"Amor" vence em 2000

Márcia Brito

Divulgação

Marta Baião: cinco estatuetas

O monólogo paulista "Amor" foi o grande premiado do III Festival de Monólogos, em 2000, no Teatro Carlos Gomes. A abertura contou com um show de jazz do Afonso Abreu Acústico Trio. Em seguida foi feita uma homenagem ao ator
e teatrólogo Paulo DePaula, com mais de 50 anos de experiência de palco. Emocionado, DePaula agradeceu e afirmou que torce para que o Festival de Monólogos encontre o seu lugar no calendário de artes cênicas do Brasil.

O júri oficial foi formado pelo roteirista Alcione Araújo (ganhador de um Kikito no Festival de Gramado pelo roteiro de Nunca Fomos Tão Felizes), o diretor Marcus Alvisi (dirigiu Diogo Vilela em Diário de um Louco, que ganhou o prêmio Shell de Melhor Espetáculo), Wanda Stefânia (professora de interpretação, dirigida por Antônio Abujamra em As Cadeiras), além da professora de teatro da Fafi, Margareth Galvão, e do ex-diretor do Teatro Carlos Gomes Maurício Silva. As peças vencedoras agradaram tanto à platéia quanto aos jurados oficiais.

Conheça os vencedores: Melhor Espetáculo: "Amor"; Melhor Intérprete: Luiz Arthur (de "A Morte de D.J. em Paris"); Melhor Diretor: "Amor"; Melhor Cenário:"Amor"; Melhor Iluminação: "Amor"; Melhor Figurino: "A Morte de D.J. em Paris", Melhor Espetáculo (Júri Popular): "Amor".

Uma outra premiação especial foi o Troféu Escola de Teatro e Dança Fafi, premiando o melhor espetáculo segundo o julgamento dos alunos formados do curso de Qualificação Profissional da escola e também a turma do primeiro ano. Quem recebeu este prêmio foi a peça "A Morte de D.J. em Paris".

Ficha dos jurados

Alcione Araújo é autor de romances, roteiros de cinema, nvelas e peças de teatro. No cinema, Alcione já ganhou um Kikito no Festival de Gramado e um Candango no Festival de Cinema de Brasília, pelo roteiro de Nunca fomos tão Felizes. Também já venceu em Moliére, em 1984, pela peça Muitos Anos de Vida.

Marcus Alvisi é graduado em direção teatral pela Uni-Rio e traz em seu currículo diversos espetáculos de sucesso, como Boom, com Jorge fernando e 5 Vezes Comédia, atualmente em cartaz. Por seu trabalho dirigindo Diogo Vilela no espetáculo Diário de um Louco, recebeu, em 1998, o prêmio Shell de Melhor Espetáculo, e os prêmios Sharp de Melhor Espetáculo e Melhor Direção.

Margareth Galvão é atriz, dramaturga e professora de Teatro da Escola de Teatro e Dança Fafi. Dentre as várias atuações em teatro e cinema, incluindo a participação no premiado Lamarca, vale destacar os espetáculos prêmio Sated/94-95, de melhor atriz no espetáculos e o prêmio Marlin Azul/97, de atriz de maior destaque do cinema capixaba.

Maurício Silva foi diretor do Teatro Carlos Gomes e Diretor do Departamento Estadual de Cultura (hoje Secretaria Estadual de Cultura). Participou de oficinas de Cenografia no Festival de Teatro de Salvador, e de cursos de Cenografia, Figurino e Interpretação, no Teatro Estúdio - FC/ES. Participou de várias apresentações teatrais em Vitória e no interior do estado.

Wanda Stefânia é atriz e professora de interpretação. Já atuou em várias peças de teatro como O Diário Íntimo de Adão e Eva, com direção de Augusto Francisco e As Cadeiras, com direção de Antônio Abujamra. Também participou em diversas novelas como Rosa dos Ventos, na TV Tupi, e Amor com Amor se Paga, da TV Globo e mais recentemente participou da novela Brida, na TV Manchete.

 

Os espetáculos vencedores

Amor

Ficha Técnica

Diretor: Conceição Acioli

Ator: Marta Baião

Autor: Clarice Lispector (com adapatação de Conceição Acioli e Marta Baião)

Figurino: Marta Baião

Sonoplastia: Flavio Aguillar

Iluminação: Décio Filho

Cenário: M. Gallas e Marta Baião

Local: São Paulo, SP

Telefone para contato: (0**11) 285 0472 / 9913 7388

Baseado num conto de Clarice Lispector, o espetáculo narra a história de uma dona de casa que descobre a visão ao encontrar um cego mascando chicletes, " com os olhos bem abertos, sem sofrimento". Amor é uma viagem à alma clariciana: feminina, ambivalente e pulsante, onde a vida e a morte, o sim e o não, a poesia e a dor se confrontam, sem no entanto, apontar vencedores ou vencidos.

A Morte de D.J. em Paris

Ficha Técnica

Diretor: Walmir José

Ator: Luiz Arthur

Autor: Roberto Drummond (com adaptação de Luiz Arthur e Walmir José)

Figurino: Cynthia Paulino

Sonoplastia: Claudio Castanheira

Iluminação: Walmir José

Cenário: Felício Alves, Luiz Arthur e Walmir José

Local: Belo Horizonte, MG

Telefone para contato: (0**31) 9956 9446

Adaptado do texto homônimo de Roberto Drummond, o espetáculo conta a história da suposta morte de um professor de francês em Paris.

 

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