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Casa do Cidadão registra 1,2 mil casos de violência contra mulher na Cavvid

Publicada em 09/03/2017, às 15h38


Arquivo PMV SECOM

Recepção do Centro de Atendimento a Vítimas de Violência e Discriminação

Mulheres vítimas de violência podem buscar atendimento na Cavvid, que funciona na Casa do Cidadão

Apesar dos avanços e direitos conquistados ao longo dos últimos anos, as mulheres ainda continuam sendo as principais vítimas de violência doméstica. Uma triste constatação na semana quando é comemorado o Dia da Mulher. Para se ter uma ideia, só em 2016, a Coordenação de Atendimento às Vítimas de Violência e Discriminação (Cavvid), que funciona na Casa do Cidadão, em Itararé, registrou 1.250 atendimentos.

O número ainda é maior, levando em consideração que uma mesma mulher pode sofrer mais de uma agressão. De acordo com balanço da Cavvid, a violência psicológica é o tipo de agressão mais comum entre as vítimas. Pelos dados, foram 793 casos, o que representa 63% das ocorrências. Em seguida, aparecem as violências física (421 casos), moral (136 casos) e patrimonial (48 casos). A agressão sexual somou 36 registros. 

Faixa etária

Segundo o relatório, as mulheres com idades entre 31 e 40 anos são os maiores alvos dos agressores, somando 351 atendimentos. Vítimas com idades entre 21 e 30 anos registraram 312 casos. De 41 a 50, foram 254; mulheres entre 51 a 60 anos representam 141 casos. Acima dos 60 anos, foram 68, e até 20 anos, 34 ocorrências.

Cor

Do total de atendimentos, 892 foram registrados contra mulheres negras e pardas. As brancas somaram 260 ocorrências, e as amarelas, 8 casos.

Renda

Pelo relatório, as maiores vítimas de agressão foram as mulheres que não possuem nenhuma renda, o que representou 377 casos. Já entre as que ganham até um salário mínimo, são 355 casos. De 1 a 2 salários, foram 324; de 2 a 3 salários, 57; de 3 a 5, foram 17, e mais de 5 salários, 14 ocorrências.

Agressores

Os atos de violência e intolerância são praticados, na maioria das vezes, pelos próprios maridos, companheiros, pais, irmãos, padrastos ou madrastas das vítimas.

Fala Homem

Além do serviço às vítimas de agressão, a Cavvid possui o espaço Fala Homem, que tem o objetivo de prevenir a reincidência de agressão contas as mulheres, trabalhando na desconstrução de práticas violentas de uma sociedade patriarcal e machista.

Vitória mantém também uma proximidade com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com espaços físicos dentro da Casa do Cidadão, que funciona na avenida Maruípe, em Itararé. Além da Cavvid, a rede municipal conta com a Promotoria da Mulher e a Vara de Violência Doméstica, que, juntas, integram o projeto do Botão do Pânico.

Auxílio

Segundo a coordenadora da Cavvid, Lorena Padilha, é importante a mulher contar com o auxílio profissional quando está vivendo um caso de violência. "Essa situação fragiliza a mulher, ela acaba por naturalizar os atos violentos e não identifica perspectiva de mudança no quadro", disse.

A coordenadora explicou ainda que, na Cavvid, a vítima recebe toda informação necessária sobre o funcionamento da rede de enfrentamento à violência. "E não há necessidade de fazer a denúncia na delegacia para ser atendida na Cavvid, mas o boletim de ocorrência é importante para dar visibilidade à situação", explicou Lorena.

Saiba mais sobre a Cavvid

Arquivo PMV

Mulher de costas

Local conta com profissionais capacitados para instruir e prestar auxílio a mulheres vítimas de violência

A Cavvid é um espaço de atendimento psicológico, social e de orientação jurídica sobre direitos humanos e garantias legais do cidadão. Os profissionais atuantes também encaminham a pessoa a serviços complementares de amparo, além de fazerem a mediação dos conflitos, sempre buscando uma solução pacífica.

Com foco na violência doméstica, discriminação de gênero, racial e por orientação sexual, o centro busca ainda construir uma rede de proteção de direitos, visando coibir atitudes violentas e discriminatórias. No caso de violência doméstica e discriminação racial, a Cavvid atende apenas os moradores de Vitória, mas o atendimento também engloba cidadãos de todo o Estado em relação à discriminação por orientação sexual.

O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 12 às 19 horas. Para mais informações, o contato ainda pode ser feito pelo telefone 3382- 5464 ou pelo email scavvid@expresso.vitoria.es.gov.br.


Informações à imprensa:

Josué de Oliveira (jgoliveira@vitoria.es.gov.br) | Para dúvidas ou informações, use o Fala Vitória 156.

Com edição de Matheus Thebaldi


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