Pedaço
distante de Vitória
José Antonio Martinuzzo
| Divulgação |
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A
Ilha da Trindade é um vulcão extinto. Trata-se de uma montanha,
quase toda submersa. Acima do nível do mar, seus pontos mais elevados
atingem apenas a cota dos 600m. Tal como a ponta de um Iceberg,
a pequena Ilha da Trindade esconde o gigante vulcão que repousa
no leito do Oceano Atlântico, a 1,110 Km da costa capixaba, na
altura da cidade de Vitória.
As Ilhas da Trindade (9,2 milhões de m²) e do Arquipélago Martim
Vaz (duas ilhas, somando 2,5 milhões de m²) são o pedaço do Brasil
mais distante do nosso litoral, tendo sido incorporadas ao território
brasileiro em 1897. Criada em 1989, a Reserva Ecológica Municipal
das Ilhas Oceânicas da Trindade e Arquipélago Martim Vaz é
considerada patrimônio ambiental e genético do Oceano Atlântico.
Devido ao tipo de formação geológica e ao isolamento geográfico,
o complexo insular possui poucas espécies vegetais, destacando-se
a samambaia-gigante, que ocorre nas encostas escarpadas, e herbáceas,
presentes nos terrenos arenosos. Existem ainda plantas exóticas,
como castanheiras, bananeiras e coqueiros, introduzidas pelas
expedições e pelos integrantes da Marinha do Brasil, que tem base
na ilha.
A fauna é constituída por crustáceos, peixes e animais marinhos.
Em época de desova, as praias da Trindade recebem grandes tartarugas
marinhas que ali vão enterrar seus ovos. São da espécie Chelonia
mydas, ou tartaruga verde. Caranguejos terrestres também freqüentam
as praias, descendo das encostas da ilha para encontrar nos ovos
e filhotes da Chelonia mydas parte do alimento que necessitam.
Por suas características naturais e geográficas e também pelo
seu uso, as ilhas têm acesso extremamente restrito.
Confira os dados técnicos da Reserva Ecológica
Municipal das Ilhas Oceânicas da Trindade e Arquipélago Martim
Vaz