Exposição de alunos que trata da violência é aberta à visitação na Seme
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Por Carmem Tristão, com edição de SEGOV/SUB-COM
Com a colaboração de Janaína Zambelli
A mostra "Mulheres Fragmentadas", exposição de obras de arte produzidas por alunos da rede municipal, agora está no hall da Secretaria Municipal de Educação (Seme), em Itararé. As obras ficarão expostas desta segunda (25) até o dia 10 de setembro e poderão ser conferidas de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas.
O trabalho já atraiu muitos olhares no hall da Prefeitura de Vitória. Negligência, abuso e até mesmo morte. É quase impossível associar essas palavras a algo positivo, mas a professora Gisélle Góes transformou histórias marcantes em arte, numa aula de artes diferenciada na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ceciliano Abel de Almeida, em Itararé.
Divulgação Seme
Alunos fizeram questão de apreciar as obras da exposição "Mulheres Fragmentadas"
Divulgação Seme
Trabalhos abordam a problemática da violência contra as mulheres
"Quando me deparei com a notícia que falava da problemática sobre a violência contra mulher no Espírito Santo, percebi que era necessário de alguma forma inserir o assunto no dia a dia dos estudantes para que eles pudessem entender e refletir sobre suas atitudes. Selecionei algumas imagens de personagens que sofreram alguma violência e os alunos trabalharam diversos elementos nas imagens, como aplicação de flores, formas e até mesmo utilização de cacos de vidro e pneus de carro. Eles ficaram tão animados e engajados com o projeto que trouxeram materiais até mesmo de casa", ressaltou a professora Gisélle Góes.
Mulheres
Os visitantes podem conferir e apreciar as seguintes obras: Maria da Penha Fernandes, vítima de violência doméstica que virou nome de lei; Araceli Cabrera, estuprada e morta aos 8 anos de idade; Warries Dirie, garota defensora da luta pela erradicação da prática da mutilação genital feminina, da qual foi vítima aos 3 anos de idade; Anne Frank, jovem judia, um dos ícones da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial; mulheres árabes e indianas que sofrem publicamente com abusos, humilhações e opressão; e negras que, por séculos, foram escravizadas.