A noite era de festa, mas também de conscientização. A defesa e a proteção das crianças contra a exploração sexual e o trabalho infantil deram o tom do bloco "Não pule a minha infância", no final da noite desta sexta-feira (08).
Abusos e violações sofridos por esse público foram simulados representados na avenida, fazendo o público refletir e ficar alerta para essas situações.
O objetivo foi abrir os olhos de todos para o enfrentamento ao trabalho infantil e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
O bloco foi uma parceria da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) com a Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial e várias entidades ligadas à proteção desse público.
"Estamos aqui fazendo o trabalho preventivo contra o abuso e a exploração sexual da criança e do adolescente e do trabalho infantil. É uma pauta muito importante não só para a política de assistência social, mas para a sociedade como um todo. Carnaval é um momento de festa, um momento de alegria, mas também de falar de pautas muito importantes como essas", ressaltou a secretária de Assistência Social, Cintya Schulz.
"O Carnaval é o momento que as crianças e os adolescentes estão expostos, e a gente precisa conscientizar e sensibilizar a sociedade para essa questão. Queremos dar oportunidade a essas crianças, principalmente para o município de Vitória, com políticas públicas pensando nessa proteção", destacou a subsecretária de Proteção Especial da Semas, Carla Scarpa.