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6º Festival premia 6 dos 12 concorrentes

Márcia Brito

A premiação do 6º Festival Nacional de Monólogos - Prêmio Cidade de Vitória mostrou o equilíbrio entre os concorrentes que se apresentaram durante o festival capixaba que terminou na noite de domingo, dia 19 de outubro. Dos doze participantes, seis espetáculos receberam prêmios, mostrando o alto nível das peças encenadas. O espetáculo mineiro Olympia, de teatro, recebeu o maior número de estatuetas, três ao todo, de melhor figurino, prêmio destaque Fafi/IACC, e melhor espetáculo do júri popular. Mas os espetáculos O Coração Delator (SC); Micro-revolução de um ser Gritante (SP); Espera (BA); e De que são feitos os Braços (MG) receberam dois prêmios cada, além de Verdadeiro ou Falso (DF), que levou um prêmio (veja lista abaixo).

A realização do Festival é da Secretaria de Cultura de Vitória, do Instituto de Arte e Cultura Capixaba (IACC) e Escola de Teatro e Dança Fafi, com apoio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado, Rede Gazeta e Maely.

Os vencedores do 6º Festival Nacional de Monólogos

- Melhor Espetáculo de teatro
Nome do Espetáculo: Micro-revolução de um ser Gritante
Intérprete: Silvana Abreu
Estado de Origem: São Paulo

- Melhor Espetáculo de dança
Nome do Espetáculo:
Espera
Intérprete:
Karin Virginia Girão Rodrigues
Estado de Origem: Bahia

Nome do Espetáculo: De que são feitos os Braços
Intérprete: Rodrigo Gomes da Silva
Estado de Origem:
Minas Gerais

- Melhor Direção - teatro
Nome do Espetáculo: O Coração Delator
Diretor: Jefferson Bittencourt
Estado de Origem: Santa Catarina

- Melhor Coreografia
Nome do Espetáculo: De que são Feitos os Braços
Coreografiia: Rodrigo Quik
Estado de Origem: Minas Gerais

- Melhore Intérprete - teatro
Nome do Espetáculo: Micro-revolução de um ser Gritante
Intérprete: Silvana Abreu
Estado de Origem: São Paulo

- Melhor Intérprete - dança
Nome do Espetáculo: Espera
Intérprete:
Karin Virginia Girão Rodrigues
Estado de Origem: Bahia

- Melhor Figurino
Nome do Espetáculo: Olympia
Figurinista: Márcia Torquato
Estado de Origem: Minas Gerais

- Melhor Iluminação
Nome do Espetáculo: O Coração Delator
Iluminador: Jefferson Bittencourt
Estado de Origem: Santa Catarina

- Melhor Cenário
Nome do Espetáculo: Verdadeiro ou Falso
Cenário: Marcela Holanda e Rachel Mendes
Estado de Origem: Distrito Federal

- Melhor Espetáculo no Júri Popular
Nome do Espetáculo: Olympia
Intérprete: Ângela Mourão
Estado de Origem: Minas Gerais

- Prêmio Destaque Fafi/IACC
Nome do Espetáculo: Olympia
Intérprete: Ângela Mourão
Estado de Origem: Minas Gerais

A atriz Silvana Abreu, de Micro-revolução de um ser Gritante, ressaltou o incentivo que foi a premiação para que continue na luta, acreditando no teatro. Ressaltou também que gostou de estar em Vitória porque conheceu pessoas especiais e brilhantes, "batalhadores do teatro". E agradeceu a Denise Stoklos pelo incentivo. "Valeu Vitória!", gritou ela, ao receber os prêmios.

A atriz de Olympia, Angela Mourão, afirmou que um dos melhores prêmios que pôde receber foi o de júri popular, que dividiu com o público presente ao Teatro Carlos Gomes. "O teatro é uma oportunidade de contar histórias. No balaio de Olympia, não vai caber tanto troféu", brincou a atriz, que recebeu três estatuetas.

O diretor Jefferson Bittencourt, de O Coração Delator, de Santa Catarina, ofereceu seus prêmios à esposa; e Rodrigo Quik, de De que são Feitos os Braços, disse que, como se fala em Minas Gerais, "Um é bom! Dois é bom demais!", ao receber os prêmios de melhor coreografia e melhor espetáculo - dança.

Vitória

O Festival, neste ano de 2003, registrou a participação de cerca de 3 mil pessoas pessoas participando de todo o evento, incluindo as apresentações no Teatro Carlos Gomes e as oficinas na Escola de Teatro e Dança Fafi. Nos anos anteriores, o número foi de, em média, 2.500 pessoas.

A secretária municipal de Cultura, Luciana Vellozo Santos, também lembrou a importância do evento como a mola-mestra de troca de opiniões e de ensinamentos entre os participantes e como verdadeira aula de aprimoramento para os alunos da Fafi. "A tendência é o Festival melhorar e crescer cada vez mais", afirmou.

Participação

O Festival, aberto à participação de espetáculos de teatro e dança de todo o Brasil, recebeu inscrições do Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A comissão de pré-seleção de dança foi formada por Bianca Corteletti - bailarina e diretora artística e Gil Mendes - coreógrafo e professor. Da de teatro participaram Collete Dantas - atriz e cenógrafa; Fernando Marques - ator, diretor e dramaturgo; e Renato Saudino - diretor de teatro. O júri oficial será formado por Inês Bogéa, crítica de dança da Folha de S. Paulo, coordenadora do Grupo de Estudos no Centro de Estudos Maria Antônia USP; Carla van den Bergen, bailarina e coreógrafa; Jackson Antunes, ator e diretor; Andréa Penna, jornalista; Maurício Silva, diretor de produção e cenógrafo profissional.

Realização

O Festival vem sendo realizado desde 1998 pela Prefeitura de Vitória, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura. A idéia de realizar em Vitória um Festival de Monólogos nasceu há quatro anos, da cabeça do diretor Marcel Cordeiro. Depois, foram meses de trabalho da Semc para materializar o sonho na primeira edição do festival, em 1998.

De lá para cá, o festival só foi tomando corpo e ocupando o seu espaço no cenário do teatro brasileiro. Ano após ano, mais Estados estão representados entre os concorrentes, e melhor fica o encontro. os participantes ressaltam a importãncia do intercâmbio e de conhecer a Escola de Teatro e Dança Fafi.

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