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Estudantes da Emef Francisco Lacerda de Aguiar conquistam ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia

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Por Acácio Rodrigues (aafrodrigueseira$4h064+pref.seme.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Educação de qualidade

Acácio Rodrigues
Estudantes da Emef Francisco Lacerda de Aguiar conquistam ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia
Acácio Rodrigues
Estudantes da Emef Francisco Lacerda de Aguiar conquistam ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia

Se ganhar uma medalha de ouro é bom, imagine duas! É o caso das estudantes Alice Ferreira Vituriano e Ana Luiza Fernandes Lourenço, ambas do 7º ano na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Francisco Lacerda de Aguiar, do bairro São Pedro, que se destacaram na Olimpíada Brasileira de Astronomia. Elas conseguiram nota superior a 9,8 no nível 3, e além da felicidade junto ao professor Danilo Sena, deixaram seus familiares de sorriso aberto.

"Minha família ficou bastante feliz com o resultado. Minha mãe disse que vai ajudar bastante no meu futuro, baseado nisso. Meu pai também, porque é a primeira Olimpíada que eu ganho, a emoção é muito grande", disse Ana Luiza, que é estudante do 7ºA, tem 12 anos e mora na Ilha das Caieiras.

A mãe da Ana trabalha numa lanchonete e o pai é motoboy. "Fiquei nervosa na hora da prova, me senti perdida no começo, mas depois deu tudo certo, graças às aulas que tivemos no contraturno com o professor Danilo", contou.

Alice é da turma 7ºB, tem 13 anos, e também mora na Ilha das Caieiras. O pai é motorista de caçamba de lixo e a mãe trabalha no setor administrativo de um plano de saúde.

"Quando tive a notícia de que ele ia inscrever a gente para essa prova, achei bem diferente o conteúdo e pensei que seria legal participar. A gente estudou bastante, o professor deu algumas provas para revisarmos e, até a Olimpíada, fui revisando em casa, pesquisando mais sobre a Astronomia em geral, e consegui fazer".

Professor de Ciências das turmas de 6º ano e 7º ano, Danilo Sena também atende estudantes do 8º ano no contraturno escolar, que tem como objetivo fortalecer a aprendizagem e ampliar o acesso dos estudantes a experiências científicas e educativas para além da sala de aula.

A proposta envolve revisão de conteúdos, resolução de exercícios, rodas de conversa e atividades práticas, sempre buscando despertar a curiosidade, o senso crítico e o protagonismo estudantil.

"Como o conteúdo do 6º e do 7º ano tem algo mais voltado para meio ambiente, no contraturno a gente resolveu fazer um projeto só. Para estudar para a Olimpíada Brasileira de Astronomia, buscava o máximo de informações, trazia provas antigas para resolver e juntos a gente lapidava o conhecimento", afirma Danilo Sena.

Ele explica que os virais da internet sobre as pesquisas no espaço que tem acontecido nos últimos anos, despertou atenção das estudantes. "Acho que as redes sociais influenciam muito, as meninas acompanhavam alguns conteúdos, como o lançamento de foguete da SpaceX, antes de aprenderem aqui no contraturno. Isso deu visibilidade para Astronomia, e inclusive caiu pergunta sobre quantas pessoas foram, e trazer isso para a realidade delas, mostrar isso para terem essa noção".

Relação com atividade pesqueira
O professor Danilo Sena decidiu relacionar a atividade pesqueira da região onde as estudantes moram, na Ilha das Caieiras, para esclarecer o conteúdo de Astronomia.

"Por ser um conteúdo relativamente novo para elas, buscamos facilitar com palavras não tão técnicas. No início assusta, mas quando entra no cotidiano isso facilita. Por exemplo, mostrei para elas como o Sol e a Lua influenciam nas marés. Aqui, por ser uma comunidade pesqueira e ter muito conhecimento tradicional, a Astronomia está presente na pesca com essa relação. A ciência está no cotidiano delas".

Sonhos
As medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia têm sonhos diferentes para o futuro. "O diferencial do conteúdo foi o que mais me interessou, para sair da 'caixa tradicional' de Ciências. Minha família falou que vai ser bom para meu futuro, que estão orgulhosos de mim e que me ajudaria numa futura profissão. Mas na verdade quero ser arquiteta (risos)", revela Alice.

Ana Luiza já tem um pezinho perto da área de Ciências. "Queria ser atriz (risos). Mas gosto bastante de Biologia, na parte marinha, que envolve os animais. Acabo descobrindo sobre espécies que nem imaginava".

Acácio Rodrigues
Estudantes da Emef Francisco Lacerda de Aguiar conquistam ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia
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Estudantes da Emef Francisco Lacerda de Aguiar conquistam ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia