História de Vitória

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Capela de Santa Luzia: construção anterior à fundação da cidade de Vitória, em 1551

A fundação do Espírito Santo (e de Vitória) começa 34 anos depois de o Brasil ter sido descoberto, no ano de 1500. O então Rei de Portugal, D. João III, dividiu as terras do Brasil em capitanias hereditárias, cabendo a capitania do Espírito Santo ao fidalgo Vasco Fernandes Coutinho, que tomou posse em 23 de maio de 1535, instalando-se no sopé do morro da Penha, em Vila Velha.

Explorando a região, os portugueses, necessitando encontrar um local mais seguro para se guardarem dos ataques dos índios e de
estrangeiros (holandeses e franceses), seguiram pela baía de Vitória e, contornando a ilha, aportaram em Santo Antônio.

Nos 300 anos iniciais de sua história, Vitória foi uma vila-porto, tendo enfrentado franceses e ingleses atrás de açúcar e de pau-brasil.

Em meio ao pequeno núcleo urbano, de feição nitidamente colonial,
havia "capixabas" - roças - na língua dos índios - expressão que acabou servindo para denominar os habitantes da ilha e, posteriormente, todos os espírito-santenses.

Em 08 de setembro de 1551, os portugueses venceram acirrada
batalha contra os índios Goitacazes e, entusiasmados pela vitória,
passaram a chamar o local de Ilha de Vitória.

A data de emancipação política do município é 24 de fevereiro de 1823, quando um Decreto-Lei Imperial concedeu Fórum de Cidade a Vitória. Os índios chamavam a Ilha de Vitória de Guanaaní ou "Ilha do Mel" pela beleza de sua geografia e amenidade do clima com a baía de águas viscosas e manguezal repleto de moluscos, peixes, pássaros e muita vida.

Neste século, pela ocupação dos morros que refletem as luzes das
casas nas águas da baía, Vitória passou a ser chamada de "Cidade Presépio do Brasil" e depois "Delícia de Ilha".

O compositor Pedro Caetano, conhecido nacionalmente, compôs uma canção que virou hino emocional da cidade e começa dizendo que Vitória é cidade sol, de céu sempre azul, daí a denominação atual "Vitória Cidade Sol".

A partir de meados deste século, a cidade se transformou em função das mudanças econômicas ocorridas no Estado. A ocupação urbana se estendeu por grande parte da ilha e avançou, definitivamente, em direção à porção continental do município.

Nas últimas décadas deste século, a cidade vem construindo um
padrão de qualidade de vida de referência para o Brasil, em áreas
como saúde, educação, limpeza pública e urbanização de áreas
carentes. Mais sobre Vitória

Vitor Nogueira/Pontual - Relatório de Obras 1993/1996

Vitória: na virada do milênio, quarta colocada em qualidade de vida

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