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Formação em educação ambiental leva servidores da Assistência Social a parques de Vitória
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Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes
Nesta sexta-feira (14), unidades de conservação de Vitória recebem mais uma etapa do projeto FormAÇÃO, iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio da Gerência de Educação Ambiental, em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). A atividade reune cerca de 107 servidores da assistência social em vivências práticas sobre temas socioambientais do cotidiano da cidade.
Os participantes são divididos em quatro grupos e passam por diferentes espaços ambientais educadores da capital. A proposta é aproximar coordenadores, educadores sociais e facilitadores dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) das possibilidades de uso dos parques, unidades de conservação e Centros de Educação Ambiental (CEAs) como ferramentas de aprendizagem, cidadania ambiental e fortalecimento comunitário.
A formação é voltada a servidores que atuam diretamente no atendimento às comunidades de Vitória, em diferentes territórios da cidade. Ao vivenciarem os espaços naturais, os profissionais poderão conhecer melhor os ecossistemas locais e pensar em formas de levar esses temas para crianças, adolescentes, famílias e demais públicos acompanhados pelos SCFVs.
Educação ambiental nos territórios
Este é e o quinto encontro formativo do projeto, com abordagem voltada aos "Temas socioambientais do cotidiano de Vitória". A proposta é promover aprendizagens significativas em espaços educadores da cidade, conectando meio ambiente, cidadania, convivência comunitária e práticas sociais nos territórios.
A parceria entre a Semmam e a Semas busca integrar o olhar socioambiental às ações já desenvolvidas nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. A ideia é que os servidores conheçam os CEAs, compreendam o potencial pedagógico desses espaços e possam construir atividades articuladas às realidades locais das comunidades atendidas.
Mais do que uma formação teórica, o FormAÇÃO aposta na experiência prática. Os participantes são convidados a observar, sentir, percorrer e interpretar os ambientes naturais, compreendendo como temas ambientais atravessam a vida cotidiana da população, especialmente nos territórios em que atuam.
Quatro espaços, quatro experiências
No Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, o tema central é a ancestralidade, conectando os saberes tradicionais do ofício das paneleiras à Mata Atlântica e ao território de onde vem o barro utilizado na produção das tradicionais panelas de barro capixabas.
No Refúgio de Vida Silvestre da Mata Paludosa, antigo Parque da Fazendinha, as vivências estimulam os sentidos, o respeito à alteridade e o aprendizado sobre a mata paludosa, ecossistema associado à Mata Atlântica presente em Vitória.
No Parque Natural Municipal Gruta da Onça, no Centro da cidade, os participantes têm contato com um espaço onde história, memória urbana e preservação ambiental se encontram, reforçando a importância das áreas verdes também nos territórios centrais.
Já no Parque Natural Municipal Dom Luiz Gonzaga Fernandes, conhecido como Parque Baía Noroeste, a presença do manguezal é o ponto de partida para reflexões sobre cuidado cotidiano, conservação ambiental e relação entre comunidade, território e natureza.
Formação segue até novembro
A rodada desta sexta-feira faz parte de um percurso formativo composto por sete encontros, que seguem até novembro, totalizando 32 horas de formação. Ao longo do processo, os servidores conhecerão diferentes ecossistemas de Vitória e serão estimulados a relacioná-los aos desafios sociais vividos nos territórios.
A programação inclui unidades de conservação como o Parque da Fonte Grande, o Parque Natural Municipal Gruta da Onça, o Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, o Refúgio de Vida Silvestre Mata Paludosa e o Parque Natural Municipal Dom Luiz Gonzaga Fernandes. Também integram o percurso parques urbanos, como o Parque Padre Alfonso Pastore e o Parque Horto de Maruípe.
Entre os temas debatidos em campo estão manguezal, restinga, Mata Atlântica, mata paludosa, fauna silvestre, cidadania, sustentabilidade, guarda responsável de animais, mudanças climáticas, água, saúde e desigualdades sociais.
Aprendizagem que fortalece vínculos
A formação reforça a importância da territorialização da educação ambiental, aproximando os equipamentos públicos da realidade das comunidades atendidas pela assistência social. Ao conhecerem melhor os espaços naturais da cidade, os servidores podem ampliar o repertório de atividades desenvolvidas nos SCFVs e fortalecer práticas que conectem cuidado ambiental, convivência e cidadania.
A proposta também valoriza o protagonismo comunitário. Quando os temas ambientais são trabalhados a partir da realidade dos territórios, eles deixam de ser assuntos distantes e passam a dialogar diretamente com questões do cotidiano, como saúde, qualidade de vida, ocupação urbana, preservação dos espaços públicos e pertencimento.
O encerramento do processo formativo está previsto para novembro, com entrega de certificações aos participantes. A iniciativa reconhece o compromisso dos profissionais envolvidos e contribui para a construção de uma Vitória mais sustentável, integrada e socialmente participativa.
InterAgeVix
Para mais informações sobre a Educação Ambiental em Vitória, acesse o Portal Interativo de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o InterAgeVix: www.interagevix.com.br.