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Nova rodada de conversas para atendimento a pessoas em situação de rua no Centro

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Por Edlamara Conti (econtieira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de Matheus Thebaldi


Divulgação Semas
Reunião com comunidade do Centro sobre população de rua
Prefeitura promoveu nova roda de conversa com comunidade e entidades do Centro para discutir atendimento a pessoas em situação de rua

Na terceira rodada de discussão sobre pessoas em situação de rua e demandas do Centro Histórico, na noite desta quarta-feira (10), a Prefeitura de Vitória anunciou o envolvimento de secretários municipais em um comitê específico, além de atuação de câmaras técnicas, com profissionais do município.

"Podemos afirmar que essa questão está na ordem do dia da Prefeitura. Tivemos uma semana muito produtiva, de debates e encaminhamentos nessa área, e já estamos envolvendo o Governo do Estado, que está se mostrando aberto à pauta", disse o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Bruno Toledo.

Diagnóstico

A secretária municipal de Assistência Social, Iohana Kroehling, também participou da reunião e se comprometeu a levar um diagnóstico específico das demandas do Centro e as ações já desenvolvidas.

"Com essas informações, poderemos realizar ações conjuntas, potencializando os resultados. Também é importante que os grupos de voluntários, as igrejas e toda a sociedade saibam o que fazemos e como podem proceder, para que não haja situações em que uma ação atrapalhe outra, ou que haja muita ênfase em uma determinada prática em detrimento de outras demandas", disse.

Divulgação Semas
Reunião com comunidade do Centro sobre população de rua
Secretário Sérgio Sá destacou a importância de parcerias de órgãos públicos e sociedade para lidar com a questão da população de rua

Articulação

A reunião também contou com a presença do secretário municipal de Obras e Habitação, Sérgio Sá, que respondeu aos questionamentos dos representantes de ocupações na região, com informações mais específicas sobre política habitacional.

"Um movimento articulado, com todos os atores unidos, pode produzir avanços no atendimento às famílias com maior grau de vulnerabilidade. O município sozinho já faz muitas coisas, mas, para dar conta de um assunto tão complexo e cheio de variáveis, é preciso ter parcerias com os governos do Estado e Federal e o apoio da sociedade", disse.

Diálogo

Sérgio se comprometeu a receber o Movimento de Moradia, a Defensoria Pública e a Associação de Moradores do Centro (Amacentro) em uma reunião ainda este mês para avançar na questão. "O fundamental aqui é assegurar o diálogo. Nosso objetivo foi de vir aqui para ouvir as reivindicações e tentar juntos e da melhor forma encaminhá-las", disse Sérgio Sá.

Próxima reunião

A próxima rodada de discussão ficou marcada para o dia 22, às 19 horas. "Precisamos pensar juntos em novas políticas, mais criativas, que não dependam tanto de recursos financeiros e que representem um combate à desigualdade social", disse o defensor público estadual Vinicius Lamego de Paula, do Núcleo Agrário e de Moradia.

"Nós nos colocamos ao lado do poder público nessa questão porque precisamos avançar tanto nas ações emergenciais, porque quem tem fome tem pressa, como nas estruturantes", disse Ricardo Gobbi Filho, da Comissão Sócio Transformadora da Mitra.

Rodadas

As rodadas de discussão foram uma iniciativa da Igreja Católica em parceria com a Amacentro. Na segunda reunião, realizada no dia 29 passado, foi acordada a criação de um fórum permanente de discussão e de acompanhamento das ações, especialmente as previstas no Protocolo de Atendimento Protocolo de Atendimento à População em Situação de Rua no Âmbito da Política de Assistência Social.

Participam das reuniões representantes das diversas paróquias do Centro, Igreja Presbiteriana Unida, Centro Espírita Bezerra de Menezes, grupo de apoio Voluntários do Bem Vix, escola de samba Unidos da Piedade, Associação de Moradores do Parque Moscoso e Guarda Municipal.