Gerência de Educação Ambiental

CENTROS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A partir da aprovação do Plano de Ação em Educação Ambiental, em dezembro de 1998, o Departamento de Educação Ambiental, iniciou a implantação dos Centros de Educação Ambiental, sediados nos Parques Municipais de Vitória, a fim de que pudessem funcionar como base para otimização dos planos de gestão a serem desenvolvidos junto aos públicos alvo de suas áreas de influência, nas regiões onde se situam.

Os CEA’s têm por responsabilidade a elaboração e execução, em conjunto com representações de cada Parque, dos projetos a serem desenvolvidos junto às comunidades e escolas do seu entorno, além do público visitante. Tais projetos são elaborados em conformidade com as diretrizes da Política de Educação Ambiental, buscando ter em suas ações o caráter processual e a capacidade de atendimento às demandas pontuais em suas regiões de influência.

O trabalho de Educação Ambiental nos Parques da Cidade está presente em todas as etapas de sua implantação, sempre iniciando antes da inauguração dos mesmos. Isto vem ocorrendo antes mesmo da concepção dos CEA’s, pois em 1995 iniciou-se o trabalho com a comunidade do entorno do Parque Horto de Maruípe, a fim de prepará-los para receberem o Parque, inaugurado em outubro de 1995. Na ocasião muitos não acreditaram que a municipalidade seria bem sucedida, mas passados 9 anos, o Parque continua sendo um exemplo de eficiência administrativa, sendo um dos mais belos da Cidade. As atividades de Educação Ambiental que continuam sendo desenvolvidas desde então, ganharam um novo espaço físico (Centro de Educação Ambiental), em janeiro de 2002, doado pelo Unibanco Ecologia. Desde 1998 os visitantes são recebidos pelo grupo de guias adolescentes, os “Amigos do Parque”.

Em 1996 o Parque Gruta da Onça foi reformado, reinaugurado e as comunidades do entorno e visitantes passaram a contar com um trabalho de Educação Ambiental, com enfoque na conservação da remanescente Mata Atlântica, na área do Parque. Do inicio até hoje, vários projetos socioambientais foram desenvolvidos junto às comunidades do entorno (Forte São João e Romão), dentre os quais se destaca o Projeto Abraço Verde que vem sendo realizado atualmente em parceria com a Cesan, Projeto Terra, Unidade de Saúde do Forte São João, Instituto Criação e lideranças locais.

Em 1998 com a concepção dos CEA’s as ações de Educação Ambiental nesses dois parques, passaram a ser conduzidas pelas diretrizes do Plano de Ação de Educação Ambiental.

Ainda em 1998 o CEA do Parque Moscoso e o CEA do Parque Pedra da Cebola começaram a funcionar, sendo que o CEA do Parque Moscoso dá um enfoque aos aspectos históricos da Cidade e desenvolve atividades de cunho artístico, ambiental e cultural. O público alvo do trabalho educativo, foi se modificando ao longo do tempo, em função do público freqüentador do Parque, no início eram meninos de rua e prostitutas, hoje são idosos, famílias e comerciários da região.

Já o CEA do Parque Pedra da Cebola, local de vários eventos de cunho ambiental, nos quais se destaca a Feira do Verde, recebe muitos visitantes e escolares durante todo o ano, que são recepcionados pelos técnicos de Educação Ambiental, que além da visita monitorada, realizam também palestras, oficinas, campanhas e eventos educativos, não só junto aos visitantes, mas principalmente, para escolas e comunidade do entorno do Parque.

Em janeiro de 2000 foi inaugurado o Parque e o CEA Baía Noroeste, hoje chamado “Dom Luís Gonzaga Fernandes”. Os projetos de Educação Ambiental deste CEA visam provocar uma reflexão e mudança de hábitos dos cidadãos, no que tange às questões ambientais, especialmente as locais com enfoque na preservação do ecossistema manguezal, que ocupa a maior parte da área do parque e margeia os bairros do entorno.

Em fevereiro de 2000, o CEA do Parque de Tabuazeiro começou seu trabalho educativo voltado às Plantas Medicinais, visto que o parque possui um viveiro de plantas medicinais, que doam mudas para escolas e comunidades que pretendem implantar hortas de plantas medicinais e doa fitomassa para a comunidade local, realizando um trabalho educativo, resgatando a cultura do uso de chás e xaropes caseiros aliado a informações sobre a importância e riscos do uso de medicamentos naturais, sem orientações médicas.

