Festival de Monólogos premia 3 espetáculos

Márcia Brito

Myra Gonçalves
O ator Luiz Henrique Palese em cena

O grande vencedor do IV Festival Nacional de Monólogos - Prêmio Cidade de Vitória foi a comédia dramática Como Vivem os Mortos, dirigida e interpretada por Luiz Henrique Palese, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, que recebeu os prêmios de Melhor Intérprete, Melhor Diretor, Melhor Espetáculo e Melhor Espetáculo do Júri Popular. O monólogo Noite Adentro, drama que teve como intérprete Sandra Knoll, de Itajaí, Santa Catarina, levou os prêmios de Melhor Cenário e Melhor Iluminação. O drama capixaba Emily, de Cachoeiro de Itapemirim, levou o prêmio de Melhor Figurino, para Wellington Lugon.

O Melhor Espetáculo recebeu R$ 700,00. Melhor Direção, Melhor Intérprete, Melhor Figurino, Melhor Iluminação e Melhor Cenário ganharam troféu. A Prefeitura também forneceu aos participantes uma ajuda de custo de R$ 500,00.

A premiação foi realizada no Cine Metrópolis, situado na Universidade Federal do Espírito Santo. O final da festa foi marcado pelo show da cantora Marcela Lobo. Uma outra premiação especial foi o Troféu Escola de Teatro e Dança Fafi, também oferecido à peça Como Vivem os Mortos, segundo o julgamento dos alunos formados do curso de Qualificação Profissional da escola e também a turma do 1º ano.

Foi prestada uma homenagem, pelo prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas e pela então secretária municipal de Cultura, Cláudia Cabral, a Afonso Abreu, músico há mais de 40 anos, ex-integrante do Grupo os Mamíferos e secretário executivo da Lei Rubem Braga por oito anos.

Divulgação
O Melhor Figurino foi para Emily
O evento reuniu cerca de duas mil pessoas durante os quatro dias do Festival, no Cineteatro Glória, o que mostrou a ansiedade do público em conhecer a variada mostra do que de melhor se produz País afora. Participaram concorrentes do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais.

"O Festival de Monólogos já se consolidou como um evento nacional, já que teve recorde de inscrições - 46 ao todo - e faz parte do calendário oficial de Vitória, reunindo um público que acredita que estamos seguindo o rumo certo ao promovê-lo", afirmou Cláudia Cabral.

Os vencedores
Melhor Intérprete: LUIZ HENRIQUE PALESE, de Como vivem os mortos;

Melhor Direção: LUIZ HENRIQUE PALESE, de Como vivem os mortos

Melhor Cenário: DANIEL OLIVETTO e VALÉRIA DE OLIVEIRA, de Noite adentro;

Melhor Iluminação: DANIEL OLIVETTO, de Noite adentro;

Melhor Figurino: WELLINGTON LUGON, de Emily;

Melhor Espetáculo: COMO VIVEM OS MORTOS

Melhor Espetáculo do Júri Popular: COMO VIVEM OS MORTOS


Júri

O júri oficial foi formado por Biza Vianna, Cássio Scapin, Márcio Meirelles, Erlon Paschoal e Julia Duarte. Erlon José Paschoal é diretor de teatro, dramaturgo e tradutor. Já dirigiu textos de Brecht, Garcia Lorca, Nelson Rodrigues, Georg Büchner, Lauro Cesar Muniz, Nicolai Gogol e Lima Barreto.

Paralelamente ao teatro, estudou Letras na USP, em São Paulo, e já traduziu para o português diversos autores alemães, entre eles, Goethe, Kafka e Brecht. Autor de Oficina Teatral - Um Processo de Trabalho; O Mendigo e o Caçador e Outras Peças, coletânea de cinco textos teatrais e Espelho da Alma, coletânea de contos. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura e Coordenador de Teatro da Escola de Teatro e Dança Fafi. Há 5 anos compõe a equipe de realização do Vitória Cine Vídeo.

Júlia Duarte é atriz, dramaturga, poeta, roteirista e produtora de vídeo. Atualmente é autora de três espetáculos capixabas Coisas de casal, Academia Dois e Amores. Também escreveu um dos grandes sucessos de público e crítica, o espetáculo Academia de Ilusões. Fez diversos cursos de roteiro, interpretação e direção em teatro, vídeo, cinema e TV, estudando com grandes nomes como Tizuka Yamasaki, Humberto Solás (Cuba), Tonio Carvalho e Wolf Maya. Atualmente é membro da Associação de Documentarista e Curta-Metragistas do Espírito Santo e da Associação de Produtores de Teatro do Espírito Santo.

Os espectadores foram convidados a votar para a escolha do Melhor Espetáculo, sempre após a apresentação de cada espetáculo, em cédula depositada em urna no hall do Teatro Glória. As urnas foram recolhidas diariamente.

Durante o Festival, também ocorreram oficinas voltadas para o público da área de teatro e dança, levando cerca de 85 pessoas à Escola de Teatro e Dança Fafi.

História

O Festival acontece desde 1998, e é uma realização da Prefeitura de Vitória, por intermédio da Semc. A idéia de realizar em Vitória um Festival de Monólogos nasceu há quatro anos, da cabeça do diretor Marcel Cordeiro.

Depois, foram meses de trabalho da Semc para materializar o sonho na primeira edição do festival, em 1998. De lá para cá, o festival só foi tomando corpo e ocupando o seu espaço no cenário do teatro brasileiro.

"Ano após ano, mais Estados estão representados entre os concorrentes, e melhor fica o encontro", concluiu Cláudia Cabral.

 


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