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Verde
que nasce das pedras
José Antonio Martinuzzo
| Edson
Chagas |
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Orquídeas e bromélias, com tons de vermelho, rosa e amarelo, além
do branco de algumas flores, enfeitam a mancha verde composta por
cactos, capoeiras e vegetação rupestre nativa que cobre a imensa
rocha do Morro do Itapenambi.
Como ocorre com o vizinho Morro da Gamela, o Morro do Itapenambi
também lembra uma ilha verde em meio ao mar de concreto e asfalto.
Localizada entre os bairros de Santa Lúcia, Praia do Canto e Praia
do Suá, a reserva ecológica tem destaque garantido, com uma área
de 109 mil m² e uma altitude superior a 100 m.
Com sua forma circular, a Reserva Ecológica Municipal Morro
do Itapenambi, assim como a do Morro da Gamela, fica em
meio a três das mais importantes avenidas da Zona Norte de Vitória:
a César Hilal, a Leitão da Silva e a Nossa Senhora da Penha. Destino
traçado ainda no século passado, quando o sanitarista carioca Saturnino
de Brito foi chamado para desenhar o Novo Arrabalde em meio aos
morros e alagadiços da região norte de Vitória.
A condição de ilhadas pela urbanização faz dessas reservas algo
mais que unidades de preservação do meio ambiente: confere-lhes
o papel de relíquias de uma paisagem da qual sobreviveu somente
o que está nas alturas.
Confira os dados técnicos da Reserva Ecológica
Municipal Morro do Itapenambi
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