Livros

A Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Vitória promove a publicação de obras voltadas para a valorização da identidade cultural do município e o registro de seus aspectos históricos e folclóricos.

Desde 1993, foram publicados vários títulos com tiragem média de 1.500 exemplares. Os livros estão divididos nas coleções Escritos de Vitória, Memória Viva, Roberto Almada, Elmo Elton e José Costa, além de outros títulos publicados fora de coleção. Os exemplares podem ser encontrados na Biblioteca Municipal Adelpho Poli Monjardim.


Coleção Roberto Almada A coleção reúne 11 autores, cada livro contendo antologia, biografia, cronologia da obra, estudo crítico e, nos livros dedicados a autores vivos, pequena entrevista. Depois de Roberto Almada seguiram Fernando Tatagiba, Amylton de Almeida, Adilson Vilaça, Bernadette Lyra, Luiz Guilherme Santos Neves, Miguel Marvilla, Reinaldo Santos Neves, Renato Pacheco, Sérgio Blank e Valdo Motta.

Nomes pra Viagem: Renato Pacheco: vida e obra
Este livro tem seleção, notícia biográfica e estudo crítico por Andréia Delmaschio

Porque e por quê: Blank, Sérgio Luiz: Sérgio Blank: vida e obra
O livro tem seleção, notícia biográfica e estudo crítico por Reinaldo Santos Neves.

Múltiplas Escrituras - Reinaldo Santos Neves: Vida e obra
Este livro é o registro de notícia biográfica de Reinaldo Santos Neves e de sua obra comentada. A publicação tem 126 páginas com romances e poesias, além de cronologia, comentário e notícia biográfica. A publicação é uma seleção, notícia biográfica e estudo crítico de Djalma Vazzoler e Mônica A. Helcane Carvalho de Sant'Anna.


 


Dédalo no Centro do Labirinto - Miguel Marvilla: Vida e Obra
Edição: Adilson Vilaça
Com seleção, notícia biográfica e estudo crítico feitos por Joana D'Arc Baptista Herkenhoff, neste sétimo volume a Coleção evidencia o poeta e contista Miguel Marvilla, capixaba de Marataízes, membro da Academia Espírito-Santense de Letras. O estudo de Joana D'Arc demonstra, também, que o poeta começou com o mimeógrafo, combinando a arte da escrita com o fôlego do editor.

 



De Folhas Versadas - Roberto Almada - Vida e Obra
Organização: Adilson Vilaça
Com seleção, notícia biográfica e estudo crítico feitos por Deny Gomes, De Folhas Versadas conta a história do escritor, poeta e crítico literário Roberto Leite Ribeiro Almada, que nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais.



 


Inquilino da Rua da Imaginação - Fernando Tatagiba - Vida e Obra

Organização: Adilson Vilaça.


Júbilo e Glória - Amylton de Almeida: Vida e Obra
Organização: Adilson Vilaça
O livro faz antologia literária e traz notícia biográfica da professora e poetisa Deny Gomes sobre o jornalista Amylton de Almeida, um dos mais importantes intelectuais capixabas. Dedicou-se à literatura, à dramaturgia, ao cinema e ao jornalismo.

 


A Árvore das Palavras - Adilson Vilaça: Vida e Obra

O volume é dedicado à obra do jornalista Adilson Vilaça, a antologia A Árvore das Palavras tem estudo crítico, seleção de texto e notícia biográfica do autor pelo professor Francisco Aurélio.

 

 

 

 

Metáforas e Hieróglifos - Vida e obra de Bernadete Lyra

Em "Metáforas e Hieróglifos", Arthur Bogéa organizou boa parte da experiência literária da escritora, começando por sua biografia e cronologia, registrando importantes momentos de sua vida literária. Em seguida, o autor faz uma análise de suas obras e do próprio perfil da autora e finaliza o livro com a seleção de alguns textos de Bernadete. São de sua autoria As Contas no Canto, O Jardim das Delícias, Corações de Cristal ou A Vida Secreta das Enceradeiras, Aqui Começa a Dança, A Panelinha de Breu, Memória das Ruínas de Creta e Tormentos Ocasionais.

