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Maratona de Vitória: corredor relata trajetória de resiliência nas nove edições da prova
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Por Janaína Bastos (jmbccamposeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Roberto Diniz, de 51 anos, participou de todas as edições da Maratona de Vitória desde a primeira, em 2017. Ao longo dos anos, acompanhou o crescimento da prova, fez amizades, enfrentou desafios físicos e transformou a corrida em parte da própria história.
Durante sua trajetória observou muitas mudanças ocorridas desde a primeira edição, em 2017, até a última, realizada no ano passado, tanto em alcance quanto em dimensão.
"Mudou praticamente tudo: estrutura, organização, número de participantes, divulgação, experiência dos corredores e a própria dimensão do evento. A prova cresceu muito, mas conseguiu manter aquela essência de reunir pessoas apaixonadas por corrida.
Ele explica que começo era uma estrutura bem mais simples, e, hoje, é possível perceber uma organização muito maior, mais recursos para os atletas, mais pontos de apoio e uma experiência muito mais completa para quem participa.
Roberto também destaca o crescimento do número de participantes e diz ser gratificante ter acompanhado essa evolução desde o início. "Comecei a perceber que a prova já fazia parte do calendário da cidade e que as pessoas esperavam pela chegada da Maratona. Quando você vê corredores de várias cidades vindo para Vitória e percebe toda aquela movimentação, entende que o evento realmente ganhou uma dimensão enorme", conta.
Além da estrutura da prova, também evoluíram os equipamentos utilizados pelos corredores. "Hoje existe uma evolução enorme nos tênis, relógios, roupas e equipamentos. Naquela época, a tecnologia já ajudava, mas era tudo muito mais simples. Atualmente o corredor tem muito mais recursos para acompanhar treinamento, ritmo, distância, recuperação e desempenho," destaca.
Vencendo os obstáculos antes da largada
Cada Maratona também traz situações inesperadas que exigem resiliência. Segundo o atleta, quem corre sabe que sempre acontece alguma coisa inesperada: tem situação com tênis, alimentação, cansaço, gente torcendo, encontros com amigos durante o percurso.
Ele conta que a corrida é uma caixinha de surpresas, e muitas dessas histórias acabam virando as melhores lembranças. Também afirma que a corrida vai muito além da velocidade. "Aprendi que corrida não é apenas sobre velocidade. É também sobre cabeça, persistência e saber respeitar os limites."
Em 2025, Roberto precisou realizar uma cirurgia para o implante de uma prótese no quadril e viu o seu projeto de correr todas as edições ameaçado, mas com todos os devidos cuidados de fisioterapia e treinos, ele optou por uma prova de menor distância (5 km), respeitando os limites daquela ocasião.
"Tenho uma prótese no quadril e ainda estou me divertindo como antes e corro carregando comigo toda a história que construí ao longo desses anos", declarou.
Além dos quilômetros
Muitas amizades nascem de um "vamos marcar pra treinar". Roberto conta que fez muitos amigos dessa forma, treinando e se encontrando nas competições. Amizades que ele vem carregando há anos e já considera o melhor presente que o esporte trouxe.
"A corrida me ensinou disciplina, paciência e perseverança. Ela me mostrou que a gente não precisa ser o mais rápido; precisa continuar. A corrida também me deu amigos, saúde, momentos inesquecíveis e uma maneira diferente de enxergar os desafios da vida", afirmou Roberto.
Tradição, superação e pertencimento
Ele guarda cada medalha e número de peito das corridas realizadas, pois sabe que carregam um significado especial e distinto, representando fases de sua vida de treinos, desafios e momentos vividos.
Há exatamente três meses ele perdeu sua mãe, que era a maior incentivadora nas corridas, e por esse motivo a edição de 2026 representará uma homenagem à ela, que gerou a sua vida e sempre celebrou cada conquista dele no esporte.
Gratidão e incentivo
Roberto finaliza o relato inspirador dizendo que sente uma enorme gratidão ao seu corpo, a Deus, às pessoas que o apoiam e a cada linha de chegada cruzada. Ele pretende continuar e completar muitas outras edições e também aproveitou a oportunidade para deixar uma mensagem para aqueles que desejam começar:
"Não tenha pressa. Respeite seu corpo, aproveite o percurso e viva a experiência. A primeira prova não precisa ser sobre tempo ou colocação. Ela precisa ser sobre realizar um sonho e cruzar a linha de chegada com a sensação de que você venceu o seu próprio desafio".
Serviço
Maratona de Vitória 2026
Quando? Dias 29 e 30 de agosto;
Onde? Praça do Papa, Enseada do Suá
: www.ticketsports.com.brwww.ticketsports.com.br ou www.maratonadevitoria.com.br.
