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Centro de Educação Ambiental Mata Paludosa aproxima crianças da Criarte-Ufes da natureza

Publicada em | Atualizada em

Por Michelle Moretti (msmorettieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Andreza Lopes


Foto Divulgação
CEA Mata Paludosa aproxima crianças da Criarte-UFES da natureza
Crianças da Criarte Ufes participam de aula de educação ambiental.
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CEA Mata Paludosa aproxima crianças da Criarte-UFES da natureza
Crianças da Criarte Ufes participam de aula de educação ambiental.

Aprender sobre a natureza pode começar em uma brincadeira, em uma pergunta curiosa, no sabor de um mel diferente ou no contato direto com o território. Foi com essa proposta que a Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), por meio do Centro de Educação Ambiental Mata Paludosa (CEA Mata Paludosa), iniciou, nesta terça-feira (11) e quarta-feira (12), uma nova sequência de atividades educativas em parceria com o Colégio de Aplicação Criarte, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

As ações integram o projeto "Educação Ambiental para a Preservação e Conservação da Mata Paludosa", desenvolvido para aproximar as crianças do conhecimento, da valorização e do cuidado com esse importante território ambiental de Vitória. A proposta é proporcionar vivências que ajudem os estudantes a construir uma relação sensível, afetiva e significativa com a natureza, reconhecendo a mata paludosa como um ecossistema vivo, diverso e essencial.

Ao longo de 2026, a parceria entre o CEA Mata Paludosa e a Criarte-Ufes prevê uma sequência de atividades com jogos, dramatizações, experiências, vivências no Refúgio de Vida Silvestre Municipal da Mata Paludosa, trilhas interpretativas e outras estratégias educativas voltadas à infância.

Pescaria do Conhecimento desperta curiosidade

Na tarde da última terça-feira (11), a equipe do CEA Mata Paludosa esteve na Criarte para realizar a atividade "Pescaria do Conhecimento sobre a Mata Paludosa" com os estudantes do Grupo 4.

A dinâmica foi organizada de forma lúdica e participativa. As crianças foram convidadas a "pescar" cartas com informações, perguntas e afirmações de verdadeiro ou falso relacionadas às características da mata paludosa, sua vegetação e os animais que vivem nesse ecossistema. Depois da pescaria, cada descoberta era compartilhada e contextualizada coletivamente em uma roda de conversa.

A proposta transformou o aprendizado em uma experiência de investigação e troca. Ao participar da atividade, os estudantes puderam levantar hipóteses, fazer perguntas, ouvir os colegas e compreender, de forma acessível, a importância da mata paludosa para a biodiversidade e para a cidade.

A atividade reuniu 23 participantes e foi conduzida pela educadora ambiental Osnéia Péccoli. Ao longo da vivência, os estudantes participaram com entusiasmo, fizeram perguntas e demonstraram curiosidade sobre a mata paludosa, sua vegetação e os animais que vivem nesse ecossistema.

Abelhas nativas sem ferrão encantam o Grupo 3

Na quarta-feira (12), foi a vez dos estudantes do Grupo 3 participarem de uma vivência dedicada às abelhas nativas sem ferrão, importantes integrantes da biodiversidade e fundamentais para as relações ecológicas presentes nos ambientes naturais.

A atividade foi conduzida de forma sensorial e investigativa, aproximando o conhecimento científico da experiência cotidiana das crianças. Os estudantes puderam conhecer mais sobre esses pequenos seres, entender sua importância para a polinização e perceber como organismos aparentemente pequenos exercem funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas.

Um dos momentos de maior encantamento foi a degustação de diferentes méis produzidos por abelhas nativas sem ferrão. Por meio do paladar, as crianças perceberam que os méis apresentam sabores, aromas e características distintas, transformando o aprendizado em uma experiência que envolveu sentidos, curiosidade e descoberta.

A vivência também contou com o Circuito Sensorial Ambiental e com interpretação ambiental no REVIS Mata Paludosa, ampliando a percepção dos estudantes sobre as relações entre os seres vivos e o ambiente.

Ao observar, tocar, sentir e degustar, as crianças foram convidadas a perceber a natureza de maneira mais próxima e significativa, compreendendo que a conservação também começa pelo conhecimento e pelo vínculo com aquilo que se aprende a respeitar.

Aprender com os sentidos

As atividades realizadas pela equipe do CEA Mata Paludosa reforçam uma proposta de educação ambiental que vai além da transmissão de informações. Por meio de brincadeiras, experiências sensoriais, observação, diálogo e contato com o território, as crianças são estimuladas a construir conhecimento a partir das próprias vivências.

Nesse processo, a mata paludosa deixa de ser apenas um conteúdo estudado em sala e passa a ser compreendida como um território vivo, cheio de histórias, relações ecológicas e possibilidades de aprendizagem.

A proposta também valoriza diferentes formas de aprender. Ao envolver o corpo, os sentidos, a imaginação e a curiosidade, as atividades tornam o conhecimento ambiental mais acessível, afetivo e conectado à realidade das crianças.

Cuidar começa na infância

Para a equipe do CEA Mata Paludosa, proporcionar essas experiências desde a infância é uma forma de contribuir para a formação de crianças mais sensíveis, participativas e atentas à biodiversidade.

Ao conhecerem a mata paludosa, as abelhas nativas sem ferrão, os animais, as plantas e as relações presentes nesse ecossistema, os estudantes também são convidados a refletir sobre o papel de cada pessoa no cuidado com os ambientes naturais.

A parceria com a Criarte-Ufes fortalece a educação ambiental como prática contínua e transforma o território em espaço de descoberta. Mais do que aprender sobre a natureza, as crianças vivenciam a natureza, criam vínculos e passam a reconhecer que preservar é um gesto coletivo, construído desde cedo.

InterAgeVix

Para mais informações sobre as ações do CEA Mata Paludosa e da Educação Ambiental em Vitória, acesse o Portal Interativo de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o InterAgeVix.