O Parque Estadual da Fonte Grande, que está sob a responsabilidade do município foi inaugurado em junho de 2001. O CEA deste parque tem como destaque o Projeto de Interpretação Ambiental, onde através do vídeo do parque e das trilhas interpretativas, o público visitante é levado a refletir sobre a importância da preservação da Mata Atlântica, observando a riqueza da fauna e da flora deste ecossistema, além de permitir um contato direto dos visitantes com o ambiente natural, fazendo com que se percebam parte integrante deste.

O CEA do Parque Pe Alfonso Pastore (Mata da Praia) iniciou suas atividades em fevereiro de 2002, com vistas a ser referência para atender as crescentes demandas ambientais em seu entorno. Para tal, desenvolve campanhas e eventos educativos, em conjunto com outras organizações, como associações de moradores, entidades religiosas e empresas e, sobretudo busca ser o organizador de uma rede de relações que integre as pessoas ao meio em que vivem.

Em junho de 2002 foi inaugurado o Parque e o CEA de Barreiros, que desde então vem realizando ações educativas com visitantes e com as escolas e comunidade do entorno, em parceria com o Projeto Terra, visando resgatar a cidadania das comunidades carentes, trabalhando em prol da melhoria da qualidade de vida destas comunidades e da qualidade ambiental da região.
Em suma, cada CEA tem sua própria identidade, de acordo com a região e a comunidade onde está inserida, porém todos eles têm a mesma missão, a de ser pólo irradiador de uma compreensão integrada do Meio Ambiente em suas múltiplas relações, envolvendo aspectos ecológicos, políticos, econômicos, socioambientais, históricos, culturais e éticos essenciais a vida cidadã plena.

O Parque Fazendinha é um parque temático, voltado para a idéia de um espaço rural, lúdico, educativo, de lazer e contemplação, de forma integrada, através das formas, das cores dos materiais, do paisagismo e da arquitetura.

Os visitantes têm contato com animais domésticos, vaquinhas, pôneis, coelhos, porquinhos-da-índia, e uma infinidade de aves domésticas (galinhas, marrecos, patos e gansos), que estarão cacarejando por todo o terreirão. Ao meio de arvores frutíferas, tais como mangueiras, acerolas, jabuticabeiros, jambeiros, coqueiros, cajueiros, gravioleiros, estão os viveiros dos pássaros, coelhos e uma baia com pôneis, vaquinha e cavalos. Os caminhos tortuosos do interior da Fazendinha levam a um ambiente bucólico, onde sempre estarão acompanhados do canto do João-de-barro, Bem-te-vis e o piar das Viuvinhas, sob as sombras das árvores frutíferas e as alamedas dos coqueiros.

Um dos maiores atrativos e a sensação de liberdade e o ambiente da vida rural, em plena região metropolitana.

O CEA – Fazendinha possui educadores ambientais que desenvolvem atividades de sensibilização e conscientização sobre as questões ambientais. Está previsto para o público visitante, tanto escolar como comunitário um roteiro para explicar o hábito de vida de toda biodiversidade do parque.

A idéia da Fazendinha é apresentar as crianças uma noção da vida do campo, através do convívio com os animais domésticos, a sua vegetação voltada para a idéia de um espaço rural, lúdico, educativo, de lazer e contemplação.
Os visitantes podem usar também as sombras das árvores, podem meditar fazer a leitura predileta, ou caminhar nas alamedas apreciando a paisagem e os animais em seu habitat.

O Parque Mulembá-Conquista situa-se na Área de Proteção Ambiental do Maciço Central. O CEA tem um importante papel de formação dos cidadãos dessa localidade por ser o único equipamento público instalado na comunidade. O objetivo é o uso cultural, científico e educativo, tendo como tema a preservação da Mata Atlântica e o lazer contemplativo do Manguezal de Vitória.