 



Navegante do Imaginário - Luiz Guilherme Santos Neves: Vida e Obra
Editor: Adilson Vilaça
Com seleção, notícia biográfica e estudo crítico feitos por Maria Thereza Coelho Ceotto, o livro é uma análise de obras de destaque publicadas nas duas últimas décadas, entre elas As Chamas na Missa, Queimados, A Nau Decapitada, Torre do Delírio, Crônicas da Insólita Fortuna, Escrivão da Frota e O Templo e a Forca, do professor Luiz Guilherme.


 


Coleção Elmo Elton

À maneira de seu patrono, que tinha como ofício de fé registrar a memória de Vitória, as publicações desta coleção percorrem a história da cidade, bairro a bairro, situando o cenário, evolução e peculiaridades da comunidade em pauta. Compõem essa coleção as obras “Santo Antônio”, “Centro”, “Jucutuquara”, “Praia do Canto”, “Goiabeiras”, “São Pedro”, “Jardim da Penha”, “Fradinhos” e “Praia do Suá”.

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Bairro Santo Antônio
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Adriana Bravin
Fotos: Sérgio Cardoso
O número inaugural da série foi um registro de Santo Antônio, o primeiro bairro de Vitória.




 


Centro de Vitória
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Cristina Dadalto
Fotos: Tadeu Bianconi
O Centro de Vitória é o berço da história capixaba. As realizações dos antepassados da cidade e a consciência das gerações que nela habitam - merecendo destaque a campanha em curso promovida por lojistas - têm no texto dedicado ao Centro, ponto de confluência.

 

 

Jucutuquara
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Sandra Daniel
Fotos: Zanete Dadalto
Jucutuquara é um dos mais charmosos e antigos bairros da capital. Abriga além do Museu, o Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo e alguns dos bares mais tradicionais da ilha. Carinhosamente, os moradores mais antigos do bairro tratam-se como integrantes da Nação de Jucutuquara, tal a identificação que têm com o local. Berço da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara e do Rio Branco Atlético Clube, a história do bairro é contada no livro pela jornalista Sandra Daniel e pela fotógrafa Zanete Dadalto, que resgataram histórias como a lenda da Pedra dos Dois Olhos e da família Monjardim.

Praia do Canto
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Sandra Aguiar
Fotos: Cláudia Pedrinha
Praia do Canto é um dos lugares mais aprazíveis da ilha de Vitória. Para documentar a história foram convidadas a jornalista Sandra Aguiar e a fotógrafa Cláudia Pedrinha. O texto de Sandra passeia desde o projeto do engenheiro Saturnino de Brito, criador do Novo Arrabalde, às ruas de hoje, que conservam o traçado proposto, mas apresentam já as transformações decorrentes de ruidosa densidade populacional – tráfego intenso, verticalização marcante e forte tom comercial, em substituição ao antigo sonho de região apenas residencial.


Goiabeiras
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Nilo de Mingo Jr
Fotos: David Protti
O ofício das paneleiras, passado de mãe para filha, tão característico do bairro Goiabeiras, bem como as tradições folclóricas da comunidade fazem parte da publicação. O texto de Nilo de Mingo é completado com o trabalho fotográfico de David Protti.

 


São Pedro
Edição: Adilson Vilaça
Texto: Tavares Dias
Fotos: Apoena Medeiros
São Pedro ficou conhecido do público em geral por intermédio do documentário "Lugar de Toda Pobreza", de Amylton de Almeida (1946-1995). A produção serviu de alerta da população que residia no local e vivia de restos. Eles mereciam dias melhores. O bairro surgiu a partir da ocupação do lixão da cidade e da invasão de áreas de manguezal, no final da década de 70. A partir dos anos 90, intensificaram-se os investimentos em urbanização, desenvolvimento socioeconômico, recuperação e preservação ambiental. Nos últimos anos, foram alocados cerca de R$ 30 milhões num programa de desenvolvimento urbano integrado. A infra-estrutura instalada pelo Poder Público juntou-se à força dos moradores.



