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Na Cidade Sem Meu Carro
Placa de Destino da Carona Solidária, que facilita o servidor a pedir carona, e Pequenas Caminhadas, que incentiva os pequenos trajetos a pé, foram as duas campanhas que a prefeitura desenvolveu dentro da Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro. Estas duas campanhas vão ser permanentes para os servidores da PMV, como forma de contribuir com a diminuição do número de carros circulando pelas ruas da cidade. O sucesso da Carona Solidária vai ser divulgado para outras grandes empresas como forma de melhorar a qualidade de vida na capital. O jornal Folha de São Paulo deu destaque à ação da Carona Solidária em sua publicação do dia 22 de setembro, que é o Dia da Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro. |
1 - Carona Solidária é sucesso entre servidores da PMV
Está fazendo o maior sucesso a campanha da carona solidária entre os servidores da prefeitura. Os motoristas aderiram em peso. Com placa ou sem placa erguida na guarita eles param e oferecem a carona a quem estiver lá parado por algum outro motivo. Os caronistas também gostaram muito da idéia, pois agiliza a viagem dos que costumam seguir de ônibus e incentiva os outros a deixarem o carro em casa para dividir a viagem com algum colega. Alguns poucos caronistas ainda estão com vergonha de segurar a placa, mas com o incentivo da equipe da Setran, logo se desinibem e conseguem uma carona rapidinho. O tempo médio de espera tem sido de 1 a 5 minutos.
Outro ponto positivo que os servidores têm destacado é a facilidade para fazer novas amizades, de conhecer o trabalho de outros setores da prefeitura, o que acaba facilitando as ações de trabalho no dia a dia.
Entrevistas:
Motoristas e caronistas e vigilantes:
Esta campanha é uma iniciativa da Secretaria de Transportes e Infra-Estrutura Urbana (Setran), a partir da proposta da Jornada Internacional na Cidade Sem Meu Carro, que ocorre todo dia 22 de setembro, para retirar o maior número de carros das ruas.
Funciona assim:
Nas guaritas de saída dos prédios da Administração estarão disponíveis placas sinalizadoras dos destinos mais comuns. O servidor interessado em pegar carona mostra a placa com seu destino para os motoristas que estão de saída. O motorista solidário pára e combina com o caronista, que devolve a placa à guarita e segue no carro. As placas já estão disponíveis nas guaritas do CIAC (antiga Telemar) e do Palácio Municipal.
Os destinos são os seguintes:
Praia de Camburi, UFES, Reta Penha, avenida Vitória, Maruípe, avenida Leitão Silva, Jardim Camburi, avenida Beira Mar, Shopping Vitória, CIAC (antiga Telemar), Palácio da PMV, Centro, São Pedro, Santo Antônio, Vila Velha, Serra e Cariacica. |
(1.1) Convite aos servidores: Seja solidário e ajude o planeta, participe da Carona Solidária
Que tal deixar o comodismo de lado e oferecer uma carona ao colega de trabalho que mora perto de você e não tem carro? Ou revezar com o colega que também tem carro, mas que (olha que coincidência!) mora no mesmo quarteirão. Assim você racha o combustível e, de quebra, ajuda o planeta.
Esta é a proposta da campanha Placa de Destino da Carona Solidária, lançada pela Prefeitura de Vitória nesta sexta-feira (21) como parte da Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro. A jornada mobiliza vários países em torno de ações criativas que reduzam o número de carros no trânsito.
A campanha – que será permanente – funciona da seguinte forma: nas guaritas de saída dos prédios da Administração estarão disponíveis placas sinalizadoras dos destinos mais comuns. O servidor interessado em pegar carona mostra a placa com seu destino para os motoristas que estão de saída. O motorista solidário pára e combina com o caronista, que devolve a placa à guarita e segue no carro.
As placas já estão disponíveis na guarita do CIAC; na segunda-feira (24) estarão disponíveis na guarita do Palácio Municipal.
Vale lembrar que vários servidores já praticam a carona de forma espontânea. É o caso de Marisol, Renata, Luciana e Rosângela Dias (Setran); de Sara (Sedec); de Roberta (Semmam); de Luiz Carlos (Semad); de Orlando Milan e Helena Ventorin (Semas).
Vamos seguir o exemplo!