PROJETO DOMINGO NOS PARQUES

Considerando a necessidade de resgatar crianças e adolescentes em situação de risco social nas ruas, e a importância de maior envolvimento da comunidade e visitantes nos Parques de Vitória aos domingos, surge a demanda de elaborar uma programação com enfoque sócio-ambiental a fim de promover a integração por meio de atividades culturais, lúdicas e educativo-ambientais. Tem como objetivo: resgatar antigos hábitos familiares, que em parte foram perdidos com o tempo, de freqüentar os parques públicos de Vitória, desenvolver maior responsabilidade acerca da conservação e preservação do Patrimônio Público, Despertar no público o interesse pelas questões ambientais; Proporcionar à comunidade local alternativas de geração de renda; Identificar e valorizar os talentos locais; Envolver a comunidade de forma participativa no exercício da cidadania; Aproximar o poder público e comunidade; Oferecer à “sociedade de carência” atividades de lazer e convivência em um ambiente saudável; Reduzir das ruas o número de crianças e adolescentes em situação de risco social; Integrar as comunidades do entorno do parque e Promover a cultura da paz.

O Projeto tem como público alvo comunidades do entorno dos parques e visitantes.

São desenvolvidas atividades como: oficinas de arte ambiental, oficinas de leitura, Escola Aberta, envolvimento dos CAJUNS, oficinas de HIP-HOP, Conselho Tutelar Itinerante, oficina de Grafite, saúde bucal, palestras educativas, peças teatrais, concertos, campanhas de saúde, orientação ao exercício, exposições de artes plásticas, feirinhas de artesanato, oficinas de dança, apresentações culturais de grupos locais e outros, leitura de histórias, gincanas, concursos, desfiles, piqueniques, etc.

Cada secretaria envolvida contribui para a realização das atividades de acordo com sua área de atuação, projetos já desenvolvidos, e recursos próprios disponíveis.

Contamos ainda com voluntários, estagiários, educadores ambientais e pessoas contratadas pelas secretarias especialmente para esse projeto.

São realizadas reuniões com as lideranças comunitárias que atuam como parceiros em momentos de avaliação e sugestão de ações.

Após a realização da 1ª etapa, no Parque Mangue Seco, por seis meses, o evento acontecerá em outros Parques, no 1º domingo de cada mês, durante dois meses.

PROJETO PRAIA LIMPA

A Prefeitura de Vitória preocupada em desenvolver ações de recuperação e de preservação desses ambientes elaborou o Programa Tratamento 100% de Esgoto no qual a Semmam participa com a “Campanha Praia Limpa”, através da Gerência de Educação Ambiental - GEA, envolvendo diversos segmentos da sociedade por meio de ações sócio-ambientais e atividades lúdico-educativas com os freqüentadores das praias e com os estudantes das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEF’s) e dos Centros Municipais de Ensino Infantil (CMEI’s) do município. A campanha é realizada em duas etapas, nos meses de janeiro e julho. Tem como objetivo sensibilizar a população e os freqüentadores das praias de Vitória sobre a importância da preservação e conservação do ecossistema litorâneo, por meio de atividades de mobilização da população e o público alvo deste projeto, com ações informativas e educativas, garantindo a manutenção do ambiente limpo e saudável; sensibilizar com relação a importância da preservação do meio ambiente; abordar a necessidade de conservar as praias limpas; Sensibilizar sobre os danos resultantes da poluição do lixo na praia; desenvolver atividades lúdico-educativas que contribuam para a Educação Ambiental e informar sobre a balneabilidade das praias.

O Projeto tem com público alvo moradores da Grande Vitória, usuários das praias, pescadores, esportistas, turistas, ambulantes, comerciantes e motoristas que freqüentam a região litorânea de Vitória, além dos estudantes das EMEF’s e CMEI’s do município.

No período que antecede à campanha, são realizadas ações preparatórias: reunião com Quiosqueiros, reunião com Associação de Moradores, capacitação da equipe envolvida, técnicos da SEMMAM (Secretaria de Meio Ambiente e equipe de varrição da SEMSE (Secretaria Municipal de Serviço).

A abertura da campanha conta com a presença de autoridades e equipe envolvida. São realizadas diversas atividades lúdico-educativas: teatro de fantoche, apresentações culturais, oficinas de reaproveitamento de materiais com tema Marinho, gincanas ecológicas, bonecos gigantes, pescaria ecológica, etc. As pessoas que participam das atividades ganham cartilhas educativas com o tema da campanha que passaram a ser produzidas a partir do ano de 2006.

