Mirante natural do canal da passagem

Willis de Faria

Elizabeth Nader

A localização privilegiada do Parque Mangue Seco permite aos visitantes contemplar uma paisagem natural, de beleza ímpar, como o canal da passagem, de águas tranqüilas e verdes manguezais, e a Ponte da Passagem. Por aí trafegam, a quase todo momento, canoas de pescadores e catadores de mariscos, que se deslocam para o lameirão da Baía Noroeste.

Atento, o visitante poderá contemplar, ainda, o salto das tainhas, que levam as águas a
ficarem bordadas de espumas.

O parque, localizado junto ao mar, possui topografia acidentada, com relevo ondulado, incluindo-se os afloramentos rochosos, característicos de nossa Ilha. Mas, foi graças à decisão e atitude da administração pública, que, mais uma vez, uma antiga chácara foi transformada em parque humano, visando a garantir a preservação da área verde no município.

Era uma extensa área, sujeita a freqüentes invasões, a queimadas da vegetação, ao lançamento de lixo sobre o solo, ao corte de rochas, entre outras ações degradadoras. Em fevereiro 2003, as famílias que haviam invadido o local foram removidas.

E essa era uma Área de Interesse Ambiental (AIA) do Projeto Terra, que englobava encostas com taludes e blocos instáveis sujeitos ao deslizamento, oferecendo risco a inúmeras residências construídas precariamente, oriundas de uma antiga invasão.

Historicamente, a partir dos anos 50 a área foi cedida por meio de regime de comodato ao Liceu Ateneu Cachoeirense, para a implantação de uma escola da Campanha Nacional do Ensino Gratuito (CNEG). Mas, a partir dos anos 80, a escola foi praticamente desativada, dando inicio, então, a invasões nos pontos extremos da propriedade, principalmente, junto ao bairro Santa Martha e aos manguezais do canal da passagem.

Com a retirada dos invasores, o Governo do Estado retomou a posse da área e a cedeu para que o município desenvolvesse projetos sociais, dentro de um planejamento urbanístico, com instalação de equipamentos que viessem atender à comunidade local.

Planejou-se então construir o Parque Municipal de Mangue Seco, ocupando parte da área, com a extensão de 22.500 metros quadrados. Esse equipamento de lazer foi planejado por técnicos da Semmam e construído totalmente por operários efetivos do município, com o objetivo de valorizá-los profissionalmente, por meio do Centro Operacional de Serviços da Semmam.

Foram máquinas, equipamentos e homens que transformaram paisagisticamente essa área. O local manteve-se fiel ao aconchego de antes, sendo um parque urbano de bairro, de forma geométrica alongada horizontal, que atende a uma maciça população dos bairros de Andorinhas, Mangue Seco, Joana D'Arc e Santa Martha. Possuindo 380 metros lineares de vias pavimentadas, transportam os seus usuários sobres as sombras de árvores frutíferas (jaqueiras e mangueiras), em direção às áreas de esportes (campo de futebol de areia e vôlei de praia), a sede administrativa com sanitários públicos, ao playground com brinquedos para crianças, todos localizados no alto do platô.

Um espaço de lazer de 100 metros quadrados, com cobertura e bancos confortáveis, servem para eventos e outras atividades lúdicas. Por situar-se em um ponto elevado, onde se descortina um livre visual, e quando os ventos sopram mais forte, os jovens usam o pipódromo natural, para içar ao ar as suas pipas, que voam ao sabor do vento a grandes altitudes.

A denominação Mangue Seco tem origem nas margens do canal da Passagem, onde foram degradadas e assoreadas, depois que a vegetação foi suprimida pelas invasões desordenadas com a construção de palafitas.

Confira horários de visitação, localização, equipamentos e
dados técnicos do Parque Mangue Seco


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