Prefeitura de Vitória

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Alunos expõem na Prefeitura obras que retratam a violência contra as mulheres

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Por SEGOV/SUB-COM (secomeira$4h064+pref.vitoria.es.gov.br), com edição de SEGOV/SUB-COM

Com a colaboração de Carmem Tristão


Elizabeth Nader
Exposição Mulheres Vítimas de Violência no hall da PMV
Telas retratam a violência sofrida por mulheres que viraram ícones na luta contra essa problemática
Elizabeth Nader
Exposição Mulheres Vítimas de Violência no hall da PMV
Exposição foi produzida por alunos da Emef Ceciliano Abel de Almeida

No período em que o Espírito Santo passou a ocupar as primeiras posições no ranking nacional de violência contra a mulher, uma professora de Artes resolveu tratar em sala de aula de um assunto tão delicado, mas de uma forma muito especial.

Pelas mãos dos alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Ceciliano Abel de Almeida, em Itararé, mulheres vítimas de violência ganharam brilho, beleza, imponência e charme em telas produzidas em mosaico confeccionadas com lantejoulas, miçangas, botões, brincos, flores, conchas e pedras.

As obras fazem parte do projeto "Mulheres Fragmentadas" e podem ser conferidas no hall de entrada da Prefeitura de Vitória até esta sexta (22). A exposição é a última oportunidade para apreciar o tratamento vibrante conferido às telas antes da viagem da professora Gisélle Góes para a Holanda, onde vai novamente expor os trabalhos de seus alunos e palestrar sobre a inclusão social por meio da arte.

Ela conta que se inspirou no artista plástico brasileiro Vik Muniz, que utiliza materiais inusitados para confeccionar suas obras, e abordou o tema da violência doméstica em sala como forma de estimular os estudantes a formular sugestões para solução desse mal social.

"Quando me deparei com a notícia que falava da problemática sobre a violência contra mulher, percebi que era necessário de alguma forma inserir o assunto no dia a dia dos estudantes, para que eles pudessem entender e refletir sobre suas atitudes. Selecionei algumas imagens de personagens que sofreram alguma violência e os alunos trabalharam diversos elementos nas imagens, como aplicação de flores, formas e até mesmo utilização de cacos de vidro e pneus de carro. Eles ficaram tão animados e engajados com o projeto que trouxeram materiais até mesmo de casa", ressaltou a professora Gisélle Góes.

Mulheres

Os visitantes podem conferir e apreciar as seguintes obras: Maria da Penha Fernandes, vítima de violência doméstica que virou nome de lei; Araceli Cabrera, estuprada e morta aos 8 anos de idade; Warries Dirie, garota defensora da luta pela erradicação da prática da mutilação genital feminina, da qual foi vítima aos 3 anos de idade; Anne Frank, jovem judia, um dos ícones da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial; mulheres árabes e indianas que sofrem publicamente com abusos, humilhações e opressão; e negras que, por séculos, foram escravizadas.