensino da Arte no contexto geral e para conscientizar os estudantes sobre a importância de preservar e expandir sua identidade cultural, reconhecendo a cultura local como importante fonte para construção da sociedade", pontuou a profissional.