Praia do Canto

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Av. Saturnino de Brito
no início do século

O bairro Praia do Canto originou-se de um loteamento - Plano Novo Arrabalde, cujo autor foi o Engenheiro Saturnino de Brito, que baseado em influências do urbanismo sanitarista, projetou ruas largas, tendo como eixo central a Avenida Nossa Senhora da Penha, formando um desenho semelhante a uma espinha de peixe.

O loteamento abrangia parte do bairro Santa Lúcia, devido ao prolongamento das avenidas Rio Branco, Aleixo Neto e Constante Sodré.

Na época, o bairro era utilizado como área de lazer e moradia próximo ao mar. Existiam as Praias do Barracão, das Castanheiras, do Canto, Comprida e de Santa Helena, além das Ilhas do Boi e do Frade. Com o aterro realizado pela COMDUSA, em 1972, as referências dessas praias desapareceram e o nome Praia do Canto se consolidou.

Até o final da década de 50, quando saíram de circulação, os bondes faziam ponto final na Rua Aleixo Neto, trazendo moradores do Centro e Jucutuquara para a Praia do Barracão.

Em Santa Helena, próximo a atual Praça do Cauê, sobre o morro Itapebuçu, localizava-se o Western Telegraph Ltda que "ligava Vitória ao mundo". Em 1970, o terreno foi vendido e loteado para a construção de grandes casas para classe média alta.

No final da Rua João da Cruz, existia um mangue onde moravam os pescadores, sendo os mais conhecidos o velho DonDon, já falecido, e o Sizino.

Os bares mais antigos são o Miramar, na Avenida Saturnino de Brito e outro na esquina das ruas Eugênio Neto e Fortunato Ramos. Algumas atividades, marcaram o bairro, como os clubes Iate e Praia Tênis, freqüentados pelos mais privilegiados e o Centenário e Navegantes, freqüentado pelos mais pobres; Itaúnas Futebol Clube, a Escola Sacre-Couer, a Escola de Samba Mocidade da Praia e as peladas de rua.

A Praia do Canto é o bairro de Vitória que apresenta uma infra-estrutura bem mais desenvolvida do que outros locais, caracterizando-se durante vários anos como local de moradia de classe média alta.

A Praia se transformou num bairro comercial, onde junto aos grandes edifícios de apartamentos e das casas ainda não demolidas, proliferam os escritórios, as lojas, os consultórios médicos, agências bancárias, restaurantes e bares.

Em 1980 começou a funcionar o primeiro Shopping Center - o Centro da Praia. Dezenas de casas foram substituídas por prédios e a explosão do mercado imobiliário fez com que os antigos limites do bairro se expandissem.

Durante um período, a construção de prédios no bairro foi inferior a Camburi porque os terrenos em sua maioria eram de Marinha, o que dificultava sua legalização junto ao SPU.

Hoje a maioria da população do bairro é composta de servidores públicos, professores, pequenos empresários, operários especializados e bancários, pessoas que adquiriram apartamentos financiados pelo BNH. As famílias de classe média alta se mudaram para Avenida Saturnino de Brito e ilhas do Boi e do Frade.

Na região da Praia do Canto, ainda existem trechos conhecidos pelos seus nomes de origem como Bomba (Santa Luiza), trecho que faz divisa com Avenida Nossa Senhora da Penha e Canal de Camburi; Santa Helena, próximo ao morro da Western Telegrarph; a antiga praia aterrada - atual praça do pedágio da 3ª Ponte; Praia Comprida - atual trecho da Praça dos Namorados e Desejos.


Bomba ou Santa Luiza

Ao contrário do que se pensa a maioria da população, o nome do local não veio da bomba de gasolina de um posto, um dos primeiros da cidade, instalado perto da ponte da passagem, mas sim de uma bomba de água movida por um catavento que existia próxima ao pelotão de cavalaria, atual quartel da Polícia Militar em Maruípe, que abrangia inclusive a área do atual Centro Biomédico - UFES.

A região da Bomba não ficou imune nem aos movimentos de invasão de terrenos de mangues (a partir do final da década de 40, crescendo na década de 50), nem ao surto industrial a partir dos anos 60, que alteraram o perfil do morador.

O que era tradicional, como o mangue, poucos habitantes e até uma próspera criação de cabritos, foi substituído por asfalto, prédios e comercio.

Santa Lúcia

A ocupação inicial se deu a partir da década de 30 por estivadores, pedreiros e trabalhadores braçais, numa área do Estado.

Após a construção do barraco, os moradores requeriam a "escritura " ao Estado.

Posteriormente, o Estado loteou a área de mangue e capoeira e condicionou a venda dos lotes a ocupação no período máximo de um ano. Em Santa Lúcia existiam dois clubes, o Centenário e o Santa Cruz, que funcionaram até 1962, aproximadamente.

Em 1958, foi loteada por Manoel Francisco Gonçalves uma área com cerca de 80.000 m2, na Leitão da Silva, próximo ao morro da Gamela que hoje se encontra ocupada por instalações comerciais

Barro Vermelho

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Praia Comprida, com vista do Barro Vermelho

  Originalmente o Barro Vermelho seria um lugar destinado a pessoa de alto poder aquisitivo. Porém, com o tempo e o desenvolvimento de outros bairros de caráter semelhante, como a Ilha do Boi e do Frade, mudou suas características.

O local foi loteado no final da década de 60 (1969/70 ) por Atílio Vivácqua que pretendia batizar o bairro com seu nome. Entretanto, a própria população se encarregou de mudar, pois como o bairro foi construído em cima de uma elevação de barro as pessoas passaram a usar esta referência.

As terras do " bairro " pertenciam em sua maioria (aproximadamente 72 mil m2) ao senhor Jarbas Guimarães que após lotear o local condicionou a venda de lotes à implantação de apenas residências e nenhum tipo de comércio.

Em 1969, começaram a ser vendidos os terrenos e para lá se mudaram exportadores de café e grandes empresários, entre outros.

Inicialmente estava prevista a instalação de marinas em toda margem direita do Canal de Camburi e Beira-Mar.

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