Mirante natural do canal da passagem
Willis de Faria
A localização privilegiada
do Parque Mangue Seco permite aos visitantes contemplar uma paisagem
natural, de beleza ímpar, como o canal da passagem, de
águas tranqüilas e verdes manguezais, e a Ponte da
Passagem. Por aí trafegam, a quase todo momento, canoas
de pescadores e catadores de mariscos, que se deslocam para o
lameirão da Baía Noroeste.
Atento, o visitante poderá
contemplar, ainda, o salto das tainhas, que levam as águas
a
ficarem bordadas de espumas.
O parque, localizado junto ao mar, possui topografia acidentada,
com relevo ondulado, incluindo-se os afloramentos rochosos, característicos
de nossa Ilha. Mas, foi graças à decisão
e atitude da administração pública, que,
mais uma vez, uma antiga chácara foi transformada em parque
humano, visando a garantir a preservação da área
verde no município.
Era uma extensa área, sujeita a freqüentes invasões,
a queimadas da vegetação, ao lançamento de
lixo sobre o solo, ao corte de rochas, entre outras ações
degradadoras. Em fevereiro 2003, as famílias que haviam
invadido o local foram removidas.
E essa era uma Área de Interesse Ambiental (AIA) do Projeto
Terra, que englobava encostas com taludes e blocos instáveis
sujeitos ao deslizamento, oferecendo risco a inúmeras residências
construídas precariamente, oriundas de uma antiga invasão.
Historicamente, a partir dos anos 50 a área foi cedida
por meio de regime de comodato ao Liceu Ateneu Cachoeirense, para
a implantação de uma escola da Campanha Nacional
do Ensino Gratuito (CNEG). Mas, a partir dos anos 80, a escola
foi praticamente desativada, dando inicio, então, a invasões
nos pontos extremos da propriedade, principalmente, junto ao bairro
Santa Martha e aos manguezais do canal da passagem.
Com a retirada dos invasores, o Governo do Estado retomou a posse da área e a cedeu para que o município desenvolvesse projetos sociais, dentro de um planejamento urbanístico, com instalação de equipamentos que viessem atender à comunidade local.
Planejou-se então construir
o Parque Municipal de Mangue Seco, ocupando parte da área,
com a extensão de 22.500 metros quadrados. Esse equipamento
de lazer foi planejado por técnicos da Semmam e construído
totalmente por operários efetivos do município,
com o objetivo de valorizá-los profissionalmente, por meio
do Centro Operacional de Serviços da Semmam.
Foram máquinas, equipamentos e homens que transformaram
paisagisticamente essa área. O local manteve-se fiel ao
aconchego de antes, sendo um parque urbano de bairro, de forma
geométrica alongada horizontal, que atende a uma maciça
população dos bairros de Andorinhas, Mangue Seco,
Joana D'Arc e Santa Martha. Possuindo 380 metros lineares de vias
pavimentadas, transportam os seus usuários sobres as sombras
de árvores frutíferas (jaqueiras e mangueiras),
em direção às áreas de esportes (campo
de futebol de areia e vôlei de praia), a sede administrativa
com sanitários públicos, ao playground com brinquedos
para crianças, todos localizados no alto do platô.
Um espaço de lazer de 100 metros quadrados, com cobertura
e bancos confortáveis, servem para eventos e outras atividades
lúdicas. Por situar-se em um ponto elevado, onde se descortina
um livre visual, e quando os ventos sopram mais forte, os jovens
usam o pipódromo natural, para içar ao ar as suas
pipas, que voam ao sabor do vento a grandes altitudes.
A denominação Mangue Seco tem origem nas margens do canal da Passagem, onde foram degradadas e assoreadas, depois que a vegetação foi suprimida pelas invasões desordenadas com a construção de palafitas.
Confira
horários de visitação, localização, equipamentos e
dados técnicos do Parque Mangue Seco