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Adelpho Poli Monjardim
História da biblioteca
Projetos arquitetônicos

Conceito

Um acervo de 100.000 títulos destinado a consulta e empréstimo, biblioteca infantil, espaço para exposições, salas para oficinas, acesso às bases digitais de conhecimento não disponíveis na Internet  e espaços multimídia. Essa é a nova Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim, que ocupará uma área de aproximadamente 14.000 m², na avenida Princesa Isabel, 478, Centro. O projeto foi apresentado pela Prefeitura de Vitória no dia 05 de novembro de 2007, Dia da Cultura e da Ciência, a lideranças comunitárias, autoridades e representantes das áreas cultural e educacional.

“A biblioteca deixa de ser um simples local de armazenagem de livros e passa a ser ponto de encontro, um pólo difusor de informação e cultura, permitindo também o acesso ao conhecimento registrado em suportes digitais e com a utilização de recursos multimídia”, explica o secretário municipal de Desenvolvimento da Cidade, Kleber Frizzera. Essa concepção coaduna-se com as diretrizes do Plano Nacional do Livro e Leitura, lançado em dezembro de 2006 pelo Governo Federal. Segundo o PNLL, as políticas públicas para a valorização do livro e incentivo à leitura devem considerar não apenas a dimensão educacional, mas também a da cultura, vista como direito do cidadão.

Para a instalação da biblioteca, foi realizada uma desapropriação amigável da área, pertencente à Dadalto S.A., no valor de R$ 14 milhões. Outros R$ 7,2 milhões deverão ser empregados em reforma e adaptação do prédio; compra de móveis, equipamentos e softwares; e aquisição do acervo, nos suportes impresso (livro) e digital. Segundo Frizzera, o projeto deverá ser implantado em etapas e a primeira delas deverá estar concluída no primeiro semestre de 2008. Implantado o projeto em sua totalidade, a expectativa é que por lá circulem 2.000 pessoas, diariamente. “Com o projeto, Vitória se equipará, em termos de acervo, tecnologia e área disponível a importantes bibliotecas do país”, afirma o prefeito João Coser.

Segundo o prefeito, “a biblioteca será a porta local de acesso ao conhecimento” e, nesse sentido, “uma contribuição importante para reduzir os índices de exclusão social”. Levantamento do IBGE, divulgado no site do Ministério da Cultura, aponta de 93,4% dos brasileiros jamais freqüentaram alguma exposição de arte. Quanto à leitura, 73% dos livros estão concentrados nas mãos de 16% da população. O índice de leitura é baixo: 1,8 livro per capita/ano, contra 2,4 na Colômbia e 7 na França. Um dos motivos apontados é o preço: em média, um exemplar de livro de leitura corrente custa R$ 25,00, o equivalente a 6,6% do salário mínimo.

Revitalização

O prefeito destaca a importância do projeto para a revitalização da área central de Vitória. “A biblioteca soma-se a outras iniciativas da Prefeitura no Centro, como a requalificação urbana, a restauração dos prédios históricos, o incentivo à atividade econômica, com a redução do ISS, e a implantação do Morar no Centro, projeto de moradia popular”, acentua.

Sob a perspectiva cultural, a biblioteca será um elemento polarizador de pessoas, articulado aos outros equipamentos instalados no Centro. A região conta com a Escola de Arte e Dança Fafi, o Teatro Carlos Gomes, a Casa Porto das Artes Plásticas, a Estação Porto e o Museu de Artes Plásticas do Espírito Santo. Para o Centro também estão previstas a implantação do Centro Cultural do Sesc, do Museu dos Esportes no antigo clube Saldanha da Gama e de um centro de produção e difusão audiovisual no Mercado da Capixaba. 

Espaço de convergência

Também pela ótica da agregação, o projeto da biblioteca foi elaborado com vistas a se utilizar o espaço para a convergência das diversas ações socioculturais desenvolvidas pela Prefeitura. “Como proposta, por exemplo, temos a realização de visitas programadas à biblioteca e a exibição de vídeos para alunos do sistema municipal e adolescentes, jovens e idosos atendidos por programas sociais da Prefeitura”, cita o secretário Kleber Frizzera. Existe também a idéia de capacitar agentes culturais em arte e tecnologias digitais, visando à geração de emprego e renda.

“O espaço tem a vocação para ser um centro de educação continuada”, afirma Frizzera, acentuando que a educação extravasa as fronteiras da escola e a biblioteca torna-se, nesse sentido, um equipamento complementar ao processo formativo e informativo dos alunos.

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