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Espetáculo "Resistência feminina: vidas em movimento" encanta e conscientiza público no Sesc Glória

Publicada em | Atualizada em

Por Rosa Blackman (rosa.adrianaeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


  • Erradicação da pobreza
  • Saúde e bem-estar
  • Redução das desigualdades
  • Paz, justiça e instituições eficazes

Foto Divulgação
Apresentação do espetáculo Resistência feminina: vidas em movimento

Ao som de Elza Soares, participantes de atividades no Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Vitória, assumiram o protagonismo no espetáculo Resistência feminina: vidas em movimento, na noite desta terça-feira (30). A apresentação, realizada no Sesc Glória, é uma forma de homenagem à força, à luta e à trajetória das mulheres, e teve seus moldes nos clássicos versos da canção Maria da Vila Matilde, que diz: "Cadê meu celular? Eu vou ligar pro 180. Vou entregar teu nome e explicar meu endereço. Aqui você não entra mais, eu digo que não te conheço". 

Utilizando o poder das artes como espaço de denúncia, reflexão e defesa dos direitos, o evento destacou a importância das políticas públicas na prevenção de violações. Com movimentos de dança e encenação teatral, o grupo formado por cerca de 30 mulheres e dois homens assumiu um lugar de destaque, chamando atenção do público para temas como a violência contra a mulher e outras formas de violação contra a pessoa.

A próxima apresentação já está marcada para o dia 8 de julho, das 18 às 20 horas, na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música Fafi. A coordenadora do Centro de Convivência, Karine Juvêncio, descreveu o momento como magnético e ressaltou a essência do serviço como um instrumento vivo de proteção social. "Ver pessoas idosas utilizando seus corpos, suas vozes e suas histórias para conscientizar e orientar sobre o enfrentamento à violência é profundamente emocionante", declarou.

Ela acrescentou que assistir a apresentação dos idosos mostrando, por meio da arte, que também ensinam, acolhem e inspiram caminhos para denunciar e romper o silêncio, foi algo transformador. Karine reforçou que, diariamente, a equipe que atua no serviço trata de questões ligadas à garantia e ao acesso a direitos, fortalecendo os vínculos comunitários e familiares.

Foto Divulgação
Apresentação do espetáculo Resistência feminina: vidas em movimento

A coordenadora fez questão de ressaltar a adesão das mulheres que participam dos grupos naquela unidade e o envolvimento da equipe no planejamento, desenvolvimento e execução do espetáculo, em especial a oficineira Penha Mara Nader. "Nossa equipe acredita no potencial das pessoas e que todos podem dançar. A arte é uma poderosa ferramenta de informação, conscientização e promoção social. Levar essa mensagem ao público com tanta sensibilidade é um dom. Que essa parceria entre a cultura e a assistência social siga florescendo e fortalecendo vidas. Foi emocionante. Foi potente. Foi lindo", concluiu ela.

A gerente de Serviços de Convivência da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), Cristina Silva, enfatizou a relevância do evento para a construção de respostas humanizadas na rede socioassistencial. "Os grupos do serviço de convivência são espaços de escuta, valorização e construção, atuando diretamente no rompimento do ciclo de violência e na defesa dos direitos sociais nos nossos territórios", declarou.

Carla Scardua, secretária de Assistência Social de Vitória, destacou o impacto do espetáculo como resultado prático do trabalho integrado dos trabalhadores do Suas (Sistema Único da Assistência Social). "A política de Assistência Social transforma realidades quando promove a convivência e o protagonismo, garantindo que as pessoas reconheçam sua força e acessem seus direitos sociais na prática", afirmou a secretária.

Próxima apresentação
Resistência feminina: vidas em movimento
Data: 08/07
Local: Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música FAFI
Horário: Das 18 às 20 horas