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Guarda de Vitória e Polícia Civil prendem comerciante receptador de materiais furtados

Publicada em

Por Glacieri Carraretto (gcpereiraeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Jansen Lube
Guarda Civil Municipal

Um comerciante, de 54 anos, apontado como o principal receptador de materiais e fios furtados na região da Enseada do Suá, Praia do Suá, Praia de Santa Helena e bairros adjacentes foi preso na manhã desta quarta-feira (5), durante uma operação conjunta da Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) e da Polícia Civil.

As equipes cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o comerciante, que é proprietário de um ferro-velho localizado no Morro da Garrafa, pelo crime de receptação e um mandado de busca e apreensão, ambos expedidos pela 4ª Vara Criminal de Vitória após representação da Polícia Civil.

Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais com suspeita de origem ilícita, como objetos furtados de espaços públicos e privados da capital. Ao todo, seis equipes da Guarda de Vitória participaram da operação, que contou também com equipes da Delegacia Regional, Distrital de Goiabeiras e Distrital da Praia do Canto.

A investigação teve início após levantamentos realizados pela Gerência de Inteligência da Guarda de Vitória, que identificou o comerciante como o principal destino dos materiais furtados por criminosos que atuavam na região. "Com base nas informações reunidas pela equipe de inteligência, foi elaborado um relatório técnico encaminhado à Polícia Civil, que instaurou inquérito policial e aprofundou as investigações até representar judicialmente pela prisão do suspeito", afirma o secretário municipal de Segurança Urbana, Amarílio Boni.

Para Boni, a prisão representa um importante passo contra a cadeia criminosa responsável pelos furtos de metais. "Combater quem furta é importante, mas combater quem compra o produto do crime é ainda mais estratégico. Quando retiramos o principal receptador de circulação, quebramos a lógica econômica desse tipo de delito. Essa prisão é resultado de um trabalho de inteligência qualificado e da integração entre a Guarda de Vitória e a Polícia Civil."

O comerciante, alvo principal da operação, chegou a tentar escapar pulando o muro da residência vizinha. Ele chegou a se esconder entre as vigas da edificação, no subsolo, porém, não escapou do cerco e foi alcançado pelas equipes da Guarda de Vitória.

Esta não foi a primeira vez que o comerciante foi alvo de operações policiais. Em uma ação anterior, ele conseguiu fugir antes de ser localizado pelas equipes. Ele já possui oito passagens criminais, sendo três vezes pelo crime de furto, uma por violência contra mulher, uma por posse ilegal de arma de fogo e três por receptação.

Para o delegado José Lopes, o trabalho integrado foi decisivo para o cumprimento do mandado. "A reunião de elementos e a representação de evidências fizeram com que a Justiça acatasse o pedido pelas medidas cautelares, culminando na prisão do investigado e na apreensão dos materiais."

O material apreendido foi encaminhado para a Delegacia de Polícia da Praia do Canto. Segundo o delegado Diego Bermont, foram identificados 13 quilos de fios de cobre, uma câmera de monitoramento, três bikes elétricas e duas bicicletas, até o final da manhã desta quarta-feira.

"Essa operação é uma forma de atacar uma cadeia criminosa, onde há os furtadores, que são pulverizados e são vários, e o receptador, que é uma pessoa importante dessa cadeia de crime. Ao centralizarmos os esforços no receptador, quebramos essa cadeia criminosa", destaca Bermont.

Redução dos furtos
A prisão ocorre em um momento de queda dos furtos de cabos de cobre e outros materiais metálicos em Vitória. De acordo com o Observatório de Segurança Pública, a capital teve duas vezes menos registros desse tipo de crime, saindo de 366 registros, em 2025, para 166, em 2026.

A estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana tem concentrado esforços não apenas na prisão dos autores dos furtos, mas também na identificação e responsabilização dos receptadores, considerados peça-chave para a manutenção dessa modalidade criminosa.