Também é realizada uma abordagem aos freqüentadores da praia para distribuição do boletim de balneabilidade semanal e disponibilização de sacolas de lixo para os banhistas interessados.

Nas praias de Camburi, Curva da Jurema e Ilhado Boi são instalados ecopontos (tendas personalizadas) onde fica a equipe de trabalho e são realizadas as atividades educativas.

PROJETO PARQUESCOLA

A Gerência de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) e seus parceiros, Secretaria Municipal de Educação (Seme) e Corpus Saneamento e Obras Ltda (Corpus) desenvolvem em conjunto o Projeto de Educação Ambiental denominado “Parquescola”.

Com o propósito e o empenho de vencer o tradicionalismo, o reducionismo e a linearidade de uma Educação Ambiental que se orienta apenas nas raízes dos problemas ambientais, numa dimensão ecológica, sem compreender as relações de causa e consequência presentes na atual crise civilizatória, a proposta desse projeto está apoiada idéia da complexidade, que nos leve a pensar em ações coletivas capazes de promover mudanças concretas integrando diferentes segmentos da sociedade.

Para desenvolver as ações educativas formais e não formais propostas pelos Centros de Educação Ambiental, o projeto Parquescola envolve escolas da rede municipal de ensino de Vitória e suas comunidades adjacentes, potencializando atividades que promovam a sensibilização, produção de conhecimento e ação em torno das questões sócio-ambientais locais.

De acordo com os temas desenvolvidos na sala de aula, os participantes do projeto realizam visitas monitoradas aos parques da cidade, vivenciam oficinas educativas, cursos de formação e acompanhamento técnico, os projetos escolares surgem no contexto de ensino-aprendizagem de cada unidade de ensino e contam com a participação do público diretamente envolvido
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PROJETO MANGUEANDO NA EDUCAÇÃO

O projeto institucional “Vitória Manguezal” envolve três gerências da Secretaria de Meio Ambiente de Vitória, que são a Gerência de Educação Ambiental – GEA, Gerência de Fiscalização – GF e Gerência de Controle e Monitoramento – GCM.

A GEA, faz parte do projeto “Vitória Manguezal”, através do subprojeto “Mangueando na Educação”, realizando várias atividades socioambientais e lúdico-educativas, que envolvem escolas e comunidades do município de Vitória.

As atividades são realizadas durante todo o ano e são potencializadas antes do início das semanas das andadas do caranguejo (reprodução), nos meses de janeiro a abril, facilitando assim o trabalho da Gerência de Fiscalização, já que a população já estará ciente das datas de proibição da cata do crustáceo; além dos meses de outubro e novembro, onde ocorre a as atividades do defeso do caranguejo (troca de carapaça).

As atividades realizadas pela GEA são as seguintes:

  • Curso de formação de professores, estudantes e comunidades através de reuniões, mini-cursos e seminários relacionados ao tema, esclarecendo as dúvidas, para que possam realizar um trabalho mais eficaz;

  • Capacitação de seus educadores ambientais através de reuniões e mini-cursos relacionados ao tema, esclarecendo as dúvidas, para que possam realizar um trabalho mais eficaz;

  • Reunião com catadores de caranguejo, para que seja feita a análise das atividades e sugestões, promovendo a integração do poder público e da sociedade, através de um planejamento participativo;

  • Reunião com lideranças dos bairros do entorno, para buscar parceria no trabalho de Educação Ambiental e Fiscalização nessas regiões;

  • Sensibilização nas escolas municipais e particulares, localizadas no entorno do Manguezal do município de Vitória, com o objetivo de integrar e conscientizar a comunidade escolar quanto à importância da preservação e respeito ao ecossistema Manguezal;

  • Abordagens educativas em pontos estratégicos, como Mercado da Vila Rubim e Colônia de Pescadores da Praia do Suá, realizando a divulgação e importância do período da andada e defeso, através da distribuição de informativos relacionados ao tema;

  • Abordagens residenciais aos moradores das regiões do entorno do Manguezal, através de distribuição de informativos sobre o tema;

  • Abordagem a bares e restaurantes que comercializam frutos do mar, com objetivo de sensibilizar seus freqüentadores, através de informações, esclarecimento de dúvidas, além da distribuição de folders educativos sobre tema Manguezal.
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