Jardim da Penha
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Andréia Curry
Fotos: Sandra Martins
O bairro é o jardim de Nossa Senhora da Penha, padroeira dos capixabas. De seus 1.139.934 metros quadrados se via o Convento, em Vila Velha, daí surgiu o nome da região que recebe homenagem nesta publicação. A jornalista Andréia Curry afirma que obteve grande ajuda da Associação de Moradores de Jardim da Penha, que possui material de pesquisa sobre o bairro. Nas fotos de Sandra Martins conhecemos um pouco dos personagens citados na publicação, como as irmãs Maria Aristotelina da Silva Santos Ferreira Bastos e Maria Sylvia Klackzo, herdeiras da fazenda Mata da Praia, na qual atualmente estão os bairros Jardim da Penha, Morada de Camburi e Mata da Praia. Em sua extensão de 1.139.934 metros quadrados havia mata cerrada, córregos, árvores e animais. Maria Aristotelina conta que tomava banho de mar na praia de Camburi com a família e que nadava até a ilhazinha do Socó. A história da primeira igreja, os desafios e a segurança, entre muitos outros assuntos estão no livro.


Fradinhos
Organização: Adilson Vilaça
Texto: Anna Saiter
Fotos: Bruno Zorzal
A professora Anna Saiter, moradora do bairro, recupera neste livro as evidências do distante tempo em que Fradinhos foi uma aldeia indígena. No período pós-cabralino, o bairro atenderia por muito tempo pela denominação geral de Jucutuquara, em decorrência da Pedra dos Olhos (Jucú-ita-quera na língua tupi significa "pássaro do buraco da pedra" e Yticú-tuquara quer dizer "conchas suspensas"). Somente quando os jesuítas se fizeram presentes é que o bairro seria batizado com o nome Fradinhos - um menino que morava naquele recanto pagaria promessa usando hábito de jesuítas. A pesquisa é apoiada em obras de Saint-Hilaire, Adelpho Poli Monjardim e Luís Serafim Derenzi, também dialogando com o arqueólogo Celso Perota, responsável por estudos atualizados da presença indígena no Espírito Santo. A fotografia de Bruno Zorzal revela uma comunidade de artistas, ecologistas, apaixonados e inveterados devotos de uma promessa que virou bairro.



Praia do Suá
Organização: Adilson Vilaça
Texto: José Carlos Mattedi
Fotos de Raquel Lucena
O bairro tipicamente português surgiu com a formação da vila dos pescadores. É de lá, mais especificamente do restaurante São Pedro, o saboroso prato garoupa salgada com banana da terra. É também de lá a invenção do anteparo de ferro da panela de barro, naquela época com apenas três pontos de solda - a descoberta, que hoje parece tão simples, barateou a produção dos aparadores que dão suporte à panela capixaba. A principal fonte foi Dona Maria Assumpção, que com seu sangue lusitano, conta fatos pitorescos, como a malhação do Judas, a vigília de São Pedro e como foram se acomodando o antigo e o novo na paisagem da Praia do Suá.



Coleção José Costa

A Coleção José Costa edita textos inéditos e reedita publicações que têm como referência a memória e a história capixabas. Fazem parte dessa coleção os seguintes livros: “Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce”, “Viagem à Província do Espírito Santo”, “Escola, Escola de Arte”, “A Ilha de Vitória que Conheci e com que Convivi”, “Romanceiro Capixaba”, “A Mulher na História do Espírito Santo”, “Logradouros Antigos de Vitória”, “Insurreição do Queimado” e “Os Dias Antigos”.




Viagem ao Espírito Santo e Rio Doce
O relato da viagem de Auguste de Saint-Hilaire é excelente fonte para o conhecimento do Espírito Santo no primeiro quarto do século XIX. São significativos seus apontamentos para a compreensão de como foi domada a terra capixaba, relegando à completa marginalização o contingente nativo. Saint-Hilaire registra com censura a expulsão dos indígenas das vastas terras que antes possuíam sem concorrência e, ainda, expressa indignação com tra o uso e abuso de mão-de-obra nativa praticamente reduzida à escravidão.




Viagem à Província do Espírito Santo
O livro de Auguste-François Biard, com tradução de José Augusto Carvalho, contribui para a recomposição do quadro sócio-cultural do Espírito Santo no Segundo Reinado. São verdadeiros flashes verbais de um Estado primitivo, segundo o famoso pintor francês, sobre a província capixaba no século XIX. O livro tem 106 páginas e possui desenhos que retratam paisagens e situações vistas e vividas por Auguste.

 



Escola, Escola de Arte
Com texto de Adilson Vilaça e pesquisa de Eliomar Mazzoco. De acordo com o editor, o projeto por objetivo recupera a história do prédio da Fafi - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

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A Ilha de Vitória que Conheci e com que Convivi
De Délio Grijó de Azevedo

Délio Grijó de Azevedo brinda o leitor com um flash back da ilha de Vitória. Suas famílias tradicionais, coisas excêntricas e fatos pitorescos que aconteceram nos "bons e saudosos tempos", como ele mesmo diz. Nessa gostosa viagem, a partir dos Anos 30, indo e vindo aos dias atuais, encontramos tipos folclóricos, ditos populares, modas e costumes dos capixabas que souberam usufruir das coisas boas da época, como os passeios bonde, as noites de circo e de boemia, o namoro na Praça Oito, tão bem descritos no seu livro.





Romanceiro Capixaba - Guilherme Santos Neves

Em 1983, a Fundação Nacional de Arte e a Fundação Ceciliano Abel de Almeida consorciaram-se para a edição de O Romanceiro Capixaba, do mestre Guilherme Santos Neves. Tão bem-vinda foi a obra que logo se esgotaria. Transcorridos quase 20 anos daquela edição, a Secretaria de Cultura insere a publicação nesta coleção. Foi preservada na íntegra a apresentação assinada por Bráulio do Nascimento, do qual o conhecimento testemunha a importância da obra de Guilherme Santos Neves.

 

A Mulher na História do Espírito Santo

Este livro foi escrito no final da década de 50 (1957-1959), tendo passado por acréscimos da autora 20 anos depois, quando vendeu ao Instituo Jones dos Santos Neves os direitos autorais de alguns de seus textos inéditos para publicação. Maria Stella Novas, a autora, foi uma precursora feminina no Espírito Santo em várias frentes e uma delas é a da pesquisa humana e científica. O folclore, a luta das mulheres por sua emancipação e afirmação profissional são relatados na obra.

 

 

Logradouros Antigos de Vitória

Logradouros Antigos de Vitória é uma reedição do mais importante livro do memorialista e cronista Elmo Elton. A coleção José Costa dedica-se à edição ou reedição de textos de referência da memória e a história do Espírito Santo.
A primeira edição de Logradouros Antigos de Vitória é de 1986, inaugrando a coleção Temas Capixabas, do Instituto Jones dos Santos Neves. No lastro financeiro de um projeto do Banco Mundial, para melhoria da infra-estrutura urbana e comunitária de Cidades de Porte Médio, o Instituto vivia bons tempos.



Insurreição do Queimado

A reedição de Insurreição do Queimado talvez seja o mais importante gesto feito à comemoração dos 150 anos da rebelião de escravos deflagrada na freguesia de São José do Queimado, então município de Vitória, que hoje pertence ao município de Serra. A eclosão da revolta, datada de 19 de março de 1849, teve como estopim a construção da Igreja da Freguesia, que exigiu 'trabalho extra' dos escravos para sua construção.



Escritos de Vitória

A coleção aborda em cada volume aspectos cotidianos do município na visão de seus cronistas, jornalistas, poetas, escritores e intelectuais. Foram publicados 23 títulos: "Crônicas", "Contos", "Fafi", "Logradouros", "Porto", "Parque Moscoso", "Cinemas", "Bares, botequins, etc.", "Igrejas", "Escolas", "Mercados e Feiras", "Paisagem", "Esportes", "Vitória do Futuro", "Personalidades de Vitória", "Movimentos Sociais", "Imprensa", "Cidade Presépio", "Vitória de Todos os Ritmos - Músicos e Músicas", "Identidade Capixaba", "Teatro", "Cine Vídeo" e "Olhar Forasteiro".
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Olhar Forasteiro
Organização: Adilson Vilaça
Textos: André Tomoyuki Abe, André Ricardo Pereira, Antônio Carlos V. Braga, Benjamim Rodrigues Ferreira Filho, Bernardo Barros Coelho de Oliveira, Berredo de Menezes, Conrado José Vieira, Deny Gomes, Diana Oliveira Borja, Giovanni Battista Castagna, Jô Drummond, Jorge Solé, Manoel Martins, Tarcísio Bahia, Tavares Dias e Wilberth Claython F. Salgueiro.
A intenção deste Escritos de Vitória é conceder a representantes de outras terras a manifestação de seu olhar sobre a paisagem étnico-cultural capixaba.

 

Cine Vídeo
Organização: Adilson Vilaça
Textos: Ana Laura Nahas, Benjamim Rodrigues Ferreira Filho, Bernadette Lyra, Cláudia Rangel, Erly Vieira Jr., Gustavo Moraes, Luiz Tadeu Teixeira, Marcos Veronezi, Margarete Taqueti e Sérgio de Araújo Medeiros.
Este exemplar centra seu foco no "fazer" cinema, arte que ocupa importante papel no cenário histórico-social desde as míticas projeções dos irmãos Lumière, em 1895, em Paris, na França. A publicação quer, em especial, situar o papel do cinema e do vídeo no registro do imaginário capixaba.

Teatro
Organização: Adilson Vilaça
Textos: Milson Henriques, Margarete Maia, Margarete Galvão, Carlos Francisco Ola, Wilson Coelho, Suely Bispo, Ana Lúcia Junqueira, Ary Roas, Branca Santos Neves, Cláudia Marriel, Eduardo Torre, Yamara Torre, Erlon José Paschoal, Getúlio Marco Pereira Neves, Luis Carlos Almeida Lima, Luis Tadeu Teixeira, Marcos Tavares, Maura Moschen, Paulo de Paula, Regina Mainardi, Edileuza Penha de Souza e Vera Viana.
O livro conta a história do teatro capixaba, reunindo vozes com conhecimento de causa e conferindo à dramaturgia um papel definitivo na sociedade capixaba.


Identidade Capixaba
Trinta e seis profissionais de diversas áreas e escritores da terra, naturais ou "naturalizados", se dedicam a falar da identidade capixaba.
Entre eles estão Alain Herscovici, Anna Saiter, Beatriz Abaurre, Carlito Ozório, Cristina Dadalto, Deny Gomes, Edileuza Penha de Souza, Eliana Kuster, Eliomar Carlos Mazoco, Fernando João Pignaton, Francisco Aurélio, Gabriel Bittencourt, Getúlio Marcos Pereira Neves, Gilson Soares, Ítalo Campos, Ivan Borgo, José Augusto Carvalho, José Francisco, José Irmo Gonring, Kátia Bobbio, Lacy Ribeiro, Léa Brígida, Lucimar Cardoso, Marcos Alencar, Marcus Nicodemus Cysne, Maria Helena Teixeira de Siqueira, Mintaha Alcure, Neida Lúcia, Oscar Gama Filho, Paulo Bonates, Renato Pacheco, Roberto Garcia Simões, Ruth Reis, Sérgio Guizzard, Silvana Sampaio e Suzana Vilaça.

Vitória de Todos os Ritmos - Músicos e Músicas

Música e Músicos reúne representativa trupe da arte musical capixaba. Participam desta edição os escritores: Adolfo Miranda Oleare, Afonso Abreu, Alex Pandini, Álvaro Abreu, Beatriz Abaurre, Carlos Lindenberg Filho (Cariê), Chico Lessa, Cintia Costa, Edu Henning, Ernesto Pachito, Fernando Achiamé, Getúlio Marques Pereira Neves, Giovanna Santos, José Roberto Santos Neves, Luiz Romero de Oliveira (Salsa), Luiz Trevisan, Maria do Carmo Schneider, Marien Calixte, Rogério Coimbra e Sérgio Roccio.





Memória Viva

A coleção já publicou seis títulos que resgatam aspectos da cultura popular e da história da cidade. Reunindo texto acessível, aliado a uma pesquisa criteriosa e um registro fotográfico do tema, a coleção tem tido importante papel na divulgação, para as novas gerações, das facetas mais tradicionais de Vitória. Os títulos já publicados são: “Os Lambe-lambes do Parque Moscoso”, “Catraieiros da Baía de Vitória”, “Desfiadeiras de Siri da Ilha das Caieiras”, “Festa de São Pedro na Praia do Suá”, “Procissão de São Benedito em Vitória”, “As Paneleiras de Goiabeiras” e “Os Bondes de Vitória”..

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Os Lambe-lambes do Parque Moscoso
Texto: Adilson Vilaça
Fotos: Leonardo Bicalho
Os autores retratam, em preto e branco e formato de texto e imagens, a história de quem, há décadas, fotografa o cotidiano do Parque Moscoso. Cotidiano formado de famílias, de namorados que buscavam uma lembrança de momentos felizes e de trabalhadores em busca da imagem.


Catraieiros da Baía de Vitória
Pesquisa e texto: Luiz Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco Fotos : Humberto Capai
Registra a atividade dos catraieiros, trabalhadores responsáveis pelo transporte entre as cidades de Vitória e Vila Velha, fazendo, em pequenos botes, a travessia da Baía de Vitória.

 




Desfiadeiras de Siri da Ilha das Caieiras
Pesquisa e texto: Luiz Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco Texto: Luiz Guilherme Santos Neves
Fotos: Alexandre Krusemark
Descreve a vida, as origens e a atividade profissional das desfiaduras de siri. Hoje, na Ilha das Caieiras, uma centena de mulheres se dedica à atividade que envolve ainda pescadores e donos de restaurantes e peixarias.

 



Festa de São Pedro na Praia do Suá
Texto e pesquisa: Luiz Guilherme Santos e Renato Pacheco Entrevista: Léa Brígida de Alvarenga Rosa
Fotos: Edson Chagas e Victor Nogueira
Resgata a memória da Festa de São Pedro na Praia do Suá, bairro da cidade de Vitória, que reúne entre os seus moradores um grande número de pescadores. A festa de São Pedro, com sua procissão marítima, é uma das mais antigas da cidade de Vitória.



Procissão de São Benedito em Vitória
Texto e pesquisa: Luiz Guilherme Santos Neves
Pesquisa Oral: Léa Brígida de Alvarenga Rosa
Fotos: Alexandre Krusemark
Narra a devoção a São Benedito em Vitória. O ardor dos devotos já provocou até um cisma entre os fiéis, divididos em peroás e caramurus, no início do século XIX. O livro retrata a romaria vespertina pelas ruas ao centro da cidade, em louvor a São Benedito, cuja tradição remonta ao início do século XVIII.

 


As Paneleiras de Goiabeiras
Texto e Pesquisa: Celso Perota, Jaime Doxsey e Roberto Neto
Fotos: Edson Chagas
Analisa e descreve a organização social das paneleiras de Goiabeiras, e a fabricação das famosas panelas de barro de Vitória, nas quais são feitos e servidos os dois principais pratos da culinária capixaba: a moqueca e a torta capixaba.

 



Os Bondes de Vitória
Texto: Luiz Guilherme Santos Neves
Pesquisa: Renato Pacheco
Fotos: Arquivo Nilton Pimenta
Para escrever este livro, os professores Luiz Guilherme Santos Neves e Renato Pacheco foram buscar fotos que fazem parte do arquivo de Nilton Pimenta. É também em sua memória que se baseia o livro. Embora já não existam mais, os bondes de Vitória são uma presença constante na Memória Viva dos moradores da cidade e, por isso, foram escolhidos como tema deste volume da coleção.

