Programa
Sorria Vitória
|
Sônia Beltrame |
 |
| Escovação:
medida preventiva |
O Sorria Vitória começou a ser implantado em outubro
de 1995, com o objetivo de controlar e reduzir o índice
de cáries e doenças periodontais (da gengiva, do
osso e dos ligamentos que envolvem o dente) em crianças
de zero a 14 anos no município. O projeto é realizado
em escolas do município e cadastrou, em 2001, um total
de -46.918 crianças.
O
desenvolvimento do projeto se dá em consonância com
as diretrizes do SUS, segundo o qual o modelo de atenção
integral em saúde bucal deve incorporar ações
de educação em saúde e medidas preventivas.
Para
realizar o trabalho, a Secretaria Municipal de Saúde firmou
parcerias com instituições de ensino público
e particulares, organizações não-governamentais
e movimentos comunitários.
| Estabelecimentos
escolares |
Nº
de escolas cadastradas |
Crianças atendidas |
| Particulares |
02 |
134 |
| Estaduais |
03 |
794 |
| Filantrópicas |
01 |
180 |
| Municipais |
84 |
44.276 |
| Total |
90 |
46.918 |
| *Dados
da Secretaria Municipal de Saúde até dezembro 2001 |
Etapas do programa
·
O primeiro passo é o cadastramento do estabelecimento
de ensino. As escolas interessadas podem ligar para o Programa
de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde
(telefone: 3132-5051).
·
Depois, é realizada uma visita técnica à
escola. São treinados os Recursos Humanos que serão
responsáveis pelo desenvolvimento das atividades (bochecho
com flúor em crianças acima de seis anos e escovação
diária em alunos abaixo de cinco anos).
·
A terceira etapa é a educação em saúde,
com atividades educativas para professores, alunos e pais.
Com a participação ativa da comunidade, o programa
objetiva criar hábitos adequados de higiene bucal,
reduzindo a necessidade de tratamento odontológico.
·
Há distribuição às escolas de
creme dental e escova de dente a cada três meses, além
de flúor em pó para a realização
do bochecho.
·
Entre as ações educativas e preventivas, incluem-se
também as atividades trimestrais: a equipe de saúde
vai à escola, onde realiza revelação
da placa bacteriana, orientação sobre higiene
oral, escovação orientada e aplicação
de flúor gel em crianças acima de seis anos
que apresentam atividade de cárie.
·
Os alunos também são submetidos, periodicamente,
a exames clínicos para triagem visando ao tratamento
individual. Nas escolas públicas, os alunos são
encaminhados à unidade de saúde situada no mesmo
território onde se encontra a escola. Já nas
particulares, os pais são orientados a levar seus filhos
ao dentista de sua confiança.
·
Anualmente é realizado o levantamento de necessidade
de tratamento.
Percentual
de crianças de 1 (um)a 14 (quartoze) anos com necessidade
de tratamento odontológico. Vitória 2001.
Levantamento
epidemiológico
|
Região de saúde
|
Ano
|
Percentual de redução
|
|
96
|
97
|
98
|
99
|
00
|
01
|
|
| Continental |
48%
|
37%
|
-
|
29%
|
30%
|
24%
|
50%
|
| Maruípe |
46%
|
41%
|
53%
|
42%
|
38%
|
37%
|
19%
|
| Centro |
52%
|
--
|
49%
|
43%
|
39%
|
34%
|
35%
|
| Santo Antônio |
64%
|
51%
|
50%
|
43%
|
49%
|
45%
|
30%
|
| São Pedro |
62%
|
60%
|
60%
|
53%
|
50%
|
45%
|
23%
|
| Forte São João |
62%
|
41%
|
41%
|
40%
|
43%
|
43%
|
31%
|
| Município |
56%
|
46%
|
51%
|
42%
|
41%
|
38%
|
32%
|
A
avaliação realizada em 1996 junto a uma amostragem
de 1.771 crianças de cinco a 14 anos demonstrou que existe
um grande estoque de cárie na dentição de
leite.
| Sônia
Beltrame |
 |
| Crianças
passam por exame clínico |
Nas
crianças analisadas, 69% dos dentes de leite haviam sido
atacados pela cárie. Analisando a dentição
permanente, verificou-se 31% dos dentes haviam sido afetados.
Isso
demonstra a desinformação dos pais em relação
à importância dos dentes de leite para o bom desenvolvimento
das arcadas dentárias e saúde bucal da criança.
Vitória:
menor índice de cáries
A
política de saúde bucal desenvolvida pelo município,
aliada a outros fatores, como a fluoretação da água,
fez de Vitória a capital brasileira com o menor índice
de cáries em dentição permanente, segundo
levantamento realizado pelo Ministério da Saúde
em 1996.
No
município, o índice de cárie dental em crianças
de 5 a 14 anos é inferior aos padrões recomendados
pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para
todas as idades.
Em
Vitória, o CPOD (mede o ataque de cárie na dentição
permanente) é de 1,47 aos 12 anos, enquanto a OMS preconiza
um índice igual a 3.0 para esta idade até o ano
2000.
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