Gerência de Comunicação da Secom |
2 - Pequenas caminhadas são incentivadas por médicos
Pequenas caminhadas ajudam o planeta
Deixar o carro na garagem e caminhar mais a pé para melhorar a saúde do planeta e a sua própria saúde. A caminhada em pequenos trajetos próximos de casa ou do trabalho, é uma das maneiras de reduzir a quantidade de carros nas ruas, para diminuir a emissão de gás carbônico na atmosfera e evitar o aquecimento global.
Foi com este mote que a prefeitura de Vitória participou da VII Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro, realizada em vários países no dia 22 de setembro. A partir desta jornada, a campanha que incentiva pequenas caminhadas vai ser permanente para os servidores da prefeitura.
Vitória já está enfrentando os problemas da mobilidade urbana causado pelo número excessivo de carros circulando pelas suas vias. Na parte histórica não há espaço para expansão e os grandes corredores viários já estão passando por reformas de duplicação, mas dentro de poucos anos também não comportarão o volume cade vez maior de carros que vão para as ruas.
Mudar costumes não é muito fácil, por isso é muito importante que as pessoas conheçam os benefícios que a caminhada pode proporcionar. Às vezes por medo da violência urbana, às vezes por comodismo, as pessoas preferem se deslocar de carro para qualquer lugar, mesmo os mais próximos de casa ou do escritório. Vão de carro à padaria, à academia, à locadora, à escola das crianças, ou ao restaurante, que ficam a apenas alguns quarteirões de distância.
Por ser uma cidade muito bonita, banhada pelo mar, com vários jardins, árvores e monumentos históricos, a caminhada por Vitória, além de trazer os benefícios físicos, traz também o relaxamento mental, que ajuda a aliviar o estresse. Além de facilitar o encontro de amigos no trajeto, também é possível conhecer pessoas novas, enfim, estar mais perto das pessoas nas ruas, o que reduz as desconfianças e favorece a solidariedade. Os especialistas em segurança pública recomendem que as pessoas voltem a ocupar as ruas e praças como uma das formas de inibir a ação dos delinquentes Portanto a caminhada, além de fazer bem para saúde física e mental das pessoas, para a atmosfera do planeta, também contribui para a construção de uma cultura de paz.
Dois médicos entrevistados pelo Diário de Vitória reafirmam os benefícios que a caminhada pode trazer para a saúde física e mental das pessoas.
Drª Ana Rita Novaes, homeopata e acupunturista, Coordenadora do Centro de Referência de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), membro da Associação Médica de Homeopatia do Estado ES, colaborou com o projeto do Centro de Atendimento de Medicina Homeopática na rede de saúde da prefeitura de Vitória:
Sobre o incentivo às pequenas caminhadas a homeopata Ana Rita se entusiasma com a iniciativa e afirma que “toda possibilidade de encontro consigo mesmo é fantástica! Hoje estamos muito mais presos a ritmos de vida estressantes, com tudo acontecendo numa velocidade maior do que suportamos. Vejo o incentivo à caminhada com muito bons olhos, na perspectiva de integrar os indivíduos com o meio ambiente, do encontro com as pessoas. É um costume positivo, que hoje está mais distante de nossa realidade. Esta iniciativa, inclusive, deve fazer parte de um movimento de discussão da qualidade de vida, sobre o que estamos fazendo com nós mesmos. Um movimento muito maior, para que nossa vida não seja em função da massificação, do consumo, que nos afastam de nós mesmos. Esta proposta de incentivo às caminhadas é uma oportunidade de resgatar um outro estilo de vida, e está dentro do novo conceito das Cidades Saudáveis, em que a cidade aprende a se preparar, se formatar de forma a promover a saúde”. Lembrando a escritora Rosika Darci de Oliveira, Ana Rita reforça a necessidade das pessoas se fazerem alguns questionamentos sobre determinadas obrigações que se impõem mutuamente. _ Serão realmente necessárias? Há alguma outra forma mais saudável de fazer o que fazemos todos os dias? “Precisamos aprender a adotar novos hábitos, reinventar a nossa história, a lógica da nossa forma de viver”. Por fim, recomenda que as pessoas leiam o livro da Rosiska, intitulado Reengenharia do Tempo, editado pela Rocco.
Dr Aloir Queiroz de Araújo, cardiologista, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia no ES (SBC-ES)
“A caminhada simboliza o execício mais simples que o cidadão pode fazer, pois pode ser feita em todos os lugares, a qualquer hora e com qualquer traje, pois é o andar normal do ser humano. Andar a pé faz muito bem para o sistema cárdio-vascular. Ajuda a controlar a pressão arterial, melhora a vascularização do próprio coração, aumenta o bom colesterol (HDL), diminui o mau colesterol (LDL), melhora o controle da glicose no sangue, melhora frequência cardíaca, fortalece as paredes das artérias, em resumo, controla o peso, previne a hipertensão, a obesidade e o diabetes”, afirma Queiroz.
Mas para quem pensa que os benefícios acabam por aí, o cardiologista cita também a prevenção da osteoporose, pois fortalece ossos e músculos, e evita a atrofia muscular, além de liberar no sangue as substâncias chamadas “endorfinas” que geram sensação de tranquilidade, combatendo a ansiedade e a depressão. O hipertenso consegue controlar até 20% da pressão alta, sem usar remédio. Mas é muito importante também manter uma alimentação equilibrada e não fumar.
“O ideal é a pessoa se exercitar todos os dias. O sedentarismo total é muito ruim para a saúde. É recomendável que as pessoas façam uma caminhada boa e regular no mínimo quatro vezes por semana, por meia hora. Podem, inclusive, aproveitar para caminhar nos momentos de ir ao banco ou à padaria, por exemplo. Quem quiser fazer caminhadas mais longas e demoradas deve fazer exames médicos antes de tomar a inciativa, para ver se está num bom estado de saúde”, reforça ele.
Quanto ao receio que as pessoas geralmente têm de circular a pé pela cidade, por medo da violência urbana, o Dr. Aloir também comunga da idéia de que uma das formas de se preveni-la é ter muitas pessoas circulando pelas ruas, pois, segundo os especialistas em segurança pública, isso inibe bastante a ação dos delinqüentes. Portanto a caminhada, além de fazer bem para saúde física e mental das pessoas, para a atmosfera do planeta, também contribui para a construção de uma cultura de paz. |
3 - Destaque Folha de São Paulo
Carona Solidária da PMV foi destaque na Folha de São Paulo
A campanha da Placa de Destino da Carona Solidária, desenvolvida para os servidores da prefeitura de Vitória, pela Secretaria de Transportes e Infra-Estrutura Urbana da PMV (Setran), em comemoração à Jornada Internacional Na cidade Sem Meu Carro, (dia 22 de setembro no mundo todo), foi destaque na Folha de São Paulo, no sábado, 22/09, que falou sobre a Jornada no Brasil. A campanha está fazendo o maior sucesso entre os servidores, com 90% de adesão dos motoristas e servidores entrevistados no lançamento da campanha, dia 21 de setembro.
Os servidores continuam aderindo com muito entusiasmo à prática da Carona Solidária. Os folhetos estão sendo distribuídos nos prédios do CIAC, na Enseada do Suá, e do palácio da PMV, em Bento Ferreira. A Carona Solidária é uma das atividades que reduz o número de carros nas ruas, conforme propõe a Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro, para evitar o aquecimento global.
Deixar o carro na garagem e utilizar outras formas de circulação pela cidade não é muito fácil. Por isso a Secretaria de Transportes e Infra-Estrutura Urbana (Setran) está incentivando a Carona Solidária para começar a mudança cultural entre os próprios servidores da prefeitura, antes de convidar a cidade toda para fazer a mudança.
Segundo a gerente de Educação de Trânsito da Setran, Rosângela Borges, durante o trabalho de sensibilização para a campanha a equipe percebeu que as pessoas querem pedir e dar carona, mas não têm o costume de fazer isso, daí a importância dos gestores virem em campo para incentivar. Têm sido abordadas cerca de duas mil pessoas por dia no prédio do CIAC e a aceitação está muito boa, com os panfletos sendo recebidos com entusiasmo.
Esta idéia da carona foi trabalhada em 2005 e 2006, e este ano foi proposta a placa de destino para facilitar a obtenção da carona. “A campanha será permanente nos prédios da prefeitura, pois não se muda cultura com uma campanha de um dia só. Como divulgação é interessante, mas para conseguir mudar os hábitos, é preciso perseverar. O próximo passo é expandir a campanha para as outras grandes empresas da cidade, que também têm um grande número de funcionários com carros” ressalta o secretário da Setran, Alex Mariano. |
4-Na Cidade Sem Meu Carro
Jornada Internacional Na Cidade Sem Meu Carro
É um movimento internacional em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida nas cidades, que acontece anualmente no dia 22 de setembro. Começou em 1998, na França, com a adesão de 35 cidades. No Brasil, a VII Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro está sendo organizada pelo RUA VIVA – Instituto da Mobilidade Sustentável e pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) .
O objetivo é lançar uma reflexão sobre o modelo de mobilidade vigente nas cidades, onde há uma presença muito marcante e determinante dos automóveis. Já é sabido que sem controle e uso racional, os veículos provocam vários problemas, como milhares de vítimas de acidentes de trânsito, o aumento da poluição atmosférica, destruição de prédios antigos para construção de novas vias e a valorização de uma cultura individualista.
A Jornada "Na Cidade Sem Meu Carro" surgiu da preocupação relacionada com a qualidade do ar das nossas cidades, tendo em vista que o setor dos transportes é responsável por 40% da emissão das partículas poluentes do ar (principalmente CO2). Além dos crescentes problemas relacionados com o uso do automóvel.
A proposta da campanha internacional é restringir o acesso de automóveis em algumas regiões do espaço urbano, para que as pessoas tenham uma oportunidade de descobrirem outras formas de transporte e de viverem este dia sem sentirem restrições à sua mobilidade. Algumas cidades costumam fazer também medições de índices de poluição, lançamento de programas e projetos de priorização do transporte coletivo, passeios ciclísticos, passeatas, concursos, debates e atividades artísticas e culturais, respeitando-se, naturalmente, as características locais.
O número de veículos que circulam nas cidades brasileiras e o volume de tráfego rodoviário no Brasil têm aumentado continuamente, conduzindo à deterioração da qualidade de vida e da saúde dos habitantes (ruído, poluição atmosférica, invasão do espaço público, stress). Quase 40% das emissões de CO2 produzidas pelo setor de transportes são originadas da utilização de automóveis particulares nas cidades.
Seus divulgadores trabalham com a lógica de que uma mudança para meios de transporte mais eficientes e mais “limpos” (andar a pé, de bicicleta, transportes públicos movidos a gás natural, etc.) reduz o congestionamento do trânsito, a poluição do ar, os níveis de ruído e as doenças causadas pelo tráfego intenso.
Para alcançar melhorias na vida urbana é imprescindível o envolvimento de toda sociedade – grupos organizados, empresas, cidadãos e poder público - bem como uma mudança de atitude e de padrões de comportamento que visem a melhoria da mobilidade urbana de forma sustentável. O envolvimento ativo da sociedade irá motivar a implementação de medidas adaptadas à realidade local, gerando efeitos de longo alcance.
A Jornada Brasileira - assim como a internacional - consiste no engajamento institucional das prefeituras municipais, que delimitam um perímetro de proteção dos automóveis, geralmente a área central ou outra de importância de tráfego. Nesse perímetro, durante todo o dia 22 de setembro, só circulam pedestres e pessoas em bicicletas. A exceção se faz apenas para ambulâncias e veículos dos serviços essenciais. O espaço é então ocupado com atividades de sensibilização e conscientização.
Nesse sentido, a Jornada Brasileira “Na Cidade Sem Meu Carro” é uma campanha de fundamental importância para a evolução das políticas públicas de transporte e trânsito, uma vez que a utilização de modos de transporte mais sustentáveis proporciona a todos uma cidade mais saudável.
Para manter todos bem informados sobre as últimas novidades da Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro foi criado um blog: www.ruaviva.blogspot.com.
RUA VIVA: Instituto da Mobilidade Sustentável – Rua Viva. Rua Bueno Brandão, nº 307, Bairro Floresta, Belo Horizonte, MG, CEP 30.010-060. Telefone: (31) 3224-0906. E-mail: ruaviva@ruaviva.org.br. Endereço eletrônico: www.ruaviva.org.br |
(4.1) Objetivos da jornada Na Cidade Sem Meu Carro
• Provocar uma reflexão sobre a presença tão determinante dos automóveis nas cidades em todo o mundo, que acarreta problemas como milhares de vítimas de acidentes de trânsito, aumento da poluição atmosférica e a valorização de uma cultura individualista;
• Conscientizar o público, gerando informação e debate sobre a mobilidade urbana e soluções para os atuais problemas (poluição, segurança, congestionamento,...);
• Apoiar as iniciativas municipais, estabelecendo novas parcerias a nível local;
• Despertar nos cidadãos a consciência sobre o uso racional e solidário do automóvel;
• Proporcionar aos cidadãos uma oportunidade para redescobrirem a sua cidade, os seus habitantes e o seu patrimônio, num ambiente mais saudável e aprazível;
• Estimular novas políticas e iniciativas na mobilidade urbana.
Ao aderirem a esta iniciativa, as autoridades locais demonstram que estão mais perto do cidadão e melhor organizadas para promoverem uma sociedade rumo à sustentabilidade de nossas cidades.
Fonte: site ruaviva.org.br
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(4.2) Principais avanços no Brasil
A Jornada no Brasil passou a contar com o apoio institucional do Governo Federal, através dos Ministérios das Cidades, do Meio Ambiente, da Cultura e dos Esportes. Também houve um maior envolvimento de entidades, Secretarias Municipais, ONG´s, universidades e escolas técnicas, além do comércio. As cidades também têm adotado medidas permanentes nas cidades como a melhoria de infra-estrutura para pedestres e ciclistas e do transporte coletivo.
Nos anos anteriores a adesão das cidades brasileiras foi crescente. Em 2001 aderiram 11 cidades brasileiras. Em 2002 17 cidades participaram. Em 2003, 23 cidades. Em 2004, 33 cidades. Em 2005, 43 cidades. Em 2006, 51 cidades.
Para manter todos bem informados sobre as últimas novidades da Jornada Brasileira Na Cidade Sem Meu Carro foi criado um blog: www.ruaviva.blogspot.com.
Fonte: site ruaviva.org.br |
(4.3) Sugestão de atividades:
* Utilização responsável do carro: os cidadãos que utilizam o carro devem contribuir para um ambiente urbano mais sustentável
* Eco-condução, ou seja, economia de combustível (ex: evitar freadas bruscas, não fazer grandes acelerações, controlar rpm abaixo de 2500); em articulação com escolas de condutores;
* Veículos ecológicos: permitir a circulação na Zona Sem Tráfego de Automóvel, de veículos a gás e elétricos para entregas/abastecimento, deslocamento de residentes, pessoas com mobilidade reduzida, etc;
* Maior segurança na condução (ex: demonstrações de efeitos de velocidades diferentes na distância de frenagem, divulgação de mapas assinalando as áreas de mais violações aos limites de velocidade / mais acidentes);
* Aumento do nº de passageiros no carro;
* Utilização de veículos ecológicos (demonstrações, identificação para cargas /descargas, debates).
* Gestão da Mobilidade: Favorecer meios de transporte sustentáveis, promovendo a utilização de transportes públicos / bicicleta, o transporte solidário;
* Mobilidade e Saúde
- Colocação de tendas/ unidades móveis para fazer diagnóstico de doenças;
- Organização de palestras sobre os benefícios da caminhada e do ciclismo / efeitos da poluição do ar e sonora;
- Promover a medição de emissões de veículos;
- Dar aulas de ginástica / aeróbica na rua, para crianças e adultos, articulando com ginásios locais, promover corridas, etc.
*Utilização da Bicicleta:
- A bicicleta poupa espaço e energia. Não provoca ruído nem poluição. Contribui para a mobilidade sustentável e para o bem estar público e é eficiente e saudável. Algumas medidas devem ser promovidas como: o envolvimento de ciclistas, aluguel ou empréstimo de bicicletas, estacionamento com guarda, pistas bem sinalizadas fora da Zona Sem Tráfego de Automóvel.
- Encorajar o ciclismo como meio de transporte ou recreio;
- Promover o respeito pelas necessidades dos ciclistas;
- Montar esquemas de aluguel ou empréstimo de bicicletas;
- Informar sobre a circulação casa-trabalho, promovendo a utilização da bicicleta junto de empresas e da administração local;
- Criar de áreas de estacionamento de bicicletas, ou novas rampas, ou novas ciclovias.Incentivar os funcionários para aderirem à Jornada deixando o carro em casa e utilizando o transporte coletivo.