Outros Títulos

Sete livros já foram publicados pela Secretaria de Cultura sem fazer parte de uma coleção específica. Os títulos são: “Biografia de uma Ilha”, “O Novo Arrabalde”, “A Múltipla Presença”, “Poiesis”, “Era uma Vez... Hermógenes Lima Fonseca”, “Parque Moscoso - Documento de Vida” e “Contraponto, Reta, Plano”.



Biografia de uma Ilha
De Luiz Serafim Derenzi
Publicado originalmente em 1965, o livro é uma ampla pesquisa acerca da cidade de Vitória, sua organização social, política e econômica. Traz, também, um apanhado das ações de cada governo da cidade, desde o donatário Vasco Fernandes Coutinho até o início dos anos 40. Acompanham o livro 41 fotografias de Vitória entre 1925 e 1937.

 


O Novo Arrabalde
De Carlos Teixeira de Campos Júnior
O livro é a dissertação de mestrado defendida com sucesso pelo autor na Universidade de São Paulo, e busca compreender o processo de urbanização de Vitória partindo da análise da implementação do primeiro plano urbanístico da cidade, traçado no final do século passado. O plano do Novo Arrabalde, traçado por Saturnino de Brito, décadas depois transforma-se na região mais nobre de Vitória. Acompanham o livro fotos e mapas da época.


A Múltipla Presença
Organização de Deny Gomes
Reunindo textos de diversos autores, o livro analisa as diversas facetas do jornalista Amylton de Almeida, falecido em 1995. Acompanha o livro também uma seleção das melhores críticas de cinema publicadas por Amylton no jornal A Gazeta. Escritor, dramaturgo e jornalista, além de diretor de televisão e cinema, Amylton venceu duas vezes o Festival de Verão da Rede Globo, mas tornou-se conhecido nacionalmente pelo filme "O Amor está no Ar", dirigido por ele e que deu a Eliane Giardini o Kikito de melhor atriz no Festival de Gramado.




Poiesis
Organização: Valdo Motta
Reúne 15 poemas, de diferentes autores, resultado de duas oficinas de poesia orientadas pelo consagrado poeta Valdo Motta - autor de Bundo, publicado pela Editora da Unicamp -, na Escola de Arte Fafi, em 1993 e 1995.


 



Era uma Vez... Hermógenes Lima Fonseca
Depoimentos
Vários profissionais fazem uma homenagem ao folclorista Hermógenes Lima Fonseca, contando passagens de sua vida e suas histórias. Participam do livro Renato Pacheco, Adilson Villaça, Luiz Guilherme Santos Neves, Rogério Medeiros, Bernadete Lyra, Kátia Bóbbio, Tertolino Balbino, Orlando Bomfim Netto, Ilda Castro e Jairo de Britto, dentre outros.


 

Parque Moscoso - Documento de Vida (Segunda Edição)
Coleção Cadernos de História nº 45
Texto: Maria Izabel Perini Muniz
A primeira parte da publicação, lançada pelo Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES), dá ao leitor uma visão panorâmica de Vitória no século XIX. A segunda aborda especificamente o Parque Moscoso, desde o início de sua construção (1908), passando pelo ano de sua inauguração (1912) e abrangendo as mudanças implementadas no belo logradouro público até o ano de 2001, em sua reinauguração. A primeira edição do livro de Maria Izabel foi lançado em 1985.

 




Contraponto, Reta, Plano
De Erly Vieira Jr.
De acordo com o texto de Deneval Siqueira de Azevedo Filho, doutor em Teoria Literária pela Unicamp, no livro, Erly toma o próprio contraponto como fio condutor de sua poética simbólico-gótica (hélice do infinito, a vida é curva, segredo tatuado). Mesmo quando o lirismo se põe em Reta, Erly Vieira Jr. tece contornos: tece luvas, pegadas e adegas. Por isso, seus versos têm um tono gótico forte e irônico, sugerindo sempre que o poder das palavras destrói o vazio da própria reclusão. O livro foi lançado com a captação de recursos da Lei Rubem Braga.


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