Fonte: site ruaviva.org.br |
(4.4) Histórico da Jornada
Histórico Europeu
Os europeus, preocupados com os graves problemas ambientais e com a qualidade de vida nas cidades, devido ao uso desordenado dos automóveis, assumiram a proposta idealizada e realizada pela França, inicialmente na cidade de La Rochelle, em 1997. Em 1998 houve a adesão nacional, além do apoio da Itália, o que motivou a Comissária Européia para o Meio Ambiente, em 2000, a submeter a proposta a outros países europeus e à Comissão Européia.
Naquele ano (1998) foram 35 cidades francesas, já em 1999, 186 cidades francesas e italianas e em 2000 a União Européia instituiu a Jornada Internacional "Na Cidade, Sem meu Carro", reunindo 760 cidades. Em 2001 foram 1683, das quais 1050 realizaram integralmente a Jornada e assinaram declaração de compromisso (843 da União Européia envolvendo 14 países e 207 cidades de 18 países não membros), além de 633 cidades que se associaram à Jornada, mas não assinaram o compromisso, entre as quais estão 11 cidades brasileiras.
Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade, que além de estender para toda uma semana os eventos de sensibilização, premia as melhores iniciativas das cidades.
Histórico na América do Sul
Na América do Sul, além do Brasil, que participa desde 2001, participam a Colômbia, e a Argentina. De 2001 para cá a mobilização brasileira não parou, o que indica que neste ano o número de cidades participantes aumente e as atividades nas cidades já engajadas possam ser desenvolvidas ao longo da semana, não se restringindo apenas ao dia 22 de setembro.
Histórico Brasileiro
O Brasil aderiu à Jornada ainda de forma tímida comparada à radicalidade européia, porém, indo além da expectativa dos organizadores, com o envolvimento de 11 cidades, dentre elas 7 capitais, que interditaram ruas, praças, áreas centrais e quarteirões e onde foram realizadas atividades como: passeios ciclísticos, caminhadas, eventos culturais, painéis sobre transporte e trânsito, exposições de carros antigos, shows musicais, exposição de artistas plásticos, teatro, pesquisas de avaliação, de níveis de poluição, de velocidade do transporte coletivo (onde foi interditada a área central).
As cidades pioneiras foram: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas no Rio Grande do Sul; Piracicaba em São Paulo, Vitória no Espírito Santo, Belém no Pará, Cuiabá no Mato Grosso, Goiânia em Goiás, Belo Horizonte em Minas Gerais, Joinville em Santa Catarina e São Luís no Maranhão.
Fonte: site ruaviva.org.br |
(4.5) Dia sem carro é bobagem? Gilberto Dimenstein
Dia sem carro é bobagem?
Gilberto Dimenstein, Folha Online, 12/07/07
Uma série de entidades está promovendo para o dia 22 de setembro, em São Paulo, uma manifestação para comemorar o Dia sem Carro. Até agora, esse dia tem sido, no Brasil, um fracasso, apontado como uma bobagem de seres alternativos.
Neste momento, estou no Estados Unidos e vendo o que está acontecendo aqui, posso dizer que, mais cedo ou mais tarde, esse dia vai ser reverenciado como uma marca de cidades mais civilizadas.
Falo isso porque tomei contato com medidas lançadas pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, as quais o fariam ser linchado se estivesse no comando de qualquer cidade brasileira. Ele determinou, na marra, que os taxis sejam menos poluentes, quadruplicou a área das ciclovias e, para complementar, prometeu cobrar R$ 16 para cada carro que circular em Manhattan.
Não só o prefeito está popular, como, por aqui, fala-se que ele deverá lançar sua candidatura para a Casa Branca, montado na idéia da preservação ambiental. Já sabemos que, mais cedo ou mais, as maiores cidades brasileiras vão entrar em colapso por causa do trânsito. E só uma questão de tempo.
O que Nova York está demonstrando é que quando o eleitor percebe que medidas impopulares podem ser desagradáveis mas fazem sentido para o bem coletividade, o administrador apanha no início e, depois, acaba respeitado.
Para a eleição que se aproxima, os candidatos a prefeito das regiões metropolitanas poderiam ver as luzes de Nova York, assim como as de Londres, Paris e Estocolmo, onde seus prefeitos não tiveram medo de brigar com os automóveis em nome da civilidade. |
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